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domingo, 18 de outubro de 2009

As instituições precisam se limpar, se depurar.

CNJ promove cerco à toga e investigações crescem 653%
Extraído de: Correio Forense - 11 horas atrás O Judiciário brasileiro está em transformação. Criado em 2004, o Conselho Nacional de Justiça começa a vencer a resistência da toga e, neste ano, abriu 113 sindicâncias contra magistrados, ante as 15 de 2008.

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Para o aumento de 653%, o órgão adotou até expedientes de polícia, como a análise de patrimônio e movimentação financeira. "Foi proclamada a República no Judiciário", declara o corregedor nacional, Gilson Dipp, mentor desse novo modus operandi do CNJ.

Há, porém, reações. "Não podemos presumir que todos são salafrários", reage o ministro do STF Março Aurélio Mello. Alvo da ofensiva, associações de classe e juízes se unem para resgatar vantagens. E o próprio CNJ é tentado a instituir suas mordomias.

O órgão mergulhou nos presídios e viu, no Espírito Santo, o que há de pior - superlotação, ratos e até jovens em contêineres, os "micro-ondas". No País, após cumprir pena, 11.337 ainda estavam presos.

Só neste ano, juízes foram alvo de 113 sindicâncias

Motivo de resistência entre magistrados desde que surgiu, no final de 2004, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou seus quatro primeiros anos sem apresentar números significativos no que diz respeito, por exemplo, a investigações de juízes e desembargadores suspeitos de corrupção. De um ano para ca, tudo mudou. São 113 sindicâncias abertas em 2009, contra apenas 15 no ano passado, um crescimento de 653%.

O CNJ passou a cumprir a atribuição de mapear desvios éticos e disciplinares de um poder historicamente avesso a ser fiscalizado. Desde que foi instalado, em junho de 2005, o modus operandi também mudou. Agora, o conselho tem recorrido até a expedientes de polícia, como análise de variação patrimonial e de movimentações financeiras dos juízes. O centro nevrálgico da mudança é a Corregedoria Nacional de Justiça, instância do CNJ planejada para fiscalizar desvios disciplinares de juízes e solucionar o mau funcionamento de fóruns e tribunais.

Sob o comando do ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de setembro de 2008 a setembro deste ano a corregedoria abriu 5.358 procedimentos para apurar desvios de toda ordem no sistema judiciário brasileiro, desde falhas processuais e administrativas até venda de sentenças.

Nos primeiros quatro anos, tendo à frente outros dois ministros do STJ, Antônio de Pádua Ribeiro, hoje aposentado, e César Asfor Rocha, atual presidente do tribunal, a corregedoria abriu apenas 28 sindicâncias. Das 113 abertas neste ano, dez já se transformaram em processos administrativos disciplinares, que podem custar o emprego dos investigados.

Sete magistrados foram afastados preventivamente e quatro, aposentados compulsoriamente. É a pena máxima a que um juiz pode ser submetido na esfera administrativa. E ainda tem direito a salário proporcional ao tempo de trabalho, que só perde após uma sentença final.


A Justiça do Direito Online



Autor: Congresso em Foco e Estado de São Paulo

IPEF comprova mais uma vez: eucalipto não seca o solo

08 de Outubro de 2009
IPEF comprova mais uma vez: eucalipto não seca o solo


Durante três anos (2005 a 2007) em uma microbacia hidrográfica com eucalipto na região de Cocais – município de Antônio Dias / MG – foram quantificadas todas as entradas e saídas de água. Os resultados do estudo mostraram que a precipitação pluviométrica anual (chuva) foi de 1299,0 mm. Deste total, 57,1% (741,0 mm) foram utilizados pelo eucalipto no processo de transpiração (que é a transferência de água do solo para atmosfera a partir da absorção pelo sistema radicular das plantas), 9,8% (128,0 mm) foram evaporados (evaporação é a transferência direta de água da superfície das plantas e do solo para a atmosfera).

Entre 0,5 a 1,3% (16,9 mm) foram escoados diretamente da superfície do solo e 31,8% (414,0 mm) infiltraram no solo e reabasteceram o curso d´água. A interpretação das informações obtidas permite concluir que na região de Cocais o eucalipto não consome muita água. A transpiração de 741,0 mm anuais ou 2,3 mm por dia é semelhante a de outras espécies florestais e espécies agrícolas perenes. Do mesmo modo que a evapotranspiração (soma da transpiração com a evaporação), que foi de 869,0 mm ou 2,38 mm por dia.

Também é possível afirmar que, na região estudada, o eucalipto não seca o solo, pois houve um excedente de 414,0 mm por ano (31,8% da chuva incidente). Este excedente não utilizado pelas plantas ao longo do ano foi reabastecer o curso d´água. Além disso, a variação máxima observada na vazão do riacho foi de 8,0% no período estudado, indicando que o sistema de reabastecimento do riacho estava bem regulado.

Fonte: IPEF Notícias.

Carta de um Juiz para Ziraldo e Jaguar

Carta de um Juiz para Ziraldo e Jaguar. Nov 29, '08 10:56 AM
for everyone
Um testemunho coerente e lúcido deste Juiz ... Está chegando a hora de abrirmos os olhos..... O Juiz de Espumoso (RS) escreve a Ziraldo e Jaguar, comentando a aprovação da indenização e da aposentadoria em dobro paga pela Nação aos humoristas, que 'sofreram muito' por terem sido presos durante uma semana na época da ditadura militar brasileira, como represália pelas críticas que eles mesmos publicaram em 'O PASQUIM', na ocasião.




Prezados Ziraldo e Jaguar:

Eu fui fã número 1 do PASQUIM (em seguida saberão por quê). Por isto me sinto traído pela atitude de vocês (Ziraldo e Jaguar). Vocês,recebendo essa indenização milionária, fizeram exatamente aquilo que criticavam na época: o enriquecimento fácil e sem causa emergente da e na estrutura ditatorial. Na verdade, vocês se projetaram com a Ditadura. Vocês se sustiveram da Ditadura.Vocês se divertiram com a Ditadura. Está bem, vocês sofreram com a Ditadura, mas, exceto aquela semana na cadeia - que parece não foi tão sofrida assim - nada que uma entrevista regada a uísque e gargalhadas na semana seguinte não pudesse reparar.A cada investida da Ditadura vocês se fortaleciam e a tiragem seguinte do jornal aumentava consideravelmente. Receber um milhão de reais e picos por causa daquela semana,convenhamos, é um exagero,principalmente quando se considera que o salário mínimo no Brasil é de R$ 480,00 Por mês...Vocês não podem argumentar que a Ditadura acabou com o jornal. Seria a mais pura mentira, se é que a mentira pode ser pura. O 'O Pasquim' acabou porque vocês se perderam. O Pasquim acabou nos estertores da Ditadura porque vocês ficaram sem o motor principal de seu sucesso, a própria Ditadura.Vocês se encantaram com a nova ordem e com a possibilidade de a Esquerda dominar este país que não souberam mais fazer humor. Tanto que mais tarde voltaram de Bundas - há não muitos anos - e de bunda caíram porque foram pernósticos e pedantes.Vocês só sabiam fazer uma coisa: criticar a Ditadura e não seriam o que são sem ela.Eu vi o nº 1 de 'O Pasquim' num tempo em que não tinha dinheiro para adquiri-lo. Mais tarde, estudante em Florianópolis, passei a comprá-lo toda semana na rua Felipe Schmidt, próximo à rua 7 de Setembro, numa banca em que um rapaz chamado, se não me engano Vilmar, reservava um exemplar para mim.Eu pagava no fim do mês.Formado em Direito, em 1976 fui para Taió. Lá assinei o jornal que não chegava na papelaria do meu amigo Horst. Em 1981 vim para o Rio Grande do Sul e morando, inicialmente, em Iraí, continuei assinante. Em fins de 1982 fui promovido para Espumoso e sempre assinante. Eu tenho o nº 500 de O Pasquim, aquele que foi apreendido nas bancas e que os assinantes receberam... Nessa época, não sei se lembram, o jornal reduziu drasticamente seu número de folhas. Era a crise. Era um arremedo do que fora, mas ainda assim conservava alguma verve. A Ditadura estava saindo pelas portas dos fundos e vocês pelas portas da frente, famosos e aplaudidos.Vocês lançaram uma campanha de assinaturas. Eu fui a campo e consegui cinco ou seis. Em Espumoso! Imaginei que se cada assinante conseguisse cinco assinaturas, ajudaria muito. Eu era Juiz de Direito. Convenhamos: não fica bem a um Juiz sair vendendo assinatura de jornal. Mas fiz isto com o único interesse de ajudar o Pasquim a se manter. Na verdade, as assinaturas foram vendidas a amigos advogados aos quais explanei a origem, natureza e linha editorial do jornal. Uns cinco ou seis adquiriram assinaturas anuais. No máximo dois meses depois todos paramos de receber o jornal, que saiu de circulação.O O Pasquim deu o calote... Eu fiquei com cara de tacho e, como se diz por aqui, mais vexado que guri cagado. Sofri constrangimento por causa de vocês.Devo pedir indenização por isto? Não.Esqueçam! Mas agora que vocês estão milionários, procurem nos seus registros e devolvam o dinheiro dos assinantes de Espumoso que pagaram e não receberam a assinatura integral. Naquele tempo vocês não tinham como fazê-lo.Agora têm. Paguem proporcionalmente, mas com juros e correção monetária, como manda a lei. Caso contrário, além de traidores, serei obrigado a considerá-los também caloteiros.'

Ilton Dellandrea
Juiz de Direito

Além da indenização milionária a dupla passa a colaborar com o déficit da previdência, pois como o Lula, passam a receber aposentadoria em dobro do limite estabelecido para quem contribuiu por 35 anos!Além do mais, os que contribuiram por 35 anos não têm direito ao reajuste integral da aposentadoria.Este episódio das indenizações milionárias aos jornalistas do Pasquim é só mais um da série de escândalos em cascata que o pais produz.

Parece que está em nosso DNA o ataque despudorado aos cofres públicos, a concepção que o dinheiro público não é de todos, mas 'de ninguém', e que 'aos amigos tudo, aos inimigos a justiça.

ACRESCENTO: Tudo limpinho, sem pagar Imposto de Renda.E... como sempre digo...CHORA BRASIL!!!!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Indicação polêmica ao Supremo Tribunal Federal

Indicação polêmica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu indicar José Antonio Dias Toffoli ao Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga aberta com a morte de Carlos Alberto Direito. A escolha pelo advogado-geral da União já é polêmica e deve enfrentar resistência da oposição. Toffoli tem carreira ligada a Lula e ao PT. A Folha (para assinantes) conta que a aproximação com o PT começou logo depois de formado, em 1990, aos 23 anos. Virou assessor jurídico da bancada, primeiro na Assembleia Legislativa de São Paulo, depois na Câmara. Na época, promoveu várias ações de inconstitucionalidade no STF contra medidas do governo de Fernando Henrique Cardoso. A atuação o aproximou de Lula e José Dirceu. Dali, foi advogado das campanhas presidenciais e da Casa Civil. Aliado à intimidade com o PT, existe outro obstáculo, de acordo com o jornal: apesar de outras diversas qualidades, Toffoli não é visto como um jurista de expressão. Essa lacuna no currículo pode atrapalhar sua indicação.

José Sarney (PMDB-AP), participava do dia a dia da Fundação Sarney

Os dois presidentes só sabem mentir e tirar o corpo fora, Vejam mais uma do Sarney >>>>>>>>>

Confira as dez principais notícias do dia 17 de setembro

qui, 17/09/09por Redação Época |categoria 10 Mais| tags Economia, Eleições, mundo
1. Participação revelada
A Folha (para assinantes) traz uma reportagem revelando áudios de escutas telefônicas e e-mails, interceptados pela Polícia Federal, que mostram que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), participava do dia a dia da Fundação Sarney – o que ele negou em discurso em plenário no início de agosto. Nas mensagens, Sarney orienta uma neta a captar a doação de um empresário, diz que o dinheiro seria usado para pagar as contas da Fundação com a previdência, é informado com antecedência de mudanças no conselho curador da entidade e menciona conversas com o órgão público que cuida de prédios históricos, como o convento que abriga a sede da Fundação. A Fundação Sarney é suspeita de ter desviado dinheiro do governo do Maranhão e verbas de patrocínio da Petrobras. Parte dessa verba foi destinada a empresas da família Sarney ou repassadas a fornecedores que não explicam quais serviços prestaram. Para se defender, Sarney afirmou que não cuidava do dia a dia da entidade e que passou uma procuração ao presidente da entidade. “Nunca tive nenhuma função administrativa na fundação fundada por mim”, discursou Sarney no dia 5 de agosto. Consultada, a assessoria de Sarney disse que os diálogos “revelam apenas apreço” à entidade.

domingo, 13 de setembro de 2009

Pesquisas apontam alternativas para o desmatamento do Cerrado

Este artigo é uma demonstração, que proibições e multas não são a solução. A solução está em fornecer tecnologia para bom aproveitamento dos recursos em cada região, no caso o cerrado.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Carta de Gilberto Geraldo Garbi para Lula.

PELO QUE MEU EXEMPLO POSSA INFLUENCIAR MEUS DESCENDENTES, EU TAMBEM NÃO ABRO MÃO DOS MEUS 0,0000005 !!!!!!!!!!






Carta de Gilberto Geraldo Garbi para Lula.





Gilberto Geraldo Garbi foi um dos alunos classificados a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA, entre outras honrarias que recebeu daquela instiuição.
Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRAS.



A CAMINHO DOS 99,9999995%
( Gilberto Geraldo Garbi )

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo "nunca antes visto nesse país" e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.
Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo...(Quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60).

Portanto, a popularidade de Lula ainda "tem espaço" para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição...

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa.

Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.

E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados; dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas prostitutas da política e beijam-lhes as mãos por receber de volta algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.

Antes e depois de mim, muitos outros brasileiros, incomparavelmente melhores e mais lúcidos, chegaram à mesma conclusão e, embora sejamos minoria, sinto-me feliz e honrado por estar ao lado de Rui Barbosa. Já ouviu falar nele? Como você nunca lê, eu quase iria sugerir-lhe que pedisse a algum de seus incontáveis assessores que lhe falasse alguma coisa sobre a Oração aos Moços... Mas, esqueça... Se você souber o que ele, em 1922, disse de políticos como você e dos que fazem parte de sua base de sustentação, terá azia até o final da vida.

Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é - uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes - quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada.
Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes.
E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral, se você a tivesse.
Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País.
Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos.
Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda?

Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam, nem se entregaria a seu permanente êxtase de vaidade e autoidolatria.
Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes.
Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: "Aqui todos são subornáveis".
Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer.

Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder, tornando-a generalizada e fazendo-a permear até os últimos níveis da Administração.
O Brasil, sob você, vive um quadro que em medicina se chamaria de septicemia corruptiva.
Peça ao Marco Aurélio para lhe explicar o que é isso.
Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.

Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa.
A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques?
Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?

Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor, a mesma política que você manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar.
Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão
Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho
Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas
Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante
Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las
Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.

Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e desperdiçar os recursos que tanta falta fazem aos hospitais.

Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas.
Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.
Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas.
Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia.
Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma.
Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições.
Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado.

Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se aliou à escória do Congresso, aquela mesma contra quem você vociferava no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que pouquíssimo da arrecadação sobraria para os investimentos de que tanto carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o compadrio e o populismo; e vai por aí.... Justiça, ora a Justiça, é o que você pensa....

Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta.
Aliás, se você estivesse realmente interessado, como deveria, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos.
Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo?
E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente detestam é o trabalho: então, muito mais fácil é o atalho das cotas, mesmo que elas criem hostilidades entres as cores, que seus critérios sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam valer-se delas.

A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas.
O que houve entre o BNDES e as redes de televisão?
O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a Salete Lemos?
Essa técnica de comprar ou perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais opositores as opções: "O plata, o plomo". Peça ao Marco Aurélio para traduzir. Ele fala bem o Espanhol.

Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem.
Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade?
É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas.
Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente, mas que caiu em seu colo.
Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro e grande parte da população parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de lentilhas da melhoria econômica.

É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje... E, como se diz na França, "l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien".
Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora Paris e há um bom tempo estamos sustentando seu gigolô franco-argentino...

Gilberto Geraldo Garbi

16/02/2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Brasil precisa industrializar sua madeira

28 de Agosto de 2009

Artigo: O Brasil precisa industrializar sua madeira


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) registra que o Brasil possui 470 milhões de hectares em florestas nativas, onde desponta a Amazônia. Entretanto, menos da metade está acessível para produção florestal devido a uma conjugação de fatores nos quais se incluem as grandes áreas ocupadas por reservas ambientais e indígenas, a ausência de infraestrutura e as enormes distâncias dos centros de consumo. Além disso, as discussões sobre florestas nativas no Brasil são monopolizadas por questões ambientais em que a produção florestal aparece, em boa medida, como um empecilho a ser evitado.

Por conseguinte, a produção florestal brasileira está muito aquém das suas potencialidades excepcionais, em contraste com o que ocorre em países do Hemisfério Norte, com destaque para os nórdicos, onde a cadeia produtiva florestal contribui significativamente para seus PIBs (Produto Interno Bruto). Esses países desenvolveram sistemas para o aproveitamento racional de seus recursos florestais que inclui um dinâmico processo de agregação de valor, transformando o setor em importante vetor de industrialização e desenvolvimento. Em seu entorno, criaram-se indústrias para o beneficiamento da madeira, pólos para projetar e construir máquinas e equipamentos, centros de pesquisa e desenvolvimento, de capacitação e especialização de mão de obra etc.

O Brasil, que até recentemente exportava madeira em tora, apenas engatinha na formação de um modelo produtivo similar. Em que pese nossa produção de celulose, que desponta na modalidade de fibra curta oriunda da silvicultura de eucalipto, agregamos muito pouco valor aos nossos produtos florestais. A par das dificuldades já mencionadas, carecemos de uma política de Estado consistente e duradoura para o desenvolvimento de um verdadeiro sistema de industrialização do ciclo madeireiro. Apenas para mencionar, a exploração e utilização de nossas florestas está sob a égide do Ministério do Meio Ambiente que, por origem e atribuições, pouco tem a ver com qualquer processo industrial.

Apesar das condições adversas, a cadeia produtiva de base florestal no Brasil emprega cerca de 6,5 milhões de pessoas (9% da população economicamente ativa do país), dos quais 2,5 milhões no setor de madeira sólida. Destes, aproximadamente 215 mil são mantidos diretamente na atividade, ou 4,3% do total de empregos gerados na indústria de transformação.

Adicionalmente, várias empresas do setor florestal brasileiro promovem uma maior interação com as comunidades locais por meio de projetos de parcerias e similares. À guisa de exemplo, cita-se o projeto Bom Manejo, dirigido e coordenado pela Embrapa com a participação de empresas do setor. Operando desde 1999, o projeto tem como principal objetivo desenvolver e difundir práticas de bom manejo florestal para serem adotadas tanto por empresas como pelas comunidades.

Alguns segmentos do setor florestal brasileiro se empenham para agregar valor à nossa madeira. Além da indústria moveleira que, em 2007, movimentou mais de R$ 14 bilhões e exportou US$ 1,1 bilhão, existem outras classificadas como PMVA (Produtos de Maior Valor Agregado) nas quais se incluem a produção de molduras, portas, pisos e outros manufaturados que, ainda em 2007, exportaram US$ 2,2 bilhões. São indústrias bastante especializadas, que utilizam um maquinário sofisticado cuja operação exige mão de obra altamente qualificada.

A produção de pisos de madeira ocupa lugar de destaque no grupo PMVA. Em 2007, por exemplo, o Brasil produziu cerca de 34 milhões de metros quadrados em pisos de madeira e suas exportações ultrapassaram US$ 600 milhões. De fato, sua produção dobrou nos últimos dez anos. Mas, mesmo contando com a exuberância da Amazônia e outras florestas, a produção brasileira de pisos ainda é 12 vezes menor que a da China, quatro vezes menor que a dos Estados Unidos e quase quatro vezes menor que a da Europa.

Nesse contexto, é imprescindível uma política industrial para o setor florestal brasileiro e, principalmente, que as autoridades afins considerem que somente com a floresta e seus produtos valorizados é viável garantir seu correto extrativismo, planos de manejo, procedência de matérias-primas e inibir a ilegalidade.

Fonte: Ariel de Andrade / Engenheiro florestal e gerente executivo da Associação Nacional dos Produtores de Pisos de Madeira (ANPM).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CCJ votará Castração química de pedófilos

CCJ votará Castração química de pedófilos agosto / 2009 Está na pauta da próxima reunião da Comissão de Constituição e Justiça - CCJ - o PLS 552/2007, de autoria do Senador Gerson Camata, que prevê a castração química de pedófilos condenados. O projeto, considerado polêmico, respalda-se pela já consagrada aceitação deste tipo de pena em países como Suécia, Itália e Alemanha. De acordo com Camata, já está comprovado que os pedófilos são irrecuperáveis e somente uma legislação mais rigorosa poderá coibir a ação dos criminosos. Além disso, para ele não adianta fazer CPI, se não for para endurecer a lei. O senador destaca o trabalho realizado pelo Ambulatório de Transtornos de Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC em Santo André ¿ São Paulo, que já vem aplicando hormônio feminino como inibidor sexual em pedófilos. "Eu defendo e faço...ou faço isso ou eles farão sexo com crianças". Afirmou, em entrevista ao Jornal Estado de São Paulo, o Dr. Danilo Baltieri - Psiquiatra - Doutor pela Universidade de São Paulo - integrante do Conselho Penitenciário do Estado e responsável pelo tratamento em Santo André. Gerson Camata revelou também que vários médicos brasileiros já realizam a castração química, por meio da administração de hormônios, a pedido de pedófilos que reconhecem a sua condição e querem evitar o cometimento de crimes. Segundo assinalou, pesquisas apontam que o procedimento leva à redução da reincidência em até 70%.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Brasil.wmv

A letra vem a calhar! https://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=188a1ec859&view=att&th=1235960d006cdab1&attid=0.2.0.1&disp=attd&realattid=0.1&zw

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O drama do PT

Encaminho e assino junto com Lucia Hippolito Enviado por Lucia Hippolito - 19.8.2009| 19h25m O drama do PT Que dia! E eu que pensava que a data mais triste da história do PT tinha sido o dia 11 de agosto de 2005! http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

VOCÊ SABIA ...

VOCÊ SABIA ... http://www.ternuma.com.br/vcsabia.htm

Memorial 1964

Memorial 1964 O clamor das manifestações públicas e sociais do início de 1964 desaguou no Movimento Democrático de 31 de março, marco imorredouro da evolução política nacional, quando as forças democráticas, lideradas pelas Forças Armadas e em defesa da nossa Soberania, impediram que o comunismo internacional tomasse o poder.Eterna homenagem aos que lutaram em prol da Democracia e da Liberdade. Venam mais: - http://www.ternuma.com.br/herois.htm

Frase do dia

"A vida é para quem topa qualquer parada, e não para quem para em qualquer topada". Roberto Said.

Caio Blinder - Último Segundo

Caio Blinder - Último Segundo

sábado, 8 de agosto de 2009

ECOLOGIA SINDICAL

>>>> É massante, mas é a verdade, que os "Chavistas" não se dão conta. O mais lamentável, é que um dos principais "Chavistas" é o nosso presidente<<<< Ecologia sindical Portaria assinada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, determina que o Ibama submeta agora às centrais sindicais os processos de licença ambiental para aprovação de novos empreendimentos. É isso mesmo! Se os pedidos de licenciamento perdiam-se sobre as mesas e gavetas do Ibama e do Instituto Chico Mendes, agora terão uma nova instância para retardar ainda mais o roteiro da tartaruga. A decisão do ministro bate de frente com as reiteradas declarações do presidente Lula, queixando-se amargamente dos projetos de interesse público e relevância econômico-social que não são implantados por excesso de burocracia dos órgãos ambientais. Quer dizer: ou o presidente teatraliza nos pronunciamentos ou o ministro Carlos Minc é um indisciplinado e pouco se importa com as manifestações presidenciais. A justificativa do ministro é uma piada. Alega necessidade de inserir a saúde do trabalhador como elemento vital para os licenciamentos. Descobriu um novo termo para acolher a reivindicação da Central Única dos Trabalhadores. Chamou a novidade de “ecologia humana”. Como se nas análises feitas pelos órgãos ambientais o parâmetro se limitasse apenas a aspectos ambientais. Aos poucos, o sindicalismo vai avançando seus poderosos tentáculos. Não satisfeito com o protecionismo, o assistencialismo e o peleguismo sindical que o governo Lula vem patrocinando nos últimos anos, com transferência de bilhões de reais do dinheiro público para as centrais sindicais, federações e Ongs, agora a república sindicalista interfere também no setor produtivo. Partidarismo O ministro Carlos Minc revela-se um ator premiado. O que disse, sob aplausos dos cutistas em Congresso Nacional, é um disparate: “Até agora não se pensava na saúde dos trabalhadores e na sua segurança quando das licenças ambientais”. Ele deveria saber que nenhum novo empreendimento é autorizado sem prévia licença dos bombeiros, que avaliam aspectos de segurança do público e dos trabalhadores, além de alvarás da vigilância sanitária, considerando também estes mesmos critérios. A burocracia vai aumentar. A intervenção partidária nos licenciamentos ambientais, também. Além de mais perda de tempo, algumas perguntas ficam sem respostas. Qual a central sindical que vai ser ouvida? Aqui em Santa Catarina há pelo menos cinco em funcionamento. Que especialistas as centrais vão ouvir para emitir pareceres? Quantos meses serão necessários para exame de projetos complexos, já examinados pelos técnicos em questões ambientais? Quem fiscalizará as centrais que, teoricamente, chantagearem os empresários que ficarem dependentes de pareceres para o início dos empreendimentos? Numa situação adversa como esta decorrente da crise financeira mundial, caberia ao governo criar incentivos ao setor produtivo para que promovesse novos investimentos, priorizando aqueles que gerassem mais empregos, portanto, menos automatizados. E o que vem ocorrendo de parte dos governos é o contrário: mais ônus, mais encargos, mais exigências e mais burocracia a fragilizar o setor produtivo. DEPOIMENTO DO PRESIDENTE DA COSTA RICA, QUE MERECE SER LIDO E REFLETIDO "ALGO HICIMOS MAL" Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009. "Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas. Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo. Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país. Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres. Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta. Certamente perdemos a oportunidade. Há também uma diferença muito grande. Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos. Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal. Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul. Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por habitante. Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos. Que fizemos errado? Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal. Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos. Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos. Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus. De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário. Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10. Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países. Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos. Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano. Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino americano. Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa. No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado. Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2.500 milhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia" e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas soldados. *Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000* milhões em armas e soldados. Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo? Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; que não criamos a infra-estruturam necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas. Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta. Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos. E eu, lamentavelmente, concordo com eles. Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, social cristianismo...) os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o *pragmatismo*. Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha: "Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos". E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que "a verdade é que enriquecer é glorioso". E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás. A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos. Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos. Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer. Muchas gracias."

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Lula, você é o cara!

Lula, você é o cara ! você é o cara que esteve por dois mandatos à frente desta nação e não teve coragem nem competência para implantar reforma alguma neste país, pois as reformas tributárias e trabalhistas nunca saíram do papel, e a educação, a saúde e a segurança estão piores do que nunca. Você é o cara que mais teve amigos e aliados envolvidos da cueca ao pescoço em corrupção e roubalheira, gastando com cartões corporativos e dentro de todos os tipos de esquema. Você é o cara que conseguiu inchar o estado brasileiro com tantos e tantos funcionários e ainda assim faze-lo funcionar pior do que era. Você é o cara que mais viajou como presidente deste país, tão futilmente e à nossa custa. Você é o cara que aceitou todas as ações e humilhações contra o Brasil e os brasileiros diante de Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai e outros. Você é o cara que, por tudo isso e mais um monte de coisas, transformou este país em um lugar libertino e sem futuro para quem não está no grande esquema. você é o cara que transformou o Brasil em abrigo de marginais internacionais se negando, por exemplo, a extraditar um criminoso para um país democrático que o julgou e condenou democraticamente; você é o cara que transformou corruptos e bandidos do passado em aliados de primeira linha. você é o cara que está transformando o Brasil num país de parasitas e vagabundos, com o bolsa família, com as indenizações imorais da "bolsa terrorismo", com o repasse sem limite de recursos ao MST, o maior latifúndio improdutivo do mundo e abrigo de uma bando de bandidos e vagabundos que manipulam alguns verdadeiros colonos; . Você é o cara que acabou com a verba da educação: Você é o cara que reduziu o dinheiro da Saúde. Você é o cara que não quer povo culto e politizado e sim povinho burro e submisso , para implantar um regime superado e fracassado. Você é o cara que compra apoio da mídia com polpudas verbas publicitárias pagas pelas empresas estatais. Você consegue comprar a direita traidora com dinheiro público e cargos políticos. Você é o cara que conseguiu fazer com que sua família ficasse milionária da noite para o dia. Você é o cara que consegue cegar os ideais de quem lutava por uma nação livre e soberana. É, Lula ! Você é o cara ... de pau mais descarado que o Brasil já conheceu.