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domingo, 24 de maio de 2009

Floresta como atividade produtiva

Floresta como atividade produtiva 21/05/09 20-05-2009 Programa Florestal assinado dia 19 para a Metade Norte prevê a inclusão de pequenos e médios produtores rurais e micro, pequenas e médias empresas e indústrias do agronegócio florestal, visando expandir os benefícios sociais, econômicos e ambientais Foi dado início ao Programa Florestal da Metade Norte do RS. Nesta terça-feira (19), ocorreu a assinatura, no auditório do Sindicato Rural de Passo Fundo, o termo que institui o Programa Florestal para a Metade Norte do RS, com a presença de diversas lideranças ligadas a cadeia de florestas. Assinaram o Programa, a diretora técnica da Emater/RS, Águeda Marcéi Mezomo; o chefe geral da Embrapa Florestas, Helton Damin da Silva; o presidente da Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Roque Justen; o presidente do Sindicado das Indústrias Madeireiras (Sindimadeira), Serafin Gabriel Quissini, e o representante do Sindicato das Indústrias de Erva-mate (Sindimate), Mauro Tormen. De acordo com a diretora técnica da Emater/RS, Águeda Marcéi Mezomo, programas como esse visam despertar as potencialidades do meio rural. “Além da diversificação, o Programa possibilitará um planejamento de utilização do solo, somando mais uma atividade produtiva às propriedades rurais. Estamos colocando nosso corpo técnico nesse projeto, pois temos ciência da importância dessa cadeia produtiva, em especial para os municípios da região Norte do Estado”, avaliou Águeda. Os objetivos do Programa Florestal são ampliar e desenvolver ações que fortaleçam a cadeia produtiva de base florestal, para o desenvolvimento social, econômico e ambiental. Além disso, de acordo com o gerente regional da Emater/RS-Ascar e um dos coordenadores do Programa, Oriberto Adami, o que se busca é uma discussão ordenada, a qualificação dos técnicos envolvidos no Programa e o manejo tecnológico adequado das florestas, visando garantir valor ao produto e adequação ao meio ambiente. “Estamos certos da excelente alternativa de renda e de diversificação da produção que as florestas representam, no entanto, são necessárias ações pensadas e tecnologia adequada”, reforçou Adami. A proposta do Programa Florestal para a Metade Norte do RS prevê a inclusão de pequenos e médios produtores rurais e também de micro, pequenas e médias empresas e indústrias do agronegócio florestal, visando expandir os benefícios sociais, econômicos e ambientais. O agrônomo da Emater/RS-Ascar, Ilvandro Barreto de Melo, apresentou o Programa e o cronograma de ações. Entre os desafios apresentados estão a contribuição para a recuperação de áreas de preservação permanente degradadas e de reserva legal, promover a ampliação de plantios e a modernização na transformação da matéria-prima florestal, bem como a sensibilização das lideranças, técnicos, produtores, empresários e trabalhadores sobre a importância das florestas, seus produtos e serviços para a sociedade. “É grande a responsabilidade da Embrapa e da Emater. Quando falamos em plantar árvores, destoa do padrão brasileiro de agricultura, que é plantar feijão, trigo, soja. No entanto, a produção de florestas representa o terceiro maior contribuinte do PIB nacional. Entendemos que esse tipo de parceria vai contribuir para o crescimento da metade norte desse Estado”, destacou o chefe geral da Embrapa Floresta, Helton Damin da Silva. Para o presidente do Sindimadeira, Serafin Gabriel Quissini, a assinatura do termo é uma oportunidade para os municípios da metade Norte do RS. “Agradeço a Emater por ter entendido e acreditado na floresta como um importante componente produtivo”, disse Quissini. Na opinião do presidente da Ageflor, Roque Justen, a silvicultura é uma realidade em muitos municípios, mas alertou que o plantio de árvores não deve ser feito de qualquer forma, mas com planejamento e acompanhado das demais atividades e planejamento necessário. “Com esse Programa estamos evoluindo”, afirmou. Também estiveram presentes no evento, o presidente do Sindicato Rural, Jair Dutra Rodrigues, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Alberi Ceolin, a secretária municipal do Interior de Passo Fundo, Eloísa Bedin, o presidente da Associação dos Municípios do Nordeste Rio-Grandense, Moisés Dametto, entre outras lideranças. Estão envolvidas seis regiões administrativas da Emater/RS-Ascar (Passo Fundo, Estrela, Caxias do Sul, Erechim, Ijuí, e Santa Rosa), Embrapa Trigo, Embrapa Florestas, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Associação dos Produtores de Erva-Mate de Machadinho (Apromate), Universidades de Passo Fundo e Federal de Santa Maria, Cesnors, Sindimadeira/RS, Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Cooperativa Florestal do Rio Grande do Sul (Floracoop) e demais entidades. Fonte: Diário da Manhã (Passo Fundo)

MP 458

20 / 05 / 2009 Segundo especialista MP 458 só serve aos interesses de grileiros e funcionários do Incra Contrariando as últimas declarações polêmicas do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que colocou a Medida Provisória 458 como uma "Vitória Ambientalista", o especialista em ocupação humana e conflitos agrários na Amazônia e professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino de Oliveira, criticou a medida e afirmou que "A MP fere o princípio constitucional de função social da terra". As declarações foram dadas em uma conferência de imprensa realizada pela empresa Oboré e Projetos Especiais de Comunicação e Arte - no sábado (16). Oliveira entende a 458 como uma terceira tentativa de legalizar a grilagem de terras, sucedendo as medidas 252 ("MP do Bem") e 422. "A MP 458 não é necessária, pois já existe legitimação das posses destas terras na legislação. A medida surgiu somente devido ao interesse de funcionários do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária)", afirmou. Durante sua exposição, que durou cerca de 30 minutos, Oliveira criticou também os projetos fundiários do governo na Amazônia Legal. "O Estado não deveria alimentar assentamentos na Amazônia. Não há esta necessidade. O problema é que o Estado não criou mecanismos para regular suas próprias terras. Estão ao sabor das elites", afirmou o pesquisador. A Medida Provisória 458 permite à União transferir, sem licitação, terrenos de sua propriedade, de até 1,5 mil hectares, aos ocupantes das áreas na Amazônia Legal. Oliveira soma-se à maioria dos ambientalistas e entidades da sociedade civil organizada que já batizaram a 458 de "MP da Grilagem", e não vêem nenhuma vitória, a não ser a dos grileiros e da impunidade. Ataque às instituições - Durante a entrevista coletiva realizada após a conferência, as críticas do pesquisador ao modelo de gestão empregado na Amazônia continuaram. Desta vez voltadas às instituições públicas e privadas que atuam na região. Questionado sobre a eficiência dos mecanismos do controle de desmatamento, Oliveira foi direto. "Não há condições de controle pelo Estado Brasileiro". O pesquisador destacou que os programas, como o monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é muito bom, mas esbarra na falta de continuidade. "O problema está nas equipes de fiscalização. O Ministério do Meio Ambiente não tem nenhum corpo funcional para tanto", explicou o pesquisador. Outra instituição que representa grande problema ao país, segundo Oliveira, é o Incra. O pesquisador, que diversas vezes já prestou consultoria técnica ao instituto, afirmou que o órgão não cumpre sua função devido a um desalinhamento ideológico. "O problema é que grande parte dos funcionários do Incra são contra a reforma agrária", afirmou. Oliveira também destacou diversos casos de corrupção que se tornaram públicos nos últimos anos na instituição e denunciou um "propagandismo político" por parte do órgão. De acordo com o pesquisador, o atual número de assentados divulgado pelo Incra em 2008 (500 mil famílias) seria falso. Segundo ele, essa quantidade de assentamentos é, na realidade, relativo ao trabalho feito pelo instituto nos últimos anos. O pesquisador criticou, inclusive, o sistema de exploração da floresta. "No Brasil há um capitalismo de rapina, que quer enriquecer muito rápido e não dar continuidade à sua atividade", afirmou. Para ele, o grande risco não está nas companhias estrangeiras que visam a floresta, mas sim nas nacionais "Precisamos olhar com muito cuidado como as empresas nacionais estão cuidando da Amazônia", concluiu. (Fonte: Flávio Bonanome/ Amazônia.org) Comente esta notícia no espaço do leitor... Nossa legislação sempre quer dominar tudo, como se fosse possível colocar um fiscal incorruptível ao lado de cada árvore, ou de cada motosserra. O setor madeireiro precisa ser tratado como um empreendimento econômico para poder se lbertar e ser produtivo, autosuficiente, gerando interesse dos empresários e proprietários de terra para sua preservação produtiva. Precisa obrigar um fazendeiro a proteger seu gado? Porquê? Simplesmente, porque gera renda! Italino

quarta-feira, 20 de maio de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pesquisa da ESALQ avalia potencial espécies

Pesquisa da ESALQ avalia potencial espécies 11/05/2009 - O uso de energias renováveis é uma tendência mundial, cada vez mais difundida, principalmente por razões ambientais e econômicas. Das diversas formas existentes, a biomassa tem grande destaque, devido sua alta capacidade produtiva e versatilidade de aplicação. No Brasil, a biomassa tem grande expressão no suprimento energético do país (31,6% do total), e a madeira corresponde à quase metade desse valor. “Boa parte do suprimento dessa fonte provém ainda de florestas nativas, o que evidencia a necessidade de ampliação de plantios florestais visando o atendimento sustentado dessa crescente demanda. Entretanto, para que os plantios florestais cumpram efetivamente suas funções, os mesmos precisam ser orientados tanto por altas produtividades florestais como pelas qualidades ideais da madeira para uso energético”, avalia engenheira florestal Tânia Cerbino Cintra. Recentemente, Tânia conclui sua dissertação de mestrado na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), com intenção de observar o potencial energético de espécies florestais nativas plantadas na região do Médio Paranapanema, SP. “As espécies brasileiras são, relativamente, pouco conhecidas do ponto de vista energético, uma vez que a maior parte dos plantios são, tradicionalmente, realizados com espécies dos gêneros Pinus e Eucalyptus”, lembra a pesquisadora. Segundo o professor José Otávio Brito, do departamento de Ciências Florestais (LCF) da ESALQ, que orientou o trabalho, “os resultados obtidos trazem novos subsídios técnico-científicos fundamentais para a continuidade de estudos na área de aplicação energética da madeira, e se encontra alinhado com iniciativas nacionais importantes de pesquisa na área, como é o caso, por exemplo, do projeto “Florestas Energéticas” da Embrapa, no qual a ESALQ se encontra engajada”. Em seu trabalho, Tânia levantou informações sobre características qualitativas e quantitativas de espécies florestais brasileiras, assim como a influência da idade nas características da madeira relacionadas ao uso energético, a fim de prover subsídios para a seleção de espécies com vocação para tal finalidade. A pesquisa foi desenvolvida a partir de plantios estabelecidos como parte de ações de recuperação de áreas florestais na região de Assis (SP). “Nessa região, o Instituto Florestal do Estado de São Paulo já havia avaliado a produção de biomassa e carbono”, explica a autora da pesquisa. Em uma primeira etapa, foram avaliadas 12 espécies (monjoleiro, angico-branco, angico-vermelho, capixingui, pau-viola, tamboril, algodoeiro, ingá, aroeira, canafístula, mirandiba e mamica-de-porca), com 6 a 8 anos, nas quais foram observadas suas características quanto a produção de biomassa e aquelas relacionadas as principais propriedades da madeira visando a finalidade energética. Na segunda etapa do trabalho, comparou-se as características da madeira de angico-branco e aroeira em duas faixas de idade distintas, 6 e 8 anos e 36 e 37 anos. Com base nos resultados obtidos, concluiu-se que nenhuma das espécies estudadas apresentou características limitantes em suas madeiras, em relação ao uso energético e quatro espécies demonstraram maior potencial para essa finalidade: tamboril, angico-vermelho, pau-viola e monjoleiro. “Na comparação de faixa etária, constatou-se que houve influência da idade em todas as características analisadas, para ambas as espécies analisadas, sendo verificado ainda que a densidade básica, o poder calorífico, os teores de carbono fixo, extrativos totais e lignina se relacionaram positivamente com o aumento da idade, enquanto que o teor de materiais voláteis e de cinzas tiveram influência negativa do efeito da idade”, conclui Tânia Cintra. Celulose Online.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Setor de Trabalho para o Eng. Florestal

Subject: Setor de Trabalho para o Eng. Florestal Date: Fri, 8 May 2009 21:29:26 -0300 Setor de C&P busca profissionais - voltar 04/05/2009 - Concorrência é a palavra chave para definir o mercado de trabalho em engenharia florestal. Ao mesmo tempo em que as ofertas de empregos crescem, a demanda de alunos também aumenta. Opções de carreiras a serem seguidas não faltam. Mas preparo e dedicação são os segredos do sucesso. "Nos últimos cinco anos o número de cursos aumentou muito para atender uma demanda do próprio mercado de trabalho. A medida que um se desenvolve, o outro também cresce", explica a engenheira florestal Isabele Meunier, que também é professora da UFRPE. Ela acredita que talvez por conta da crise o mercado dê uma freada, mas nada que mude o cenário atual, que é um dos melhores. "A celulose (o mercado de papel) entrou nessa crise, mas até o ano passado ele crescia muito. O que pode acontecer é uma reduzida no crescimento, mas não uma parada total", acredita. Gestor ambiental da Celpe, Francisco Carvalho também é otimista quanto ao mercado. Por conta de suas várias faces, o engenheiro florestal está garantido em qualquer área, contanto que se dedique à área. "Ele está apto a trabalhar com produção florestal, processos de beneficiamento de celulose e fabricação de papel, mas não só com isso. Por conta da ampla formação acadêmica que esse profissional tem - química, física, meteorologia, biologia, sociologia - pode atender outras necessidades do mercado, como desempenhar funções de gestor e analistas ambientais", afirma Carvalho. "Como existe também uma mais preocupação com o meio ambiente e uma fiscalização maior por parte dos órgãos responsáveis, o número de pesquisas e estudos sobre as florestas estão aumentando. Em consequência, a demanda de profissionais para realizar esses trabalhos, também aumenta", completa Isabel. O nome pode até ser parecido, mas a engenharia florestal nada tem a ver com a ambiental. Enquanto uma lida com florestas e matas, a outra atua dentro da própria cidade, em questões mais urbanas. "Elas trabalham em focos completamente diferentes, se elas se encontram é apenas de raspão", explica Isabel Meunier. A professora explica ainda que na ambiental o trabalho é mais voltado para questões sanitárias. "Eles trabalham mais com sanitarismo das cidades, questões de esgotos, desejetos, produção química, processos industriais. Já a florestal tem como foco as florestas, seu replantio, preservação e aproveitamento saudável", afirma Meunier. Fonte: Diário de Pernambuco. Adaptado por Celulose Online.

domingo, 10 de maio de 2009

Pagamento por Serviços Ambientais pode virar realidade

08/05/2009 - 12h05 Pagamento por Serviços Ambientais pode virar realidade Por Lucia Leão, do MMA A Câmara dos Deputados quer colocar em votação daqui a um mês, durante a Semana do Meio Ambiente, o Projeto de Lei que institui o Pagamento por Serviços Ambientais. O substitutivo de iniciativa do Poder Executivo, que será encaminhado nos próximos dias pela Casa Civil, deve ser aprovado sem maiores dificuldades, já que conta com o apoio expressivo das bancadas ambientalistas e ruralistas, principais segmentos envolvidos no debate do tema. O Pagamento por Serviços Ambientais foi um dos pontos de consenso identificado pelo ministro Carlos Minc entre os dois segmentos, normalmente antagônicos, durante reunião de quarta-feira (06/05), com deputados representantes das comissões de Meio Ambiente, da Agricultura, da Amazônia e do Desenvolvimento Urbano. E não é o primeiro: A proposta de Zoneamento Agroecológico da Cana, que está na mesa do presidente Lula para ser assinada nos próximos dias, também foi acordada depois um longo e aprofundado debate encabeçado pelos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, citou o ministro Minc lembrando que também os ZEEs estão sendo pactuados para atender aos diferentes interesses econômicos e sociais. Mas também não são poucos os descensos dentro do grupo, como o Ministro deixou claro no encontro que aconteceu durante visita que fez ao presidente da Comissão de Meio Ambiente, Roberto Rocha. Minc rechaçou com veemência os argumentos do presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, deputado Waldir Colato (PMDB-SC), defensor de mudanças para afrouxar as regras do Código Florestal, de que estudos científicos indicam que o excesso de proteção ambiental prejudica a produção agropecuária no País. Se isso fosse verdade não teríamos apenas 7% da Caatinga e 9% do Cerrado protegidos. A lista de animais em extinção não teria crescido quatro vezes em quinze anos. Não estaríamos vendo tantas climáticas como estamos vendo hoje. Esse estudo que o senhor se refere não é da Embrapa, mas de um técnico que por acaso trabalha na Embrapa e que há alguns anos atestou que o ar de Ribeirão Preto, no auge das queimadas da cana, era mais puro do que o ar da Serra de Itatiaia. O que a Embrapa assina embaixo é o estudo que fez para o zoneamento agroecológico da cana: o Brasil tem 300 milhões de hectares disponíveis para a agricultura, reagiu Minc. O Ministro, no entanto, disse que não se furta ao debate e concorda que o Código Florestal deve ser aperfeiçoado. Ele lembrou que vem enfrentado polêmicas desde que assumiu o Ministério, há onze meses, e, citando o caso dos embates com o governador do Mato Grosso Blairo Maggi, tem conseguido, em alguns casos, bons resultados. Espera que o mesmo ocorra com o Código Florestal e outras legislações ambientais que estão sendo questionadas no Congresso. O conflito é a essência do Parlamento, ponderou Minc dizendo-se otimista com os resultados dos debates que, na sua expectativa, ainda vão recrudescer. Antes dos deputados, o ministro do Meio Ambiente pediu aos senadores que tratem com cuidado das questões ambientais. Integrando a mesa da Sessão Solene do Congresso que comemorou os 50 anos do Tratado da Antártida, Minc disse que o considera o mais bem sucedido da história humana. É o primeiro documento internacional feito com base no interesse não de um ou outro país ou de uma partilha, mas da humanidade como um todo. Esse, segundo Minc, é o sentimento que deve nortear os debates sobre a legislação ambiental. Se não fizermos certo, todo mundo perde. O aquecimento global é uma realidade, e devemos fazer de tudo para que ele fique nos dois graus até o fim do século. De forma alguma podemos afrouxar na defesa dos nossos biomas. (Envolverde/MMA)

ÁGUA DA VIDA: Floracoop :: Uma União de Talentos

ÁGUA DA VIDA: Floracoop :: Uma União de Talentos

Floracoop :: Uma União de Talentos

Floracoop :: Uma União de Talentos

quarta-feira, 29 de abril de 2009

CENSO AGROPECUÁRIO

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro/2006/tabela1_1.pdf

As Florestas Plantadas de Eucalipto, o Uso da Terra e a Produção de Alimentos no Brasil

Mini-Artigo Técnico por Celso Foelkel As Florestas Plantadas de Eucalipto, o Uso da Terra e a Produção de Alimentos no Brasil O Brasil é um País de dimensões continentais e com relativamente alta população. São cerca de 185 milhões de habitantes ocupando uma área total de 8,51 milhões de quilômetros quadrados (851 milhões de hectares). Dessa área total, cerca de 460 milhões de hectares são biomas ainda naturais e protegidos, o que corresponde à metade da área territorial do País. Destacam-se os biomas: Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal Mato-grossense, Mata de Araucárias (Pinhais), Mata dos Cocais, Zona Costeira e Pampa. Tecnicamente, sobrariam então cerca de 390 milhões de hectares para as ocupações de pessoas, agricultura, pecuária, reflorestamento, etc. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as lavouras agrícolas ocupavam 77 milhões de hectares em 2006; as pastagens 175 , e as matas e florestas 100 milhões de hectares (APPs e RLs - áreas de preservação permanentes e áreas de reserva legal; mais as áreas de florestas plantadas). As autoridades brasileiras argumentam que o País ainda dispõe de cerca de 90 a 140 milhões de hectares para expansão da agricultura, pecuária e silvicultura, sem que ocorra comprometimento das áreas naturais protegidas. Os ambientalistas contestam isso, pois acreditam que áreas importantes de ecossistemas naturais em regeneração (especialmente do Cerrado e Mata Atlântica) estão aí contabilizadas. De qualquer maneira, as áreas para expansão ainda são enormes. Adequados planejamentos e zoneamentos ecológico/econômico por estado e municípios poderão ajudar em muito para que o Brasil atinja um adequado nível de sustentabilidade sócio-ambiental e de produção econômica. Com isso, na situação ideal, os biomas estariam protegidos e a economia crescendo, gerando benefícios e felicidade à população crescente. Bom, não basta sonhar, é preciso fazer acontecer. O setor de base florestal pode e deve participar desse processo na busca dessa sustentabilidade integrada a nível de País e não apenas de empresas individuais ou de setor. Não podemos também esquecer que as produtividades agrícola e florestal do país estão em acentuado crescimento. Temos atingido produtividades excepcionais com a soja, a cana-de-açúcar, o eucalipto, o milho, o Pinus, etc. Existe um esforço grande por parte da área ambiental do Governo para que a agricultura e pecuária também passem a respeitar mais a legislação ambiental, em termos de APPs e RLs, da mesma forma como faz hoje a silvicultura. Os agricultores têm reagido fortemente, contra-argumentando que faltarão áreas para plantios agrícolas e pastagens e isso resultará em redução da produção agropecuária e de alimentos. Dentre as lavouras e cultivos, as mais significativas em uso da terra são: soja = 22 milhões de hectares; milho = 9,5 ; cana-de-açúcar = 6 ; pastagens cultivadas = 100; florestas plantadas = 6. As pastagens naturais, muitas empobrecidas, ocupariam 80 milhões de hectares. Observem então que existe amplo potencial de crescimento para os cultivos mais qualificados tecnologicamente a partir de áreas já degradadas pela agricultura e pela pecuária intensivas e de baixas tecnologias. (http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro/2006/default.shtm) Na verdade, o que precisa ser buscado e alcançado é uma gestão integrada e não conflitiva para os diferentes uso da terra. Com isso, otimizam-se as cadeias produtivas, as inter-relações entre elas, melhora-se a competitividade e preserva-se o que deve ser preservado. As continuadas pesquisas para aumentos de produtividade e capacidade produtiva da terra também deveriam ser privilegiadas. O setor de florestas plantadas utiliza em geral áreas de baixa aptidão agrícola, com baixa capacidade de produção de alimentos. São terras que foram bem usadas pelas pastagens e agricultura anual, empobrecendo com isso. Essas terras são mais baratas, mais facilmente trabalhadas para as plantações de florestas e compatíveis com as exigências das espécies florestais em uso no País. O setor florestal também utiliza terras com declive acentuado, pouco adequadas à moderna agricultura altamente mecanizada. Com isso, também colabora na conservação desses solos declivosos por colocar sobre eles cultivos de ciclos mais longos. A área de florestas plantadas corresponde a 0,7% da área territorial do País; a 1,65% da área tecnicamente agriculturável; a 6% das áreas definidas pelo IBGE como Matas e Florestas dentro da área do Brasil que está sendo ocupada pela população com finalidades produtivas (http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro/2006/utiliza.pdf). Os eucaliptos correspondem a 65% das florestas plantadas no Brasil, fica portanto fácil se calcular sua participação percentual no uso das terras. Deve-se ainda acrescentar que o setor de florestas plantadas é grande preservador de matas e florestas naturais, através de manutenção e enriquecimento das áreas de preservação permanente e de reserva legal. Isso aumenta bastante sua participação no que o IBGE classifica como Matas e Florestas. Apesar do impacto do setor de florestas plantadas ser pequeno sobre a produção de alimentos no País, por usar terras degradadas, ele existe. Isso acontece por duas razões: • ao plantar florestas em solos degradados agrícolas ou de pastagem, mesmo que eles tivessem baixa capacidade de sustentar esses tipos de produção, essas áreas deixarão de produzir algum alimento; • ao proteger as áreas de preservação permanente (várzeas alagadas, margens de rios e lagos, etc.) e de reserva legal, e que não estavam sendo protegidas pela agricultura ou pecuária, estaremos convertendo áreas de produção de alimentos em áreas de proteção ambiental. Excelente para o meio ambiente, para sustentabilidade, mas com impacto na produção de carne, arroz, milho, etc. Concordam? Nas regiões onde são plantadas florestas para uso industrial e energético, as áreas dos municípios são ocupadas em cerca de 5 a 30% pelos hortos florestais das empresas. Em relação aos estados grandes produtores de florestas plantadas (Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, etc.) a ocupação da área territorial do estado com florestas plantadas varia de 2 a 6%. Em relação às áreas agriculturáveis desses estados, a percentagem varia de 5 a 20%. Como os piores solos são utilizados para as florestas plantadas, ainda sobram suficientes áreas melhores para a agricultura. Entretanto, deve ficar claro, que solos pobres são preferenciais, mas não são exclusivos para o setor de florestas plantadas. Existe relativa quantidade de florestas plantadas sobre solos de melhor qualidade em termos de fertilidade, topografia, etc. Para evitar conflitos potenciais pelo uso da terra e para melhorar o entendimento da sociedade em relação ao tema florestas plantadas e produção de alimentos, é importante que o setor continue seu aperfeiçoamento técnico e que se integre mais nas atividades rurais e agrícolas em suas áreas de influência. Com isso, estará favorecendo sua produção florestal, mas também colaborando para a produção de alimentos. É muito comum ouvir dos ambientalistas que a sociedade não come eucalipto e por essa razão, o condenam. Esquecem-se de que nem só alimentos são necessários para a felicidade e a sobrevivência das sociedades. Entretanto, trata-se de argumento poderoso, não restam dúvidas. O primeiro passo para melhorar isso é a participação mais efetiva do setor de florestas plantadas nos estudos de zoneamentos agro-florestais e para uso da terra, como tem acontecido em estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Com isso, estaremos colaborando para que sejam delimitadas com mais segurança e qualidade os diferentes componentes das paisagens brasileiras, tais como: agricultura, pecuária, florestas plantadas, matas nativas e ecossistemas naturais, sítios arqueológicos e históricos, cidades, áreas industriais, etc. O setor florestal tem apoiado esse tipo de zoneamentos, tendo inclusive participado nos estudos e diálogos públicos. Atualmente, a produção integrada de alimentos nas áreas de florestas plantadas ainda é escassa. Poderiam ser citadas: produção de mel a partir das flores dos eucaliptos; produção de carne por pastoreio no sub-bosque; uso de alguma área de aptidão agrícola para produção de alimentos (arroz, pomares de frutas, etc.) por algum tipo de parceria com fazendeiros rurais. Vale a pena lembrar que no Chile e em Portugal, países de reduzidas áreas agriculturáveis, o problema é bem maior. Lá, algumas empresas de base florestal estão inclusive envolvidas com algum tipo de agricultura para produção de alimentos. É o caso da Portucel/Soporcel - Portugal (com plantio de uvas para vinho - http://www.portucelsoporcel.com/pt/group/docs/04.html; http://www.portucelsoporcel.com/pt/group/docs/05.html ) e Arauco Nueva Aldea (Vinhas, vinho e azeite de oliva - http://www.elsur.cl/diarioelsur/pagina.php?pagina=08&fecha=20080413). Apesar de muitos pesquisados nas universidades brasileiras e nas próprias empresas florestais, a agrossilvicultura e os sistemas silvipastoris são vistos pelos executivos dessas empresas mais como atividades a serem realizadas pelos fazendeiros/agricultores do que por elas. Toda pesquisa dedicada a essas ciências tem sido orientada para ajudar a melhorar a produção florestal e agrícola do produtor rural, através dos programas de fomento e parceria florestal. São pouquíssimas as empresas do setor de base florestal que objetivam se transformar em complexos negócios agro-florestais. Pelos conhecimentos da agrossilvicultura, o produtor rural pode continuar utilizando suas áreas com vocação agrícola ou pecuária e nas terras de pior qualidade plantar árvores consorciadas ou não com pastoreio de gado ou alguma cultura intercalar. Existem inúmeros modelos em uso pelo Brasil, mas na sua enorme maioria na propriedade do agricultor. A grande verdade é que existem dezenas de oportunidades à nossa disposição para que o setor de florestas plantadas possa produzir suas madeiras e cooperar para o crescimento da produção de alimentos no País. A primeira e mais fácil de todas seria a cooperação na transferência de "know-how" tecnológico para a agricultura, mais precisamente para os médios e pequenos proprietários rurais. Em geral, as empresas de base florestal são estado-da-arte tecnológico (silvicultura de precisão, mecanização, hidroponia, conservação do solo, fertilização e nutrição de plantas, controle biológico de pragas, biotecnologia, etc.). Através de um envolvimento maior a nível de cooperação, muitos desses conhecimentos poderiam ser transferidos e compartilhados com os agricultores regionais, alavancando assim a produtividade agrícola local. Isso poderia ser feito através de cursos, seminários, demonstrações, estágios, etc. Esse envolvimento e integração ajudaria a comunidade rural na diversificação e melhoria de suas atividades, no incremento de rendimentos agrícolas, redução de custos, e na preservação do patrimônio natural, histórico e arqueológico. Outras fantásticas alternativas existem e enumerarei algumas a título de exemplo para vocês. Outras muitas poderiam ser citadas e encontradas, basta refletir mais sobre o todo e não sobre a minha área florestal apenas. Vejam só como podemos agregar maior produção de alimentos e sustentabilidade nas regiões onde atuamos, através de: • desenvolvimento de códigos integrados de boas práticas agrícolas e florestais; • produção de bens alimentícios (frutos, sementes comestíveis, cogumelos, etc.) e fitoterápicos (ervas medicinais) a partir das áreas de preservação permanente e reserva legal (a ser desenvolvida com as instituições ambientais); • diversificação da produção nas áreas próprias, utilizando as terras com maior aptidão agrícola para produção de alimentos (ou por conta própria ou em parceria com terceiros). Uma alternativa seria usar os conceitos desenvolvidos pela agrossilvicultura e sistemas silvipastoris também em terras próprias. Mas para produzir mesmo e não apenas como campos demonstrativos. • produção de mudas das culturas agrícolas regionais nos viveiros de última geração do setor; • manejo das áreas florestais com rotação com culturas agrícolas anuais - especialmente leguminosas (feijão, soja, tremoço, grão-de-bico, etc.) ou leguminosas forrageiras (guandu, leucena, soja-perene) - ou plantas arbustivas de maior porte (pomares de ciclo mais longo para diminuir as intervenções antrópicas na área "em descanso" florestal" -exemplo: mamão, etc.); • forte apoio nos programas de proteção e conservação do solo a nível regional; • idem para os programas de proteção à hidrologia local, com instalação de micro-bacias de monitoramento não apenas em áreas de florestas próprias, mas envolvendo as áreas rurais adjacentes; • estabelecimento de parcerias com órgãos públicos de extensão e pesquisa do setor agrícola e pecuário; • forte apoio na transferência de conhecimentos sobre gestão ambiental e de resíduos sólidos (compostagem, uso agrícola de resíduos, etc.); • disponibilização de áreas próprias de terra para uso por terceiros qualificados para atividades como pastoreio, apicultura, piscicultura, pomares frutíferos, etc.; • colaboração com agricultores locais para a obtenção de certificações de produtos agrícolas, nos moldes que existe para a certificação florestal; • etc. etc. O maior envolvimento do setor florestal no estabelecimento e implementação de políticas e estratégias rurais regionais com certeza favorecerá o crescimento e a competitividade dessas regiões. Todos sabemos que para uma empresa ser competitiva ela precisa estar localizada em uma região competitiva. Não há mais como garantir competitividade se a região onde estamos for miserável e com baixas qualificações. Quanto mais qualificados forem nossos vizinhos, melhores seremos nós também. Por isso tudo amigos, vamos refletir um pouco mais em como acelerar essas e outras oportunidades. Com elas, estaremos dando um nível maior de multi-funcionalidade à silvicultura e exercitando melhor nosso papel de empresa cidadã. Estaremos colaborando para que a rede de produção das florestas plantadas seja cada vez mais uma rede de valor para nós e para a Sociedade Brasileira.

AQUECIMENTO GLOBAL: Os mitos do eucalipto

23/04/2009 AQUECIMENTO GLOBAL: Os mitos do eucalipto A edição da Gazeta do Povo do dia 1º do corrente divulgou opiniões e apreensões de prefeitos e outras pessoas sobre o cultivo de eucaliptos em municípios do Norte do Paraná, cuja expansão da cultura significaria prejuízos pela degradação do solo, como a cultura de cereais, por estar “invadindo áreas antes cultivadas com soja, milho e cana-de-açúcar” e que “para conter o avanço do eucalipto os prefeitos da região, conforme o prefeito de Ibaiti estuda a possibilidade de promover um zoneamento agrícola e criar uma barreira para impedir que a espécie tome o lugar de outras culturas”. O que certamente seria um Plano Diretor para ordenar o desenvolvimento rural é, em tese, louvável, mas de difícil realização, uma vez que as regras para utilização da propriedade rural já estão estabelecidas pela Constituição e leis decorrentes. Quanto à opção do agricultor de cultivar o que mais lhe convém é o direito da livre iniciativa garantida pela Constituição de 1988. Os argumentos contrários ao cultivo florestais ali alinhados, em síntese, são os seguintes: comprometem a qualidade do solo; secam os mananciais; prejudicam as culturas que geram mais renda; empobrecem o solo; afetam a fauna e a flora; são variedades exóticas; essas árvores produzem substâncias tóxicas e eliminam plantas ao seu redor; e destroem nascentes. Contudo, não houve imposição dos cultivos florestais, o que faz crescer sua demanda são as vantagens para todos. Seriam argumentos incontestáveis se estivessem fundamentados em estudos e pesquisas científicas. Estas, entretanto, existem e confirmam o contrário. Vejamos o que dizem pesquisas de órgãos competentes e insuspeitos: a) O consumo de água da cultura do eucalipto é menor que na maioria das espécies cultivadas pelos nossos agricultores, como soja, café e trigo, também exóticos. b) Quanto ao potencial das espécies em “secar mananciais” respondem a Universidade Federal de Viçosa, a UFPR, a Unicamp e o Instituto de Pesquisas Florestais, em artigo publicado na Revista Veja em abril de 2008, em matéria sobre a cultura do eucalipto, contestando alguns mitos, entre eles o que diz respeito ao consumo de água pela espécie. Para a produção de um quilo de madeira de eucalipto são consumidos 350 litros de água. Já um quilo de grãos de soja exige 2.000 litros de água. Comparações entre espécies de eucaliptos com outras essências florestais mostram que plantios de eucalipto no Brasil consomem a mesma quantidade de água que as florestas nativas. Estudos comprovam que a água disponível para o eucalipto é proveniente, sobretudo, da camada superficial do solo. Normalmente suas raízes não ultrapassam 2,5 metros de profundidade e não conseguem chegar aos lençóis freáticos. c) Quanto a prejudicar culturas que geram mais renda devemos lembrar que as pequenas e médias propriedades rurais, com ênfase às primeiras, sobrevivem não de uma única cultura, mas sim do conjunto delas, o que é chamado “sistema de produção”. Nestas propriedades a cultura do eucalipto faz parte deste sistema, coexistindo com a pecuária e agricultura tradicional e contribuindo na renda do conjunto de atividades. Trabalhos desenvolvidos conjuntamente entre Embrapa-Florestas, Emater e Seab demonstram que a atividade, quando inserida nos sistemas de produção, apresenta rentabilidade superior, sendo, contudo, um investimento de médios e longos prazos. d) Sobre o empobrecimento do solo, pesquisas independentes já mostraram, também, os efeitos benéficos do eucalipto sobre diversas propriedades do solo, como estrutura, capacidade de armazenamento de água, drenagem e aeração, entre outras. Vale a pena frisar que quase tudo que o eucalipto retira do solo, ele devolve. Após a colheita, cascas, folhas e galhos, que possuem 70% dos nutrientes das árvores, permanecem no local e incorporam-se ao solo como matéria orgânica. e) O argumento de que a fauna e a flora são afetados negativamente também merece atenção, pois quando os plantios são realizados de forma orientada e em respeito a Legislação Ambiental vigente, são entremeados com áreas cobertas com vegetação nativa, formando corredores que favorecem a preservação da fauna e da flora, oferecendo condições de abrigo, alimentação reprodução para várias espécies. Com a adoção de modernas técnicas de planejamento de uso do solo, fica garantida a biodiversidade dos sistemas aquáticos e terrestres. Também não se observa, em áreas de plantio do eucalipto, qualquer efeito de produção de substâncias tóxicas que impeçam o crescimento de outras espécies, prova disto são áreas implantadas no estado onde se realiza, com sucesso, o consórcio da árvore com pastagens (sistemas silvipastoris) e com a agricultura tradicional (sistemas silviagrícolas). É preciso que tenhamos consciência da frágil realidade florestal do Paraná, que com uma conjuntura composta por mais de 1.200 indústrias e 350 mil trabalhadores, desponta como segundo produto da pauta de exportações do estado. Mas, não por largo horizonte, estamos na iminência de um “apagão” no setor caso não cuidemos imediatamente de suprir o déficit entre disponibilidade florestal e consumo. Diante do que precisamos cultivar no mínimo 57 mil hectares, a mais do que vem sendo realizado, para estabelecermos o equilíbrio a partir de 2021. Daí a importância de levarmos aos paranaenses os meios para que em conjunto possamos alcançar essa meta. As opiniões precisam vir a público para que dúvidas se esclareçam e, pelo diálogo sereno e honesto, não só asseguremos o funcionamento do sistema como ainda possamos ampliá-lo, criando novas oportunidades de desenvolvimento sustentável no campo e nas cidades. Nivaldo Passos Kruger é secretário especial de Desenvolvimento Florestal Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dia da Terra

Qua, 22 Abr, 09h51 Por Redação Yahoo! Brasil PUBLICIDADE Nesta quarta-feira, 22, é o Dia da Terra, data que tem a intenção de fazer com que todas as pessoas do mundo todo parem para pensar um pouco em meios para a preservação do meio ambiente que está sendo destruído diariamente pelos homens. Pequenas ações do mundo inteiro podem levar a uma grande melhora para o nosso Planeta. Não temos o poder de melhorar essa situação porque o que foi feito não tem mais volta, mas temos a capacidade de estagnar no ponto em que estamos. Tudo que temos tiramos em forma de matéria prima da Terra, mas devolvemos em forma de lixo. Esses recursos são finitos e uma hora vai acabar. Depois que isso acontecer, o que você vai fazer? Por isso, essas atitudes devem ser intrínsecas às pessoas. Nada deve ser forçado e sim, algo que venha da consciência de cada um. Veja algumas dicas de como colocar em prática no seu dia-a-dia uma atitude mais "verde", à favor do ar, da saúde e bem-estar das pessoas, da fauna, da flora, das águas, do Planeta Terra e aproveite para economizar dinheiro. - Procure fazer compra a cada duas semanas, em vez de uma vez por semana, para evitar o desperdício de comida. Coma mais ovos e grãos e menos carne - Uma torneira que pinga uma gota por minuto pode desperdiçar mais de 11340 litros por ano. E ainda aumenta a conta no final do mês. - Uma TV de plasma usa duas vezes mais energia que uma de LCD. TVs grandes também gastam mais energia. Compre apenas a TV do tamanho certo para a sua sala. Aproveite para assistir TV com a família não deixando mais de uma ligada em um mesmo programa - Desista do desodorizador de ambientes. Decore a sua casa com plantas e melhore a qualidade do ar. - Evite spams para economizar tempo, árvores e dores de cabeça - Quando o PC está ocioso, ele gasta mais energia. Use o modo econômico de segurança, ou melhor, desligue o monitor e o computador quando não estiver usando - Quando for trocar o seu computador ou telefone celular, recicle os eletrônicos velhos em vez de jogá-los no lixo - Instale um redutor de fluxo nas torneiras. Isso pode poupar até um galão de água por minuto - Tome banhos mais curtos para economizar água - Instale lâmpadas com sensor de presença nas áreas externas. Assim, elas só acendem quando você precisar delas - Se tiver espaço em casa, faça uma pequena horta - Tampar a panela enquanto uma comida cozinha faz com que seja aproveitado o calor que se dissipa no ar - Faça coleta seletiva na sua casa - Prefira embalagens recicláveis - Verifique a integridade do escapamento do seu veículo para garantir que a emissão de gás carbônico não seja excessiva - Tente dar mais caronas e usar o transporte público. Dirigir sozinho pode ser caro, e solitário - Quando for fazer compras, prefira sacolas reutilizáveis àquelas descartáveis.

A GRAÇA DE SER SÓ

A graça de ser só - Pe Fábio de Melo Há pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família. Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar. Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do "pode ou não pode". A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar, não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser daqueles que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo. Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou a ser padre, e, quando escolhi sê-lo, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade. Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em "propriedade privada". Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas. Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo. Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho. É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Polêmica: a marca do Deputado Clodovil Hernandes

Polêmica: a marca do Deputado Clodovil Hernandes Roxane Ré | Roxane Ré | 17/03/2009 23:56 impressão | Envie por e-mail | RSS A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 279/08) que prevê a redução de 513 para 250 do número de deputados federais foi devolvida pela Mesa da Câmara, no ano passado, por não conter assinaturas suficientes e decorrido o prazo de 5 sessões sem apresentação de recurso. O autor da proposta: o polêmico deputado Clodovil Hernandes (PR/SP) que mais uma vez conseguiu deixar sua marca ao tentar tratar de assunto quase proibido. A iniciativa do deputado levantou um debate sobre a representatividade no País. Preocupado com a economia de despesas públicas, Clodovil afirmava que 250 deputados são suficientes para representar a diversidade da sociedade brasileira. Ele também considerava importante a questão da representação proporcional à população. Atualmente, cada unidade da federação não pode ter menos de 8 ou mais de 70 deputados. Pela proposta, o mínimo passa a ser 4 e o máximo 35. Clodovil falou que estados mais populosos acabam em desvantagem. "Vou pegar Roraima que tem 400 mil habitantes. São 100 mil a menos do que aquilo que consegui em São Paulo. Mas a minha votação estrondosa não vale nada. Um percentual muito menor em Roraima consegue cargos e tudo. Tem 8 deputados, 3 senadores, não sei quantos isso, cada lugar tem um prefeito, tem vice-prefeito, tem vereador. Enfim, o estado inteiro mama na vaca profana do País." O deputado não desistiu da idéia e seguiu para o projeto de decreto legislativo que convoca plebiscito para redução do número de deputados federais. No último dia 13, foi designado relator o Deputado Flávio Dino (PCdoB/MA) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Assim como qualquer outra iniciativa, você pode se cadastrar no site da Câmara e acompanhar o assunto. Acredito que deveríamos pensar sobre a iniciativa. Esta é a íntegra da justificativa do projeto (PDC 1349/08): O projeto de decreto legislativo ora apresentado pretende permitir aos cidadãos, por meio de plebiscito, decidir sobre a redução do número de Deputados Federais, de quinhentos e treze para duzentos de cinqüenta representantes na Câmara dos Deputados. O objetivo da proposição é o de tornar a Câmara dos Deputados um Colegiado mais eficiente, o que se realizará por meio da tomada mais célere de decisões e pela reestruturação de sua organização administrativa. Com efeito, a grande quantidade e complexidade dos problemas enfrentados pela sociedade brasileira nesse início de milênio demandam um Poder Legislativo mais atuante e preparado para a resolução rápida de relevantes questões. Nesse passo, a redução do número de Deputados Federais contribuirá efetivamente para a realização de debates e produção legislativa em tempo compatível com as exigências dos tempos atuais. A par disso, há que se ter em conta que uma máquina administrativa de dimensão mais adequada ao cumprimento das missões do Parlamento permitirá melhor organização e controle de gastos públicos. A redução do número de Deputados Federais conduzirá ao aperfeiçoamento dos órgãos que compõem a Câmara dos deputados, dos trabalhos das Comissões e das deliberações do Plenário. Com a certeza da relevância do plebiscito de redução da composição da Câmara dos Deputados para o aprimoramento do Poder Legislativo brasileiro, contamos com o apoio dos nobres Pares para sua aprovação. Deputado CLODOVIL HERNANDES

PEC QUER REDUZIR NÚMERO DE DEPUTADOS PELA METADE

PEC QUER REDUZIR NÚMERO DE DEPUTADOS PELA METADE Quase no apagar das luzes do primeiro semestre legislativo, o deputado Clodovil Hernandes (PR-SP) apresentou Mesa da Câmara proposta de emenda Constituição (PEC) que visa reduzir o número de deputados federais dos atuais 513 para 250. A proposta recebeu o apoiamento de 279 deputados, mas bastava o apoio de 172 deputados para que ela fosse apresentada. Agora a proposta deverá ser encaminhada Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), para uma primeira análise de admissibilidade e dos pressupostos de constitucionalidade e juridicidade. De acordo com a PEC, a representação por estado e pelo Distrito Federal será estabelecida por lei complementar, proporcionalmente população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior s eleições. A proposta estabelece que nenhuma unidade da federação poderá ter menos de quatro deputados federais e nem mais de 35. Atualmente, a menor representação tem oito deputados, o que atinge oito estados e o DF, e a maior, 70 deputados, que é o caso de São Paulo. O atual número de deputados nos parece excessivo, mormente em um momento em que a sociedade se volta contra a classe política e exige a depuração de seus quadros, afirma o parlamentar paulista, na justificativa sua proposta. Clodovil afirma que a Câmara exerce atividades que viabilizam a realização dos anseios da população com a discussão e aprovação de propostas sobre as mais diferentes áreas. Entendemos que a Câmara, com 250 membros, já possuirá amplas condições de representar a diversidade da sociedade brasileira, e possibilitará um enxugamento de estruturas administrativas que redundará até mesmo em significativa diminuição de despesas públicas como ganho secundário, justifica Clodovil. Se a proposta vier a ser aprovada haverá um corte de 263 deputados e uma redução de gastos, só em despesas com esses parlamentares, da ordem de R$ 26,3 milhões por mês, se considerar que o deputado custa por mês algo em torno de R$ 100 mil, incluindo salário, despesas com pessoal de gabinete, verba indenizatória, moradia e passagens. FONTE: Agência Estado

domingo, 5 de abril de 2009

Matas ciliares e ecossistemas fluviais

Matas ciliares e ecossistemas fluviais: uma relação indissociável Paulo Roberto Alves da Cunha | Geógrafo | paulorac_2006@yahoo.com.br www.crea-rs.org.br 25 área técnica - artigos O crescente processo de degradação que tem atingido os corpos hídricos nas mais diferentes regiões do Brasil tem feito com que se busquem soluções para assegurar a manutenção ou a recuperação do equilíbrio ambiental desses ecossistemas fluviais. Um componente importante para garantir as características naturais desses ecossistemas aquáticos são as matas ciliares. De acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul (Sema), mata ciliar é a formação vegetal que ocorre nas margens dos rios, córregos, lagos, lagoas, olhos d’água, represas e nascentes. A importância da vegetação ciliar A vegetação ciliar desempenha um importante papel para a manutenção do equilíbrio ambiental, através da função hidrológica protegendo os cursos d’água e pela sua função ecológica, protegendo a biodiversidade. De acordo com Barrella (2001, p. 187), dentre as inúmeras utilidades que as matas ciliares possuem, pode-se destacar: “a formação de hábitats e abrigos, corredores de migração, áreas de reprodução, constância térmica, regulação de entrada e saída de energia, fornecimento de material orgânico, contenção de ribanceiras, diminuição de entrada de sedimentos, sombreamento, regulação da vazão, e do fluxo de corrente, além da influência na concentração de elementos químicos na água”. As matas ciliares servem de abrigo a espécies animais como répteis, mamíferos, anfíbios e aves que encontram nestas áreas marginais uma fonte de alimento, a proteção necessária para fugir dos predadores ou um local de reprodução. Por serem uma área ecótona, entre o ambiente aquático e o terrestre, as matas ciliares são um importante corredor ecológico para a movimentação da fauna silvestre. As matas ciliares além de controlarem a erosão do solo também impedem por absorção do seu sistema radicular, a passagem de nutrientes e defensivos químicos, que por escoamento subsuperficial poderiam chegar aos cursos d’água. Matas ciliares e ecossistemas fluviais: uma relação indissociável Legislação De acordo com a Sema, as matas ciliares são consideradas pelo Código Florestal Federal (Lei nº 4771/65), alterada pela Lei nº 7803/89, como Área de Preservação Permanente. De acordo com o artigo 2º desta lei, a largura da faixa de mata ciliar a ser preservada está relacionada com a distancia de margem a margem do curso d’água. A faixa mínima a ser preservada é de 30 metros, em cada margem, porém, essa largura pode variar bastante (Fig. 1). Degradação A retirada da vegetação ciliar nas áreas rurais é comum como forma de aumentar as áreas de cultivo que, normalmente, demandam grandes quantidades de terra. Além disso, os pecuaristas, frequentemente, removem essa vegetação para o plantio de pasto que serve de alimento para o gado ou para facilitar o acesso desses animais até os rios, onde utilizam as águas para consumo. A retirada dessa vegetação faz com que as taxas de erosão nessas áreas aumentem pela exposição do solo. Conforme Guerra e Mendonça (2004, p. 235), “as taxas de erosão nas áreas rurais aumentam, em freqüência e magnitude, em especial nos terrenos que são deixados descobertos durante uma boa parte do ano ou naquelas áreas onde há o superpastoreio, aumentando a densidade do solo, com o excessivo pisoteio do gado. Todas essas práticas tendem a elevar as taxas de erosão acelerada”. Além disso, como diminui a infiltração, tanto o escoamento subsuperficial como o abastecimento do lençol freático que contribuem para aumentar a vazão nos períodos de baixa pluviosidade também tem um decréscimo em seus níveis. As áreas urbanas também sofrem com a erosão dos solos por conseqüência do crescimento urbano desordenado, que acarreta a destruição da vegetação beiradeira para a construção de moradias irregulares sobre essas áreas que são protegidas por lei. Nas cidades que sofrem com o problema das enchentes nos períodos chuvosos, é comum o investimento do poder público em obras de canalização, buscando dar vazão às águas das chuvas. Segundo Botelho e Silva (2004, p. 175), “a canalização e retificação dos cursos d’água constituem intervenções antrópicas que afetam sobremaneira o sistema hidrológico. Essas obras têm como objetivo aumentar a velocidade e a vazão dos rios, a fim de promover o escoamento rápido do grande volume de água que atinge os canais fluviais e possibilitar a ocupação de suas margens”. Entretanto, essas obras resolvem o problema apenas localmente, pois a retirada da vegetação ciliar das margens e a retificação dos canais apenas transferem o problema para jusante. Com base no que foi discutido até aqui, fica evidente a relação intrínseca entre as matas ciliares e os ecossistemas fluviais, seja em relação aos aspectos hidrológicos ou ecológicos. Para que essa relação continue ocorrendo de forma equilibrada, torna-se fundamental o cumprimento da legislação vigente, através da fiscalização por parte do poder público e da conscientização da sociedade sobre a importância da preservação das matas ciliares para o meio ambiente e por extensão para a própria sociedade. Paulo Roberto Alves da Cunha | Geógrafo | paulorac_2006@yahoo.com.br referências bibliográficas BARR ELLA, W. et al. As relações entre as matas ciliares, os rios e os peixes. In: RODRIGUES, R. e FILHO, H. (orgs.) Matas ciliares: Conservação e Recuperação. 2ª ed. São Paulo: EDUSP, 2001. BOTE LHO. R.G.M. e SILVA, A. S. da. Bacia Hidrográfica e Qualidade Ambiental. In: VITTE, A. C. e GUERRA, A. J. T. (orgs.) Reflexões sobre a Geografia Física no Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. GUER RA, A. J. T. e MENDONÇA, J. K. S. Erosão dos Solos e Qualidade Ambiental. In: VITTE, A. C. e GUERRA, A. J. T. (orgs.) Reflexões sobre a Geografia Física no Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. Secre taria Estadual do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul. Disponível em: www.fepam.gov.br/ - Acesso em: 14/06/07 Secre taria Estadual do Meio Ambiente do Estado do Paraná. Disponível em: www.pr.gov.br/ meioambiente/sema/ - Acesso em: 29/06/07

Florestas plantadas e água

Florestas plantadas e água: conflito ambiental ou ausência de políticas sadias de uso da terra? Walter de Paula Lima | Professor de Hidrologia Florestal na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) Os benefícios gerados pelas florestas plantadas ao país são muitos, mas freqüentemente eles acabam sendo subjugados pela questão da polêmica ambiental das florestas plantadas, principalmente em relação à água. No Brasil, essa polêmica tem sido recorrente, ressurgindo de quando em vez, sempre com a mesma feição carregada de meia-verdade, folclore, desconhecimento e, por que não dizer, marotagem. Ou seja, a cada vez que ressurge, fica claro que tudo o que foi discutido e esclarecido da última vez acaba ficando esquecido. Quem sabe não estamos sabendo ou querendo resolver nada. Pode-se perguntar, por exemplo, se as informações científicas disponíveis sobre o assunto estão chegando aos formadores de opinião de forma clara. Mas, pode ser, também, que o problema decorre de nossa incapacidade histórica de formular e implementar políticas sadias de uso da terra, principalmente no que diz respeito à conservação dos recursos hídricos. No mundo todo, é cada vez mais forte o interesse e a necessidade de se estabelecer políticas adequadas de uso da terra, devido à aceleração dos processos de alteração da paisagem pelo homem e seus reflexos em termos da diminuição da água, da degradação hidrológica das microbacias hidrográficas e das sentidas mudanças climáticas. A hidrologia florestal, enquanto focada nas relações entre a floresta e a água e suas implicações para com a manutenção dos serviços ambientais e a estabilidade hidrológica das microbacias, é, sem dúvida, crítica para o equacionamento do problema. O nosso país é pleno de exemplos de degradação hidrológica, decorrentes da alteração da paisagem, do manejo inadequado, da erosão, da compactação do solo, de estradas mal desenhadas, da destruição das matas ciliares e conseqüente perda da resiliência das microbacias e diminuição da recarga dos aqüíferos. Mas isso tudo ocorre de forma difusa e gradativa e poucos enxergam ou sentem. O resultado, todavia, afeta e é sentido por todos: diminuição da água, secamento de lagoas, de nascentes e morte de riachos e rios. E aí é mais fácil seguir a tendência marota do “bode expiatório”, da “lei do menor esforço”, do “pontapé na cerca que já está caindo”. É o eucalipto! É o deserto verde” das florestas plantadas! Tanto para quem não gosta das florestas plantadas, quanto para aqueles que as manejam, é preciso ficar claro que elas precisam, sim, de água para crescer, como qualquer outra espécie vegetal. Durante a fase inicial de rápido crescimento, característico destas florestas plantadas, visando ao abastecimento industrial, esse consumo de água é também maior do que aquele presente na vegetação de menor porte e, eventualmente, até em relação a ecossistemas florestais naturais. Em outras palavras, como foi colocado em uma das palestras do congresso internacional sobre o tema floresta e água, realizada em agosto deste ano na China, “a produção florestal dá-se ao custo de um consumo de água”. Então, o que é preciso equacionar é o seguinte: primeiro, se o meio, em termos da disponibilidade natural da água (o balanço entre a precipitação e a evapotranspiração potencial) comporta esse acréscimo temporário no consumo de água. Quando for o caso, é preciso, portanto, começar a pensar em estratégias de manejo, que levem em conta o zoneamento hidrológico, o espaçamento entre as árvores e o período de rotação, já que o consumo de água das florestas plantadas tende a diminuir em idades mais avançadas, o que significa que pode haver um retorno ao equilíbrio dos processos hidrológicos, na escala das microbacias hidrográficas. Além disto, uma outra estratégia, que visa integrar a conservação da água no manejo de florestas plantadas, passa, também, pelo planejamento deliberado da ocupação dos espaços produtivos da paisagem pelas mesmas, respeitando as áreas de nítida vocação de proteção da água, como são as cabeceiras de drenagem e as áreas ripárias das microbacias. Aqui é sempre importante ter em conta que, na natureza, a localização destas áreas ripárias das microbacias não coincide, necessariamente, com o que a lei define como “área de preservação permanente”. Ou seja, respeitar a lei já é um passo, mas não constitui estratégia suficiente para a conservação da água. Pela mesma razão, apenas restaurar as matas ciliares não vai tampouco resolver o problema. E uma terceira estratégia é o monitoramento hidrológico, através de critérios adequados, visando obter informações experimentais para realimentar as práticas de manejo, objetivando sua melhoria contínua, que é, no fundo, o interesse de todos. Esse é, afinal, o espírito do conceito de manejo sustentável. O que é preciso, portanto, é o seguinte: primeiro, que as políticas de uso do solo e da conservação dos recursos hídricos evolua da condição de olhar apenas a jusante, para a condição de olhar também a montante, pois é ali que estão os problemas da degradação hidrológica. Segundo, que o manejo das florestas plantadas, assim como o manejo agrícola e, enfim, o manejo dos recursos naturais em geral, leve em conta essas interações hidrológicas todas. E terceiro, que as pessoas bem intencionadas procurem, um dia, fazer uma comparação destes aspectos hidrológicos no meio rural. Vão poder ver nascentes e riachos degradados, secos, em áreas onde nunca o eucalipto chegou. Poderão também enxergar que há, de modo geral, mais respeito para com a conservação das matas ciliares, nas áreas do setor florestal produtivo. E assim, Matéria quem sabe, cheguem à conclusão de que todos nós, afinal, temos uma parcela de culpa pela degradação dos nossos recursos hídricos. Em tempo, ao sair da cidade para esta vistoria, procurem também observar o que a urbanização fez com os nossos riachos e nascentes! publicada na Revista Opiniões na edição de Set-Nov 2006

Avanço do eucalipto preocupa - Vida e Cidadania - Gazeta do Povo

Avanço do eucalipto preocupa - Vida e Cidadania - Gazeta do Povo

sexta-feira, 20 de março de 2009

Programa Madeira é Legal

Programa Madeira é Legal une esforços de diferentes setores para incentivar o uso de madeira legal e certificada 16/3/2009 Protocolo de Cooperação a ser assinado no dia 18 de março já conta com a participação de diversas organizações. O Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura de São Paulo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a ONG WWF-Brasil e o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e outras organizações da sociedade civil e setor privado listadas a seguir lançam o Programa Madeira é Legal, no dia 18 de março, às 10h30, no Centro Cultural São Paulo. O programa tem como objetivo incentivar e promover o uso da madeira de origem legal e certificada na construção civil no Estado e no Município de São Paulo por meio da cooperação técnica e institucional entre as partes para viabilizar, de forma objetiva e transparente, a adoção de um conjunto de ações que garantam a consolidação do Programa. Além da adesão de entidades representativas de setores da construção civil, do governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura do Município de São Paulo, o Programa Madeira é Legal conta com o envolvimento de atores como associações de classe, produtores e distribuidores de madeira, entre outros, e busca desenvolver mecanismos de controle como a exigência da apresentação do Documento de Origem Florestal (DOF) e incentivo ao uso da madeira certificada nos departamentos de compras do setor público e privado, como as grandes construtoras, para identificar e monitorar a madeira que está sendo comprada – que dever ser de origem legal ou certificada. “O projeto também envolve a capacitação dos compradores para que consigam identificar a origem da madeira que estão comprando, de forma a eliminar a madeira de origem ilegal e exigir cada vez mais de seus fornecedores a madeira certificada”, explica Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil. Realizar pesquisas e desenvolvimento de produtos mais adequados à construção civil também é objetivo do programa. e outras organizações da sociedade civil e setor empresarial lançam.... O Protocolo de Cooperação voluntária que será lançado significa a consolidação de várias ações de diferentes atores no combate à madeira ilegal, e firma o compromisso entre as partes em implementar estes mecanismos de controle. Para o secretário do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Jorge, a união das iniciativas contribuirá para fortalecer as ações já em andamento. “A Secretaria do Verde lançou, em parceria com o IPT e o SindusCon–SP, o Manual Madeira: uso sustentável na construção civil, que agora chega à sua segunda edição, já apontando alternativas de madeira para uso na construção, no sentido de poupar espécies pressionadas pela extinção. Fomos a primeira cidade a aderir ao Programa Cidade Amiga da Amazônia, já em 2005. Desde então, as obras públicas na cidade de São Paulo só usam madeira de origem legal. Também, desde 2007, somos pioneiros na exigência da comprovação da origem legal da madeira utilizada em móveis fornecidos à Prefeitura.” A adesão do setor da construção é primordial para incentivar o uso da madeira legal ou certificada, já que o Estado de São Paulo consome 15% da madeira amazônica e, deste total, 70% é utilizada na construção civil. “Estamos cumprindo com a nossa parte na preservação sustentável do meio ambiente. Vamos divulgar a legislação ambiental e as orientações para o consumo responsável da madeira junto às construtoras e aos seus fornecedores”, afirma o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. Assinam o Protocolo de Cooperação: os governos Estadual e Municipal de São Paulo, a construção civil representada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas do Estado de São Paulo (SindusCon–SP), a Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (APEOP), a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (ASBEA), o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (SECOVI-SP), a Associação de Pequenas e Médias Empresas de Construção Civil do Estado de São Paulo (APEMECC), o Grupo de Produtores Florestais Certificados na Amazônia (PFCA), a Fundação Getúlio Vargas pelo Centro de Estudos de Sustentabilidade, o WWF-Brasil, o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, o Sindicato do Comércio Atacadista de Madeiras do Estado de São Paulo (SINDIMASP), a Associação Nacional dos Produtores de Pisos de Madeira (ANPM), o Sindicato da Indústria do Mobiliário de São Paulo (SINDIMOV), Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), o Instituto de Engenharia e a Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (AELO), a Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS) e Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI). O Programa permanece aberto para novas adesões. Durante o evento serão lançadas duas publicações: 1. Manual Madeira: Uso Sustentável da Madeira na Construção Civil, segunda edição, organizado pelo IPT, SindusCon-SP e Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Destaca a importância da incorporação de espécies alternativas ao processo de escolha e especificação da madeira empregada nas atividades da construção civil para minimizar os impactos ambientais causados pelo uso intensivo e constante de determinadas espécies, e se traduz em importante passo do setor que mais consome este insumo no país para a preservação e a sustentabilidade das florestas brasileiras. O manual amplia o conhecimento de profissionais da construção e de consumidores que buscam informações sobre a madeira, oferecendo espécies alternativas com propriedades semelhantes às das espécies tradicionais e apresentando os novos mecanismos disponíveis no mercado, que garantem ao consumidor a aquisição de uma matéria-prima de origem legal, extraída de maneira responsável e não predatória. 2. Guia Seja Legal: Boas Práticas para manter a madeira ilegal fora de seus negócios, organizado pelo WWF-Brasil. Guia destinado a empresários, consumidores e formuladores de políticas públicas, com orientações para eliminar a ilegalidade na cadeia da madeira, buscando subsídios para que se adote o consumo de produtos com a certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal). Mostra os impactos negativos e as implicações sociais, ambientais e econômicas no consumo da madeira ilegal, com dicas para minimizar os riscos de se comprar madeira ilegal. O evento é gratuito e aberto ao público. Inscrições limitadas, somente pelo site www.anggulo.com.br. Mais informações pelo telefone 11 5034-1304. Madeira certificada A madeira legal é aquela que cumpre todos os requisitos previstos na lei quanto à documentação (emitida pelos órgãos ambientais federal ou estaduais) e pode vir tanto de manejo florestal como de desmatamento, desde que autorizado pelos órgãos ambientais; já a madeira certificada é aquela que não só tem a documentação de acordo com a lei, mas também que não degrada o meio ambiente e contribui para o desenvolvimento social e econômico das comunidades florestais. Para que isso aconteça, o processo de certificação deve assegurar a manutenção da floresta, por meio do manejo florestal, previsto em Lei, bem como o cumprimento da legislação trabalhista e a viabilidade econômica da atividade em longo prazo. Na exploração racional das florestas há menos desperdício e é possível lucrar com a floresta por mais tempo. O Programa Madeira é Legal foi criado para incentivar o setor da construção civil a consumir somente madeira de origem não predatória, passando a atuar, por meio do uso de seu poder de compra, como um dos principais agentes indutores para a preservação das florestas, essenciais para a vida pelos serviços ambientais que prestam.

segunda-feira, 16 de março de 2009

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SEM PRECIOSISMO AMBIENTAL: A VEZ DO SETOR FLORESTAL BRASILEIRO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SEM PRECIOSISMO AMBIENTAL: A VEZ DO SETOR FLORESTAL BRASILEIRO Sebastião Renato Valverde O mundo se curva à silvicultura brasileira por ser a melhor, mais competitiva e sustentável de todas as nações. Apesar do Brasil ser caçulinha frente aos países players no mercado internacional de produtos florestais, o País atua com personalidade e firmeza, conquistando posições cada vez melhores no ranking dos exportadores. A globalização tem sido útil para mostrar ao mundo e aos brasileiros o quão forte são nossas indústrias florestais. Estudos demonstram que o Brasil, no mercado internacional de celulose, é isolado o país que tem o maior efeito competitividade das exportações, ao contrário dos players que tem apresentado comportamento negativo neste quesito. Isto explica por que as grandes indústrias nórdicas e norte-americanas têm migrado para cá e, ou, têm sondado as condições para aqui investir. Toda esta nossa superioridade se deve às tão comentadas condições naturais de fatores (edafoclimáticas), a nossa competência gerencial e ao avanço tecnológico da silvicultura que, em menos de 40 anos de ciência florestal, foi capaz de conferir ao Brasil condições de crescimento florestal cerca de até 10 vezes superiores que nos países tradicionais. A oportunidade é esta. O país receberá muitos investimentos em indústrias e plantações florestais. Somos imbatíveis nesta área. Nossos mais próximos concorrentes, mesmo tendo idênticas condições naturais de fatores, não têm expressão em termos de espaço territorial. Pena que estas oportunidades não vieram antes de uma crise que há 30 anos assolou o Brasil, criando um contingente de desempregados, quando muito sub-empregados, vivendo em condições de miséria, num país com os piores indicadores de qualidade de vida. O que é inaceitável para uma nação continental chamada Brasil, uma das mais ricas em recursos naturais do mundo. Por isso temos que agarrá-las com afinco, não podemos dar ao luxo de desperdiçá-las, nem de postergá-las. É nosso dever tirar esta população desta indigência, e o setor florestal tem, de folga, todas as condições para tal. Não obstante à distância dos concorrentes externos, infelizmente contra a nossa indústria florestal se coloca alguns brasileiros. Na prática, o que se tem visto é o esforço muito grande de algumas pessoas e instituições, com os mais diversos interesses, entre esses, alguns escusos, de tentar impedir este avanço da silvicultura, fundamentando-se em preconceitos, paradigmas ultrapassados e abstrações contra as plantações comerciais de árvores. Não bastassem os fatores que nos impedem de transformar vantagens competitivas em competitividade, principalmente o conhecido Custo Brasil (carga tributária injusta, infra-estrutura deteriorada e uma burocracia excessiva), a cada momento criam-se situações adversas ao desenvolvimento. O problema é que estas aversões à silvicultura atingiram parte dos órgãos públicos responsáveis pela política ambiental. Em nome do meio ambiente, fundamentado numa legislação florestal anacrônica e sob a soberba do Princípio da Precaução, muitos projetos florestais têm sofrido com o zelo excessivo de alguns processos de licenciamento ambiental, como também paralisados, via influência de ONGs ecoditatoriais, por decisões técnicas que se põem acima da lei e dos princípios da legalidade, moralidade e da impessoalidade. É lógico que reconhecemos as falhas cometidas pelo modelo silvicultural, sob latifúndio e monocultura, que foi implantado no Brasil na década de 60 e 70, e que não somos contrários ao processo de licenciamento ambiental. Na situação em que a qualidade ambiental se encontra, ninguém em sã consciência ousaria criticá-lo. Nos opomos aos excessos cometidos neste. Exigem da silvicultura mais que das demais culturas que destruíram os biomas Atlântico e Cerrado, e que agora estão destruindo a Amazônia. Se considerarmos que a silvicultura não se estabelece onde a agropecuária é forte e só se expande para as áreas antropizadas, degradadas e deprimidas pela agricultura e pecuária tradicional que, em termos de balanço social, econômico e ambiental, acarretaram em grandes prejuízos para a sociedade. Seja pelo desemprego no campo, pela baixa produtividade e rentabilidade das culturas e pela destruição das matas ciliares e nascentes é, no mínimo, descabido, desproporcional e injusto o preciosismo imposto no processo de licenciamento para com as plantações florestais. Indaga-se do por quê se exigir na implantação de uma atividade florestal mais que a própria lei. Não há nada que justifique, nestas regiões já antropizadas e decadentes, pedir licença para fazer cumprir a função social de uma propriedade, que venha resgatar a dignidade do produtor, gerar empregos, impostos, divisas, rendas e recuperar as áreas de preservação permanente e reserva legal, que há muito tempo a agropecuária destruiu. Basta à silvicultura cumprir a lei florestal, como no caso de São Paulo. Estas exigências exacerbadas só servem para repelir investimentos na área florestal. Temos que ser pró-ativos. Os órgãos ditos de gestão ambiental têm que aprender a fazer jus ao nome Gestão. Tem que antecipar às empresas e direcioná-las aos investimentos, por meio de um zoneamento sério, capaz de considerar além das questões sociais e ambientais, as econômicas. Não avançaremos em nada se inviabilizarmos os investimentos, não há a menor dúvida que a degradação social e ambiental no Brasil é fruto do empobrecimento e das desigualdades vividas nestes 500 anos de história brasileira. Estes órgãos precisam se desvencilhar de uma política de comando e controle, fiscalizatória e arrecadatória, e fazer, ainda que tarde, uma política de extensão ambiental e, também, por que não ser mais ousado, social. Estamos esperando o quê para iniciar esta empreitada? É hora de se evoluir. A silvicultura brasileira passa por profundas transformações. Estamos evoluindo de um modelo concentrador para um descentralizado, onde os produtores, startado pelo programa de fomento florestal, estão desfrutando dos benefícios gerados pelo mesmo. O apego às questões místicas contra as plantações florestais é, no mínimo, medieval. Não há nada de errado com as plantações de árvores, o errado está no manejo dos antigos reflorestamentos, mas já superado. É visível o progresso tecnológico na silvicultura brasileira quanto aos princípios da sustentabilidade. Ela é hoje a mais sustentável do mundo. Quiçá com relação às grandes plantações de cana-de-açúcar, soja, pastagens, etc. Estamos anos luz a frente da agricultura com relação a sustentabilidade social e ambiental. O Estado precisa ser mais incisivo, acreditar com veemência que somos o mais competitivo em termos de produção de madeira, e aproveitar disso para fazer o papel indutor dos investimentos florestais. O mundo florestal quer se hospedar no Brasil, mas temos dever de casa para resolver. Não podemos perder este timing, pois num país em que milhões ainda se encontram abaixo da linha de miséria, uma agricultura falida que depende de técnicas pré-históricas e predatórias e que muitos produtores e trabalhadores rurais mendigam para sobreviver, não se pode dar ao luxo de esperar. A hora é esta, ou o desenvolvimento florestal sustentável ou o preciosismo ambiental míope, quando não muito cego que só interessa aos nossos concorrentes. Aos brasileiros, não passa de uma injustiça, uma covardia. Lutarei sempre a favor da primeira.

domingo, 1 de março de 2009

Gmail - O Filtro - 25-2-2009 - borssatto.italino@gmail.com

Reforma agrária 7. Governo de SP e MST rompem diálogo O secretário de Justiça do governo de São Paulo, Luiz Antonio Marrey, decidiu suspender o diálogo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por conta da série de invasões do grupo em fazendas do Pontal do Paranapanema, no oeste paulista. Marrey se encontraria amanhã com José Rainha Júnior, que, segundo a Folha (para assinantes), está há três anos desautorizado pela coordenação do movimento a praticar ações em nome do grupo. "Eles fazem invasão, então não há mais razão para diálogo", disse Marrey. Pelo menos 20 propriedades foram invadidas durante o chamado Carnaval Vermelho do MST, número superior às 14 fazendas invadidas pelos sem-terra em todo o ano passado. Sociedade 8. Boxeadores cubanos deportados querem voltar a lutar no Brasil Os boxeadores cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux ficaram conhecidos no Brasil depois de tentar escapar da delegação cubana nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007 - eles acabaram sendo entregues ao governo cubano pela Polícia Federal. Os dois conseguiram fugir de Cuba, onde não tiveram mais espaço para lutar, e hoje estão como refugiados nos Estados Unidos. Em entrevista ao Estadão, Lara diz que não sente mágoas da época do Pan. "Quero muito voltar ao Brasil."Reforma agrária 7. Governo de SP e MST rompem diálogo O secretário de Justiça do governo de São Paulo, Luiz Antonio Marrey, decidiu suspender o diálogo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por conta da série de invasões do grupo em fazendas do Pontal do Paranapanema, no oeste paulista. Marrey se encontraria amanhã com José Rainha Júnior, que, segundo a Folha (para assinantes), está há três anos desautorizado pela coordenação do movimento a praticar ações em nome do grupo. "Eles fazem invasão, então não há mais razão para diálogo", disse Marrey. Pelo menos 20 propriedades foram invadidas durante o chamado Carnaval Vermelho do MST, número superior às 14 fazendas invadidas pelos sem-terra em todo o ano passado. Sociedade 8. Boxeadores cubanos deportados querem voltar a lutar no Brasil Os boxeadores cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux ficaram conhecidos no Brasil depois de tentar escapar da delegação cubana nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007 - eles acabaram sendo entregues ao governo cubano pela Polícia Federal. Os dois conseguiram fugir de Cuba, onde não tiveram mais espaço para lutar, e hoje estão como refugiados nos Estados Unidos. Em entrevista ao Estadão, Lara diz que não sente mágoas da época do Pan. "Quero muito voltar ao Brasil."

Guia de Controle Ambiental Eletrônica - GCA

Portaria ndeg.. 17, de 26 de fevereiro de 2009 Instituia Guia de Controle Ambiental Eletrônica. OVice Diretor Geral do Instituto Estadual de Florestas - IEF, no uso dasatribuições que lhe são conferidas pelo inciso I do art. 10 do Decreto nº44.807, de 12 de maio de 2008, e com respaldo na Lei Delegada nº 79, de 29 dejaneiro de 2003, alterada pela Lei Delegada nº 158, de 25 de janeiro de 2007,com base na Lei nº 2.606 de 05 de janeiro de 1962, alterada pela Lei nº 8.666,de 21 de setembro de 1984, e em especial o disposto na Lei nº. 14309, de 19 dejunho de 2002, em seu artigo 44 e inciso II do artigo 53; ... BeloHorizonte, 26 de fevereiro de 2009; 221deg. da Inconfidência Mineira e 188deg.da Inconfidência do Brasil. (a)Geraldo Fausto da Silva - Vice Diretor Geral ANEXO I CONVERSÃO Matéria-prima Unid. Produto Unid. CCV* Lenha de cerrado st Carvão Vegetal MDC 3,0 Lenha de floresta nativa st Carvão Vegetal MDC 2,0 Lenha de eucalipto st Carvão Vegetal MDC 1,8 Resíduo de Serraria m³ Carvão Vegetal MDC 2,0 Tora m³ Madeira Serrada m³ 2,5 Tora m³ Lâmina Faqueada m³ 2,2 Tora m³ Lâmina Torneada m³ 2,0 Madeira em geral m³ Carvão Vegetal MDC 2,0 * Coeficiente de Conversão Volumétrica ANEXO II GLOSSÁRIO DE PRODUTOS DE MADEIRA 1 - Madeira serrada É a que resulta diretamente do desdobro de toras ou toretes, constituída de peças cortadas longitudinalmente por meio de serra, independentemente de suas dimensões, de seção retangular ou quadrada. A madeira serrada será classificada de acordo com as seguintes dimensões: Nome Espessura (cm) Largura (cm) Bloco, quadrado ou filé > 12 > 12 Pranchões > 7,0 > 20,0 Prancha 4,0 - 7,0 > 20,0 Viga > 4,0 11,0 - 20,0 Vigota 4,0 - 8,0 8,0 - 11,0 Caibro 4,0 - 8,0 5,0 - 8,0 Tábua 1,0 - 4,0 > 10,0 Sarrafo 2,0 - 4,0 2,0 - 10,0 Ripa < 2,0 < 10,0 Fonte: NBR 7203 - ABNT 2- Carvão vegetal Substância combustível, sólida, negra, resultante da carbonização da madeira (troncos, galhos, nós e raízes), podendo apresentar diversas formas e densidades. 3-Carvão vegetal de resíduo Substância combustível, sólida, negra, resultante da carbonização de resíduo da industrialização da madeira, podendo apresentar diversas formas e densidades. 4-Escoramento Peça de madeira, normalmente uma seção de tronco, fina e alongada, manuseável, também denominado espeque, esteio, estronca, ou vara, geralmente utilizadas em obras e construções para escorar ou suster temporariamente andaimes, partes superiores, inclinadas, revestidas, obras de arrimo e apoio emergencial de edificações. Dimensões usuais: Diâmetro da menor seção maior que 6 cm Comprimento maior que 260 cm 5-Estaca Peça alongada de diferentes tamanhos, geralmente uma seção de tronco que se crava no solo com finalidade estrutural para transmitir-lhe carga de uma construção, como parte de fundação, como marco referencial, como peça de sustentação e outros. 6-Lâmina Torneada Denominação referente à lâmina de madeira ou fragmento chato e delgado obtido pelo método de processamento rotativo ou torneamento, resultante do giro contínuo da tora sobre mecanismo de corte. 7-Lâmina Faqueada Denominação referente à lâmina de madeira ou fragmento chato e delgado, obtido pelo processamento da tora no sentido longitudinal ou rotacional por método de laminação contínua e repetitiva. 8-Lasca Denominação referente à peça de madeira ou parte de tronco, obtida por rompimento no sentido longitudinal, forçado a partir de rachaduras e fendas na madeira,geralmente de dimensões que possibilitam manuseio e com dois lados formando um vértice e geralmente destinadas à utilização como estaca e mourão de cerca de arame. Dimensões usuais: Comprimento acima de 220 cm Espessuras variáveis 9-Lenha Porção de galhos, raízes e troncos de árvores e nós de madeira, normalmente utilizados na queima direta ou produção de carvão vegetal. 10-Mourão Peça de madeira, geralmente parte de tronco, manuseável, normalmente resistente à degradação e forças mecânicas, utilizado como estaca tutorial agrícola, como esteio fincado firme para imobilização de animais de grande porte, como estrutura de sustentação de cerca de tábuas, de arames, de alambrados ou à beira de rios onde se prendem embarcações leves. Dimensões usuais: Comprimentos acima 220 cm Diâmetros variáveis 11-Poste Haste de madeira, ou parte de tronco, de uso cravado verticalmente no solo para servir de suporte a estruturas, transformadores e isoladores sobre os quais se apóiam cabos de eletricidade, telefônicos, telegráficos e outros, ou como suporte para lâmpadas. 12-Resíduo de serraria Conjunto de peças residuais, em diversos formatos e tamanhos, resultante do processamento industrial da madeira 13-Tora Parte de uma árvore, normalmente seções do tronco ou sua principal parte, de grande porte, em formato roliço e longo, normalmente não manuseável e destinada ao processamento industrial. Dimensões usuais: Menor diâmetro acima de 20 cm Comprimento igual ou acima de 220 cm 14-Rolo Resto ou Rolete Peça de madeira roliça, longa, cilíndrica e manuseável, resultante de laminação por torneamento de toras. Dimensões usuais: Comprimento de 150 a 330 cm 15- Torete Seção da tora normalmente utilizada no processo de torneamento. Dimensões usuais: Menor diâmetro acima de 20 cm Comprimento inferior a 220 cm 15-Vara Haste de madeira longa e fina, manuseável, roliça, pontiaguda, flexível, natural de espécies características ou de espécies arbóreas de grande porte, jovens, ou preparada neste formato. Dimensões usuais variáveis: Menor diâmetro acima de 6 cm . 16-Produto Acabado Produto obtido após o processamento industrial da madeira que se encontra pronto para ouso final e não comporta qualquer transformação adicional.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Gmail - Fwd: Leia Arnaldo Jabor : sensacional !!!!! - borssatto.italino@gmail.com

O Brasil virou um grande PMDB
Arnaldo Jabor
O Globo - 17/02/2009 Estamos anestesiados diante da vida política do país A entrevista de Jarbas Vasconcelos na revista "Veja" desta semana éuma rara ilha de verdade neste mar de mentiras em que naufragamos.Precisávamos dessas palavras indignadas que denunciam a rede demediocridade política e de desagregação de poderes que assola o país,do Congresso ao Executivo. De dentro de casa, Jarbas berrou: "O PMDB é corrupto!". E mostrou comoesse partido nos manipula, sob o guarda-chuva do marketing populistade Lula. O que Jarbas Vasconcelos atacou já era voz corrente entre jornalistas,inclusive o pobre diabo que vos fala. Mas sua explosão é legítima e incontestável, vinda de um dosfundadores do MDB, depois transformado nesta anomalia comandada peloSarney, que é o líder sereno e hábil da manutenção do atraso em nossasvidas. Duvidam? Vão a São Luís para entender o que fez esse homem comseu jaquetão impecável há 40 anos no poder daquele estado. Jarbasaponta: "A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura dosenador Sarney, (...) que vai transformar o país em um grandeMaranhão". Mais que um partido, o PMDB atual é o sintoma alarmante de nossadoença secular. Era preciso que um homem de estatura política abrissea boca finalmente, neste país com a oposição acovardada diante doibope de Lula. Estamos aceitando a paralisia mental que se instalou no país, sob ademagogia oportunista deste governo. O gesto de Jarbas é importantejustamente por ser intempestivo, romanticamente bruto, direto, seminteresses e vaselinas. É mais que uma entrevista - é um manifesto do "eu-sozinho", um atohistórico (se é que ainda sobra algo "histórico" na política morna dehoje). E não se trata de um artigo de denúncia "moral" ou de clamorpor "pureza": é um retrato de como alianças espúrias e a corrupção"revolucionária" deformaram a própria cara da política brasileira. Comsuas alianças e negaças, o governo do PT desmoralizou o escândalo! Lula revalidou os velhos vícios do país, abrindo as portas paracorruptos e clientelistas, em nome de uma "governabilidade" que nadagoverna, impedido pela conveniência e pelos interesses de seus"aliados". É como ser apoiado por uma máfia para combater o mal dasmáfias. Jarbas não tem medo de ser chamado de reacionário pelo povão ou pelosintelectuais que ainda vivem com o conceito de "esquerda" entranhadoem seus cérebros, como um tumor inoperável. Essa palavra "esquerda" ainda é o ópio dos intelectuais e"santifica"qualquer discurso oportunista. Na mitologia brasileira,Lula continua o símbolo do "povo" que chegou ao poder. A origem quase"cristã" desse mito de "operário salvador", de um Getúlio do ABC,dá-lhe uma aura intocável. Poucos têm coragem de desmentir esse dogma,como a virgindade de Nossa Senhora. A última vez que vimos verdades nuas foi quando Roberto Jefferson,legitimado por sua carteirinha de espertalhão, botou os bolchevistasmalucos para correr. Depois disso, chegou o lulo-sindicalismo, ou o peleguismodesconstrutivo, que empregou mais de cem mil e aumentou os gastosfederais de custeio em 128 por cento. O lulismo esvazia nossa indignação, nossa vontade de crítica, deoposição. Para ser contra o que, se ele é "a favor" de tudo,dependendo de com quem está falando - banqueiros ou desvalidos? Elepõe qualquer chapéu - é ecumênico, todas as religiões podem adorá-lo. Ele ostenta uma arrogância "simpática" e carismática que nos anestesiae que, na mídia, cria uma sensação de "normalidade" sinistra, mas que,para quem tem olhos, parece a calmaria de uma tempestade que virá parao próximo governante. Herdeiro da sensata organização macroeconômica de FH, que, graças aDeus, o Palocci manteve (apesar dos ataques bolchevistas dos Dirceusda vida), Lula surfou seis anos na bolha bendita da economiainternacional, mas não aproveitou para fazer coisa alguma nova oureformista. Lula tem a espantosa destreza de nos dar a impressão de que "tudo vaibem", de que qualquer critica é contra ele ou o Brasil. Como disse Jarbas em sua entrevista, o governo do PT "deixou a éticade lado e não fez reformas essenciais, nem nada para a infraestrutura,e o PAC não passa de um amontoado de projetos velhos reunidos empacote eleitoreiro" (...), e o Bolsa Família, que é o maior programaoficial de compra de votos do mundo, não tem compromisso algum com aeducação ou com a formação de quadros para o trabalho". A única revolução que deveria ser feita no Brasil seria o enxugamentode um Estado que come a nação, com gastos crescentes, inchado deprivilégios, um Estado que só tem para investir 0,9% do PIB. Atentativa de modernização que FH tentou foi renegada pelo governo doPT. Lula fortaleceu o patrimonialismo das velhas oligarquias, e o PACé uma reforma cosmética, como a plástica da Dilma, que ele quer elegerpara voltar depois, em 2014. O único projeto do governo é o próprioLula. Em cima dos 84% de aprovação popular, nada o comove. Só secomove consigo mesmo. Lula se apropriou de nossa tradicional "cordialidade" corrupta paraesvaziar resistências. Assim, ele revitalizou o PMDB - o partido quevai decidir nosso futuro! Hoje, não temos nem governo nem oposição -apenas um teatro em que protagonistas e figurantes são o PMDB. E no meio disso tudo: o Lula, um messias sem programa, messias de si mesmo. Oitenta e quatro por cento do povo apoia um governo que achaprogressista e renovador, quando na verdade é ultraconservador eregressista. Nem o PT ele poupou para "conservar" a si mesmo. O PMDB é sua tropa dechoque, seu "talibã" molenga e malandro. Agora...tentem explicar este quadro que Jarbas sintetiza com a claraluz de sua entrevista para um pobre homem analfabeto que descola 150reais por mês do Bolsa Família... Vivemos um grande autoengano.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

UFEMG

UFEMG

Gmail - [ACEF] IVES GANDRA DA SILVA MARTINS - borssatto.italino@gmail.com

Publicado no site Católico Zenit Branco, honesto, contribuinte, eleitor, hetero... Pra quê ...
Ives Gandra da Silva Martins* Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos. Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior. Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados. Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito. Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências - algo que um cidadão comum jamais conseguiria! Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse 'privilégio', porque cumpre a lei. Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos. E são tantas as discriminações, que é de perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema? Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
(*Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).
APENAS CITANDO>
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

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CONSELHOS DO HOMEM MAIS RICO DO MUNDO...Date: Fri, 13 Feb 2009 13:19:16 -0300 Houve uma entrevista de uma hora, na CNBC, com Warren Buffet, o homem mais rico do mundo, que recentemente fez uma doação de 31 bilhões de dólares para a caridade. A seguir, alguns aspectos interessantes de sua vida. 1- Comprou a sua primeira ação aos 11 anos, e hoje lamenta tê-lo feito tardiamente!!!...As coisas eram baratas naquele tempo...Incentive seus filhos a investirem. 2- Comprou uma pequena fazenda aos 14 anos, com as economias oriundas da entrega de jornais. Pode-se comprar muitas coisas com pequenas economias. 3- Incentive seus filhos a iniciarem algum tipo de negócio. Ainda vive na mesma casa modesta, de 3 quartos , no distrito de Omaha,a qual comprou após se casar, 50 anos atrás. Diz ele que tem tudo de que precisa naquela casa. Sua casa não possui muros nem cercas. Não compre mais do que você 'realmente precisa', e incentive seus filhos a fazerem e pensarem o mesmo. 4- Dirige seu próprio carro para todo lugar, e não tem motorista particular,nem equipe de segurança à sua volta. Você é o que é... 5- Nunca viaja em jato particular, embora seja proprietário da maior companhia aérea privada do mundo. Pense sempre num jeito de realizar as coisas de maneira econômica. 6- Sua empresa, Berkshire Hathaway, possui 63 companhias. Escreve apenas uma carta anual aos principais executivos dessas companhias, dando-lhes as metas para o ano. Nunca promove encontros nem os convoca habitualmente. Nomeie as pessoas certas para as missões certas. 7- Transmitiu aos seus executivos somente duas regras: Regra nº 1: não perca nenhum centavo do dinheiro de seu acionista. Regra nº 2: não se esqueça da regra nº 1. Estabeleça metas e certifique-se de que as pessoas nelas se concentrem. 8- Não costuma freqüentar a alta-sociedade. Seu passatempo, após chegar em casa, é fazer ele mesmo um pouco de pipoca e assistir à televisão. Não tente se mostrar: simplesmente seja você mesmo e faça aquilo que gosta de fazer. 9- Warren Buffet não usa telefone celular, nem tem computador sobre sua mesa. 10- Bill Gates, o terceiro homem mais rico do mundo, encontrou-se com ele, da primeira vez, cinco anos atrás. Bill Gates achava que nada tinha em comum com Warren Buffet. Portanto, programara seu encontro apenas por meia hora. No entanto, quando Gates o encontrou, este encontro perdurou por dez horas,e hoje em dia, Bill Gates o considera o seu guru. Seus conselhos aos jovens: Fique longe de cartões de crédito e empréstimos bancários; invista o seu dinheiro em você mesmo, e lembre-se: A. O dinheiro não cria o homem, mas é o homem quem criou o dinheiro. B. Viva a sua vida da maneira mais simples possível. C. Não faça o que os outros dizem - ouça-os, mas faça aquilo que você se sente bem ao fazer. D. Não se apegue às grifes famosas; use apenas aquelas coisas em que você se sinta confortável. E. Não desperdice o seu dinheiro em coisas desnecessárias; ao invés disso, gaste nas coisas de que realmente precisa. F. Afinal de contas, a vida é sua!!!...Então, por que permitir que os outros estabeleçam leis nela???...' 'As pessoas MAIS FELIZES NÃO TÊM, necessariamente, as 'MELHORES' COISAS. Elas simplesmente APRECIAM aquilo que têm'.