NOTA À IMPRENSA
Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.
Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas.
Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal. Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.
Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.
Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra. Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas - a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC - 7.715 projetos- ainda não saíram do papel.
Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades. A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.
Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado. Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.
Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas as barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.
Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.
Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 20 janeiro de 2010
Nova Política praticada pelo Partido NOVO. VAMOS PLANTAR UMA SEMENTE BOA. >> Como as águas do Rio São Francisco, que se renovam nas nascentes da Serra Canastra em MG e desaguam no mar, depois de muitos trabalhos realizados, nasceu o Partido NOVO 30 para irrigar o Brasil de uma Política sadia, construtiva e agregadora. Este Blog, até as eleições será um ponto de discussão dessa Nova Política.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
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O Brasil virou um grande PMDB
Arnaldo Jabor
O Globo - 17/02/2009
Estamos anestesiados diante da vida política do país
A entrevista de Jarbas Vasconcelos na revista "Veja" desta semana éuma rara ilha de verdade neste mar de mentiras em que naufragamos.Precisávamos dessas palavras indignadas que denunciam a rede demediocridade política e de desagregação de poderes que assola o país,do Congresso ao Executivo.
De dentro de casa, Jarbas berrou: "O PMDB é corrupto!". E mostrou comoesse partido nos manipula, sob o guarda-chuva do marketing populistade Lula.
O que Jarbas Vasconcelos atacou já era voz corrente entre jornalistas,inclusive o pobre diabo que vos fala.
Mas sua explosão é legítima e incontestável, vinda de um dosfundadores do MDB, depois transformado nesta anomalia comandada peloSarney, que é o líder sereno e hábil da manutenção do atraso em nossasvidas. Duvidam? Vão a São Luís para entender o que fez esse homem comseu jaquetão impecável há 40 anos no poder daquele estado. Jarbasaponta: "A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura dosenador Sarney, (...) que vai transformar o país em um grandeMaranhão".
Mais que um partido, o PMDB atual é o sintoma alarmante de nossadoença secular. Era preciso que um homem de estatura política abrissea boca finalmente, neste país com a oposição acovardada diante doibope de Lula.
Estamos aceitando a paralisia mental que se instalou no país, sob ademagogia oportunista deste governo. O gesto de Jarbas é importantejustamente por ser intempestivo, romanticamente bruto, direto, seminteresses e vaselinas.
É mais que uma entrevista - é um manifesto do "eu-sozinho", um atohistórico (se é que ainda sobra algo "histórico" na política morna dehoje). E não se trata de um artigo de denúncia "moral" ou de clamorpor "pureza": é um retrato de como alianças espúrias e a corrupção"revolucionária" deformaram a própria cara da política brasileira. Comsuas alianças e negaças, o governo do PT desmoralizou o escândalo!
Lula revalidou os velhos vícios do país, abrindo as portas paracorruptos e clientelistas, em nome de uma "governabilidade" que nadagoverna, impedido pela conveniência e pelos interesses de seus"aliados". É como ser apoiado por uma máfia para combater o mal dasmáfias.
Jarbas não tem medo de ser chamado de reacionário pelo povão ou pelosintelectuais que ainda vivem com o conceito de "esquerda" entranhadoem seus cérebros, como um tumor inoperável.
Essa palavra "esquerda" ainda é o ópio dos intelectuais e"santifica"qualquer discurso oportunista. Na mitologia brasileira,Lula continua o símbolo do "povo" que chegou ao poder. A origem quase"cristã" desse mito de "operário salvador", de um Getúlio do ABC,dá-lhe uma aura intocável. Poucos têm coragem de desmentir esse dogma,como a virgindade de Nossa Senhora.
A última vez que vimos verdades nuas foi quando Roberto Jefferson,legitimado por sua carteirinha de espertalhão, botou os bolchevistasmalucos para correr.
Depois disso, chegou o lulo-sindicalismo, ou o peleguismodesconstrutivo, que empregou mais de cem mil e aumentou os gastosfederais de custeio em 128 por cento.
O lulismo esvazia nossa indignação, nossa vontade de crítica, deoposição. Para ser contra o que, se ele é "a favor" de tudo,dependendo de com quem está falando - banqueiros ou desvalidos? Elepõe qualquer chapéu - é ecumênico, todas as religiões podem adorá-lo.
Ele ostenta uma arrogância "simpática" e carismática que nos anestesiae que, na mídia, cria uma sensação de "normalidade" sinistra, mas que,para quem tem olhos, parece a calmaria de uma tempestade que virá parao próximo governante.
Herdeiro da sensata organização macroeconômica de FH, que, graças aDeus, o Palocci manteve (apesar dos ataques bolchevistas dos Dirceusda vida), Lula surfou seis anos na bolha bendita da economiainternacional, mas não aproveitou para fazer coisa alguma nova oureformista.
Lula tem a espantosa destreza de nos dar a impressão de que "tudo vaibem", de que qualquer critica é contra ele ou o Brasil.
Como disse Jarbas em sua entrevista, o governo do PT "deixou a éticade lado e não fez reformas essenciais, nem nada para a infraestrutura,e o PAC não passa de um amontoado de projetos velhos reunidos empacote eleitoreiro" (...), e o Bolsa Família, que é o maior programaoficial de compra de votos do mundo, não tem compromisso algum com aeducação ou com a formação de quadros para o trabalho".
A única revolução que deveria ser feita no Brasil seria o enxugamentode um Estado que come a nação, com gastos crescentes, inchado deprivilégios, um Estado que só tem para investir 0,9% do PIB. Atentativa de modernização que FH tentou foi renegada pelo governo doPT. Lula fortaleceu o patrimonialismo das velhas oligarquias, e o PACé uma reforma cosmética, como a plástica da Dilma, que ele quer elegerpara voltar depois, em 2014. O único projeto do governo é o próprioLula. Em cima dos 84% de aprovação popular, nada o comove. Só secomove consigo mesmo.
Lula se apropriou de nossa tradicional "cordialidade" corrupta paraesvaziar resistências. Assim, ele revitalizou o PMDB - o partido quevai decidir nosso futuro! Hoje, não temos nem governo nem oposição -apenas um teatro em que protagonistas e figurantes são o PMDB.
E no meio disso tudo: o Lula, um messias sem programa, messias de si mesmo.
Oitenta e quatro por cento do povo apoia um governo que achaprogressista e renovador, quando na verdade é ultraconservador eregressista.
Nem o PT ele poupou para "conservar" a si mesmo. O PMDB é sua tropa dechoque, seu "talibã" molenga e malandro.
Agora...tentem explicar este quadro que Jarbas sintetiza com a claraluz de sua entrevista para um pobre homem analfabeto que descola 150reais por mês do Bolsa Família...
Vivemos um grande autoengano.
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