Ora, Celso Amorim, vá à merda!!!!
(Giulio Sanmartini)
A concessão de comendas às mulheres de presidentes brasileiros pode causar problemas, dúvidas ou indignação. Conheço uma que causou problemas ao escritor e humorista Millôr Fernandes. Em 1959 ele tinha na TV Tupi do Rio de Janeiro, um programa intitulado “Treze lições de um ignorante”, suspenso por ordem do presidente Juscelino Kubitschek, que até hoje é dourado com a absurda fama de ter sido liberal e democrata, mas não hesitou em usar a censura quando percebeu que sua mulher fora ironicamente criticada Millôr, ao dizer: “Dona Sarah Kubitschek chegou ontem ao Brasil depois de 5 meses de viagem à Europa e foi condecorada com a Ordem do Mérito do Trabalho.”
Não sei se no intervalo, outra primeira dama foi condecorada, mas a atual Marisa Letícia Lulla da Silva, acabou de ter a sua segunda. A primeira foi no dia 7 de dezembro de 2007 quando recebeu, em cerimônia realizada na Base Aérea de Natal (BANT), no Rio Grande do Norte, a Medalha do Mérito Santos-Dumont. Logo me assaltou uma dúvida: Por que a “primeira patroa” recebeu condecoração brasileira criada para homenagear civis e militares, brasileiros ou estrangeiros, por destacados serviços prestados a Força Aérea Brasileira (FAB)? Qual serviço prestara à FAB a homenageada? Conclui, como uma grande boa vontade, que fora pelo fato de ter acompanhado o marido em suas inúmeras viagens no Aero-Lulla, com uma tripulação da FAB, sem nunca dizer nada.
Mas agora parece que a coisa entrou no perigoso terreno da galhofa dona Marisa foi condecorada com a Ordem de Rio Branco (14/4). Essa ordem é destinada a galardoar os que, por qualquer motivo ou benemerência, se tenham tornado merecedores do reconhecimento do Governo Brasileiro, servindo para estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção, bem como para distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas.
Pombas! A “primeira patroa”, com relação à diplomacia teve somente uma passagem indigna, fez uso do Itamaraty para facilitar-lhe o recebimento da dupla nacionalidade junto ao consulado italiano. Os descendentes de italianos até a 5ª geração tem esse direito, mas para qualquer mortal no Brasil, que também queira ser italiano, há uma espera de média de 6 anos, e Marisa Letícia a recebeu em dias. Mas a a parte feia da coisa é a mulher de um presidente que não acredita no país governado por seu marido e como se não bastasse, ao ser perguntada por que como mulher do presidente pedira a dupla nacionalidade, sem o mínimo pejo, respondeu: “É, o amanhã nunca se sabe, não é mesmo?”
Pois é, a uma brasileira que não respeita seu pais foi dada a comenda do Rio Branco, que tem como dístico a expressão em latim “Ubique Patriae Memor” (Em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança).
Mas o pior de tudo foi a explicação que seu o chanceler Celso Amorim, para esse puxa-saquismo explicito: “apoio à atuação do marido na política internacional justificam a homenagem” – afirmou ele..
Ora Celso Amorim, tenha a paciência e “vá à merda!!!”.
Cúpula do governo faz "festa de família" em entrega de condecorações no Itamaraty
O presidente Lula e o ministro Celso Amorim resolveram fazer uma "festa em família" ao oferecer a condecoração da Ordem de Rio Branco a suas respectivas mulheres, além da mulher e do filho do vice-presidente José Alencar.
A distinção, criada em 1963, também foi dada a novos ministros, assessores do governo e celebridades, como Ronaldo "Fenômeno", Thaís Araújo e Fábio Barreto, diretor do filme "Lula, o Filho do Brasil".
Ao justificar a distinção a Marisa Letícia, Mariza Alencar e Ana Amorim, o chanceler disse na semana passada: "Eu não vou falar da minha mulher, mas, por exemplo, não se pode imaginar a atuação do presidente Lula sem o apoio da sua mulher".
"Acredito que [recebi] pelo meu trabalho desenvolvido junto às embaixatrizes, fazendo um entrosamento com elas", disse Mariza Alencar.
Já a atriz Thaís Araújo conta que, ao receber telefonema informando da medalha, disse: "Mas por quê?". Ouviu que era por ser uma atriz negra e protagonista de uma novela, por trabalhos anteriores e, como consequência, pela mensagem positiva que transmite.
Entre os ministros agraciados está Erenice Guerra, que substituiu Dilma Rousseff na Casa Civil e ordenou a confecção de dossiê sobre o governo FHC em 2008.
Assessores do governo também foram agraciados, entre eles Laércio Portela, que assessorava Lula e está na campanha de Dilma, e Bruno Gaspar, assessor Marco Aurélio Garcia flagrado junto com o chefe fazendo gestos obscenos, em 2007, ao assistir na TV a reportagem sobre o acidente da TAM em Congonhas.
O Itamaraty informou que as condecorações são dadas a pessoas que se destacam em suas áreas de atuação
Folha de São Paulo
Observatório Virtual 74: a Ordem do Rio Branco é “destinada a galardoar os que, por qualquer motivo ou benemerência, se tenham tornado merecedores do reconhecimento do Governo Brasileiro, servindo para estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção, bem como para distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas..
Compete ao Conselho da Ordem de Rio Branco aprovar ou rejeitar as propostas que lhe forem encaminhadas ...
O Conselho da Ordem de Rio Branco é formado pelas seguintes autoridades:
- Presidente da República (Grão-Mestre da Ordem). (LULA, marido de Marisa Letícia )
- Ministro de Estado das Relações Exteriores (Chanceler da Ordem). (Celso Amorim, marido de Ana Amorim )
Membros do Conselho:
- Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República. (Erenice Guerra, a própria agraciada)
- Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
- Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores."
Nova Política praticada pelo Partido NOVO. VAMOS PLANTAR UMA SEMENTE BOA. >> Como as águas do Rio São Francisco, que se renovam nas nascentes da Serra Canastra em MG e desaguam no mar, depois de muitos trabalhos realizados, nasceu o Partido NOVO 30 para irrigar o Brasil de uma Política sadia, construtiva e agregadora. Este Blog, até as eleições será um ponto de discussão dessa Nova Política.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão.
CARTA PUBLICADA NO ESTADÃO Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão. Mensagem ao presidente! |
Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para 'meter a mão na decisão do juiz', mas para abrir a 'caixa-preta' do Poder... Vi também V. Exa. falar sobre 'duas Justiças' e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.
Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só.
Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.
Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.
Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa.. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,
em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .
Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco) .
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos..
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão 'caixa-preta' não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma 'escova'. Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.
P.S.: Dê lembranças a 'Michelle'. (Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo
sábado, 17 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Engenharia Florestal completa 50 anos no Brasil
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Da Redação 18/03/2010 - Para comemorar os 50 Anos da Engenharia Florestal no Brasil e ressaltar a importância dessa área para o país, bem como da profissão de engenheiro florestal, desde sua criação até os dias atuais, o Departamento de Engenharia Florestal, da Universidade Federal de Viçosa (DEF/UFV), promoverá nos dias 29 e 30 de maio de 2010, um evento de caráter científico, com palestrantes/profissionais com atuação nas mais diversas áreas da Engenharia Florestal. O evento, de abrangência nacional e com público estimado de 300 participantes, será realizado com a parceria de instituições vinculadas ao setor, como a Sociedade Mineira dos Engenheiros Florestais (SMEF), a Sociedade Brasileira dos Engenheiros Florestais (SBEF) e a Sociedade de Investigações Florestais (SIF). Ainda como objetivo, os organizadores destacam a abertura de discussão para avaliar as perspectivas para os novos profissionais, as novas tendências do desenvolvimento tecnológico na área florestal, as contribuições do Engenheiro Florestal nas áreas de pesquisa, produção e proteção ambiental e a formação acadêmica. Os temas propostos se estenderão também durante o período de realização da Semana Acadêmica de Engenharia Florestal de 2010, a saber de 31 de maio a 3 de junho, na própria UFV. As comemorações serão realizadas no campus da UFV, e têm a seguinte programação: Dia 24 a 30 de maio Semana Acadêmica de Engenharia Florestal (palestras e minicursos) Dia 29 de maio de 2010 (sábado) - 19h Jantar de Gala em Comemoração aos 50 anos da Engenharia Florestal no Brasil. Local: Espaço Multiuso, Universidade Federal de Viçosa Dia 30 de maio de 2010: (domingo) - 14 às 17h Visita à Exposição e a 1ª Sede do Curso de Engenharia Florestal - Réplica Plantio de 50 árvores/espécies florestais. Local: Setor de Dendrologia do DEF/UFV Dia 30 de maio de 2010: (domingo) - 19h Entrega de Diploma "50 anos da Engenharia Florestal no Brasil" Depoimento: Representante da primeira turma de Engenheiros Florestais Local: Auditório do Departamento de Engenharia Florestal - Edifício Reinaldo de Jesus Araújo Palestras - Local: Auditório do Departamento de Engenharia Florestal - Edifício Reinaldo de Jesus Araújo O Passado e o Futuro da Engenharia Florestal no Brasil Prof. Osvaldo Ferreira Valente A Evolução da Cultura do Eucalipto no Brasil Engº Florestal Edgar Campinhos A Evolução da Política Florestal em MG e no Brasil Eng° Florestal José Carlos Carvalho Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de MG Perspectivas da Profissão do Engenheiro Florestal no Brasil Engº Florestal Renato Casagrande Senador da República A Engenharia Florestal na UFV Prof. Luiz Cláudio Costa Reitor da UFV Descerramento de Placa "50 anos de Engenharia Florestal no Brasil" Local: Edifício Reinaldo de Jesus Araújo Coquetel de Confraternização Local: Auditório do Departamento de Engenharia Florestal - Edifício Reinaldo de Jesus Araújo Celulose Online |
O AGRONEGÓCIO E O CIDADÃO BRASILEIRO.
O AGRONEGÓCIO E O CIDADÃO BRASILEIRO.
Um certo Sr. Oliveira ....
Posted by Alma at 9:06 PM- Fernando Sampaio - Engenheiro Agrônomo
Um certo Sr. Oliveira ....
Imagine-se um hipotético indivíduo que doravante chamaremos de Sr. Oliveira.
O Sr. Oliveira é um homem comum. É um pai de família. Habita uma região metropolitana que poderia ser São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte ou Recife ou alguma outra grande cidade.. Tem um emprego em uma instituição financeira, ou em uma revendedora de peças por exemplo. Pertence àquela classe média ligeira, que além de trabalhar 4 meses por ano de graça para o governo esforça-se para pagar as contas de aluguel, escola, natação e inglês dos filhos, plano de saúde, o guarda da rua e outros pormenores no fim do mês.
O Sr. Oliveira levanta-se de manhã e veste-se com roupas de algodão, algodão esse crescido nos campos de Chapadão do Sul, MS e processado em Blumenau, SC. Talvez esteja um pouco frio, e ele use um pulôver de lã de carneiros criados em Pelotas, RS e fabricado em Americana, SP. Calça seus sapatos de couro vindo de bois do Mato Grosso, e fabricados em Novo Hamburgo , RS.
Ele toma café da manhã, com ovos vindos de Bastos, SP, leite de uma cooperativa do Rio de Janeiro, broa de milho colhido em Londrina, PR, um mamão vindo do Espírito Santo, suco de laranja de Araraquara, SP e um cafezinho vindo direto de São Lourenço, MG.
Ele lê um jornal, impresso em papel feito de eucalipto crescido em Três Lagoas , MS.
O Sr. Oliveira entra em seu carro, abastecido com álcool de cana de açúcar produzida em Piracicaba, SP, com pneus de borracha saída dos seringais de São José do Rio Preto, SP.
Enquanto ele vai ao trabalho, a Sra. Oliveira vai às compras nos supermercados do bairro, sempre pesquisando os melhores preços das frutas, das verduras e da carne para não apertar o orçamento familiar.
No almoço, o Sr. Oliveira come um filé de frango criado no Paraná, alimentado com soja de Goiás e milho do Mato Grosso, com molho de tomate de Goiás. Tem arroz do Rio Grande do Sul, feijão dos pivôs do oeste baiano. Tem salada das hortas de Mogi das Cruzes, SP. Suco de uvas do Vale do São Francisco e de sobremesa goiabada feita com goiabas de Valinhos, SP e açúcar de Ribeirão Preto, SP, e queijo de Uberlândia, MG. Outro cafezinho dessa vez da Bahia.
Hoje a noite é de comemoração. Sua empresa fez um corte de pessoal mas felizmente o Sr. Oliveira manteve o emprego. Ele leva a esposa jantar fora. Vinho do Vale dos Vinhedos gaúcho. Presuntos e frios de porco criado em Santa Catarina , alimentado com soja paranaense, filet mignon de bois criados no Sul do Pará. Chocolate produzido com cacau do sul da Bahia. E outro café de Minas, adoçado com açúcar pernambucano.
O Sr. Oliveira é um homem razoavelmente informado e inteligente. No dia seguinte ele lerá os jornais novamente. Pelos jornais ele ficará sabendo que há conflitos em terras indígenas recentemente demarcadas e fazendeiros cujas famílias foram incentivadas a ocupar aquelas terras há décadas atrás. Pelos jornais ele ficará sabendo que a pecuária é a maior poluidora do país (embora ele mesmo tenha o sonho de um dia abandonar a cidade poluída e viver no campo por uma qualidade de vida melhor). Pelos jornais ele tem notícias de invasões de terras, de conflitos agrários, de saques e estradas bloqueadas (o Sr. Oliveira é a favor da reforma agrária, embora repudie a violência). Pelos jornais ele toma conhecimento de ações do Ministério Público contra empresas do agronegócio (ele não entende que mal há em empresas que ganham dinheiro). Pelos jornais ele acha que a Amazônia está sendo desmatada por plantadores de soja e criadores de boi.
Mas o Sr. Oliveira pensa que isso não tem nada a ver com ele.
Pois eu gostaria de agarrá-lo pela orelha, e gritar bem alto, de megafone talvez, não um, nem dez, mas mil megafones que TUDO ISSO É PROBLEMA DELE SIM!
Gostaria de lhe dizer que a agropecuária está presente em todos os dias da vida dele.
Gostaria de lhe dizer que o agronegócio gera um terço do PIB e dos empregos do país. Gostaria de lhe dizer que quem diz que a pecuária polui mente descaradamente.
Gostaria de lhe dizer que o maior desmatador da Amazônia é o INCRA, que com o dinheiro dos impostos dele sustenta assentamentos que não produzem absolutamente nada, condenando uma multidão de miseráveis manipulados por canalhas balizados por uma ideologia assassina à eterna assistência do Estado.
Gostaria de lhe dizer que estes mesmos canalhas estão tentando, sob a palatável desculpa dos direitos humanos, acabar com o direito de propriedade, arruinando qualquer futuro para o agronegócio brasileiro.
Gostaria de lhe dizer, que os mesmos canalhas querem fechar índios que há 5 séculos estão em contato com brancos em gigantescos zoológicos onde eles estarão condenados à miséria e ao suicídio.
Gostaria de lhe dizer que índios são 0,5% da população brasileira e não obstante são donos de 13% do país.
Gostaria de lhe dizer que querem transformar 2/3 do país em reservas e parque que estão sendo demarcados sobre importantes reservas minerais e aqüíferos subterrâneos essenciais para o futuro do país.
Gostaria de lhe dizer que a agricultura ocupa apenas 7,5% da superfície do país, e que mesmo assim somos os maiores exportadores do mundo de carne, soja, café, açúcar, suco de laranja e inúmeros outros produtos.
Gostaria de lhe dizer que podemos dobrar ou triplicar a produção pecuária do país sem derrubar uma árvore sequer.
Gostaria de lhe dizer que produtores rurais não são a espécie arrogante e retrógrada que os canalhas dizem que são. São gente que está vivendo em lugares onde você não se animaria a viver, transitando por estradas intransitáveis e mortais, acordando nas madrugadas para ver nascer um animal, rezando para chover na hora de plantar e para parar de chover na hora de colher, com um contato e um conhecimento da natureza muito maior do que o seu. São gente cujos antepassados foram enviados às fronteiras desse país para garantir que esse território fosse nosso, foi gente incentivada a abrir a mata, abrir estradas, plantar e colher, às vezes por causa do governo, às vezes apesar dele.
Gostaria enfim de gritar a plenos pulmões, que qualquer problema que afete um produtor rural, uma empresa rural, uma agroindústria É UM PROBLEMA DELE, DO PAÍS E DO MUNDO.
Sim, porque no mesmo jornal que o Sr. Oliveira leu, há uma nota de rodapé que diz que há 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome.
E grito finalmente para o Sr. Oliveira e tantos outros iguais a ele: ABRA OS OLHOS! e desconfie daqueles que querem transformar o agronegócio em uma atividade criminosa.
Posted by Alma at 9:06 PM- Fernando Sampaio - Engenheiro Agrônomo
terça-feira, 16 de março de 2010
"O Brasil é o único país em que a tortura aumentou depois do regime ditatorial"
"O Brasil é o único país em que a tortura aumentou depois do regime ditatorial"
http://www.envolverde.com.br/?materia=71159#
http://www.envolverde.com.br/?materia=71159#
Direitos Humanos: dois pesos e duas medidas
Direitos Humanos: dois pesos e duas medidas
Por Alfredo J. Gonçalves*
http://www.envolverde.com.br/?materia=71159#
segunda-feira, 15 de março de 2010
Protesto na embaixada Brasileira - libertação de Cuba
Protesto na embaixada Brasileira - dos cubanos
http://www.youtube.com/watch_popup?v=GlhlKKKXj5Q#t=55
http://www.youtube.com/watch_popup?v=GlhlKKKXj5Q#t=55
quinta-feira, 11 de março de 2010
UFV comemora 50 Anos de Engenharia Florestal no Brasil
| 05 de Março de 2010 | ||||
| UFV comemora 50 Anos de Engenharia Florestal no Brasil | ||||
Para comemorar os 50 Anos da Engenharia Florestal no Brasil e ressaltar a importância dessa área para o país, bem como da profissão de Engenheiro Florestal, desde sua criação até os dias atuais, o Departamento de Engenharia Florestal, da Universidade Federal de Viçosa (DEF/UFV), promoverá nos dias 29 e 30 de maio de 2010, um evento de caráter científico, com palestrantes/profissionais com atuação nas mais diversas áreas da Engenharia Florestal. O evento, de abrangência nacional e com público estimado de 300 participantes, será realizado com a parceria de instituições vinculadas ao setor, como a Sociedade Mineira dos Engenheiros Florestais (SMEF), a Sociedade Brasileira dos Engenheiros Florestais (SBEF) e a Sociedade de Investigações Florestais (SIF). Ainda como objetivo do evento, os organizadores destacam a abertura de discussão para avaliar as perspectivas para os novos profissionais, as novas tendências do desenvolvimento tecnológico na área florestal, as contribuições do Engenheiro Florestal nas áreas de pesquisa, produção e proteção ambiental e a formação acadêmica. Os temas propostos se estenderão também durante o período de realização da Semana Acadêmica de Engenharia Florestal de 2010, a saber de 31 de maio a 3 de junho, na própria UFV. As comemorações serão realizadas no campus da UFV, e têm a seguinte programação: Dia 24 a 30 de maioSemana Acadêmica de Engenharia Florestal (palestras e minicursos) Dia 29 de maio de 2010 (sábado) – 19h Jantar de Gala em Comemoração aos 50 anos da Engenharia Florestal no Brasil. Local: Espaço Multiuso, Universidade Federal de Viçosa Dia 30 de maio de 2010: (domingo) - 14 às 17h Visita à Exposição e a 1ª Sede do Curso de Engenharia Florestal – Réplica Plantio de 50 árvores/espécies florestais. Local: Setor de Dendrologia do DEF/UFV Dia 30 de maio de 2010: (domingo) – 19h Entrega de Diploma “50 anos da Engenharia Florestal no Brasil” Depoimento: Representante da primeira turma de Engenheiros Florestais Local: Auditório do Departamento de Engenharia Florestal - Edifício Reinaldo de Jesus Araújo Palestras - Local: Auditório do Departamento de Engenharia Florestal - Edifício Reinaldo de Jesus Araújo O Passado e o Futuro da Engenharia Florestal no Brasil Prof. Osvaldo Ferreira Valente A Evolução da Cultura do Eucalipto no Brasil Engº Florestal Edgar Campinhos A Evolução da Política Florestal em MG e no Brasil Eng° Florestal José Carlos Carvalho Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de MG Perspectivas da Profissão do Engenheiro Florestal no Brasil Engº Florestal Renato Casagrande Senador da República A Engenharia Florestal na UFV Prof. Luiz Cláudio Costa Reitor da UFV Descerramento de Placa “50 anos de Engenharia Florestal no Brasil” Local: Edifício Reinaldo de Jesus Araújo Coquetel de Confraternização Local: Auditório do Departamento de Engenharia Florestal - Edifício Reinaldo de Jesus Araújo. Fonte: UFV | ||||
quinta-feira, 4 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O PERIGO DO (NOSSO) SILÊNCIO
O PERIGO DO (NOSSO) SILÊNCIO Eu pediria que todos os amigos que receberem esse email, leia-o todo, com calma e atenção e se puder, perca um tempinho e reenvie para todos da sua lista, obrigado. Diamantina, Interior de Minas Gerais, 1914. O jovem ' Juscelino Kubitschek ', de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu o curso de ' Medicina ' e se especializou em Paris. Como ' Presidente ', modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e humilde e obstinado, era (E AINDA É ) querido por todos. Brasília, 2003. Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não haver estudado. Acha bobagem falar inglês. 'Tenho diploma da vida', afirma.. E para ele basta. Meses depois, diz que ' ler é um hábito chato '. Quando era ' sindicalista ' , percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje . Londres, 1940. Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha entra no exército britânico; como 'Tenente-Enfermeira', e, sua função é recolher feridos nos bombardeios. Hoje ela é a ' Rainha Elizabeth II '. Brasília, 2005. A primeira-dama( que nada faz para justificar o título) Marisa Letícia, requer ' cidadania italiana ' - e consegue. Explica, cândidamente, que quer ' um futuro melhor para seus filhos '. E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS, CIDADÃOS E TRABALHADORES BRASILEIROS ? Washington, 1974. A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo. Brasília, 2005. Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi 'traído', mas não conta por quem. Londres, 2001. O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo.. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, ' que vai sozinho à delegacia buscar o filho '. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho. Brasília, 2005. O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa, financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu ' filhinho nessa sujeira'? ? ? Nova Délhi, 2003. O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo ' EMB-195 ' , da ' Embraer ' , por US$ 10 milhões. Brasília, 2003. Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio franco-alemão. Gasta US$ 57 milhões e, AINDA, manda decorar a aeronave de luxo nos ' EUA '. ' DO BRASIL NÃO SERVE ' . E você, já decidiu o que vai fazer nos próximos cinco minutos ? ? ? Vamos repassar esse e-mail para a maioria dos nossos contatos ! ! ! Vamos dar ao BRASIL uma nova chance ? ? ? Ele precisa voltar para o caminho da dignidade. Nós não merecemos o desgoverno que se instalou em nosso País e temos a OBRIGAÇÃO de acordar e lutar antes que seja tarde. Perca ALGUNS minutos e ENVIE com todos os seus amigos, 'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.' Martin Luther King |
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Arruda é preso
SEX, 12/02/10
POR REDAÇÃO ÉPOCA |
Política
1. Arruda é preso e se licencia do governo
Por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi preso no início da noite de ontem. Acusado de tentar subornar testemunhas no inquérito da Operação Caixa de Pandora, em que é acusado de comandar “organização criminosa”, Arruda poderia, de acordo com despacho do ministro Fernando Gonçalves, “atrapalhar as investigações e garantir a impunidade” caso continuasse solto, informa o Estadão. O site de ÉPOCA noticiou em primeira mão a reunião da Corte Especial do STJ que definiria a prisão de Arruda. Cinco aliados do governador também foram presos: o suplente de deputado distrital Geraldo Naves, o ex-secretário de Comunicação Wellington Moraes, o secretário particular de Arruda, Rodrigo Arantes Diniz, o ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB) Haroldo de Carvalho e o conselheiro do Metrô Antônio Bento da Silva.
1. Arruda é preso e se licencia do governo
Por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi preso no início da noite de ontem. Acusado de tentar subornar testemunhas no inquérito da Operação Caixa de Pandora, em que é acusado de comandar “organização criminosa”, Arruda poderia, de acordo com despacho do ministro Fernando Gonçalves, “atrapalhar as investigações e garantir a impunidade” caso continuasse solto, informa o Estadão. O site de ÉPOCA noticiou em primeira mão a reunião da Corte Especial do STJ que definiria a prisão de Arruda. Cinco aliados do governador também foram presos: o suplente de deputado distrital Geraldo Naves, o ex-secretário de Comunicação Wellington Moraes, o secretário particular de Arruda, Rodrigo Arantes Diniz, o ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB) Haroldo de Carvalho e o conselheiro do Metrô Antônio Bento da Silva.
2. Pedido de habeas corpus deve ser analisado hoje pelo STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello (STF) deve analisar hoje o habeas corpus de Arruda, que passou a noite preso na carceragem da Polícia Federal em Brasília. De acordo com reportagem da Folha, Mello decidiu não julgar na quinta-feira o habeas corpus por falta de documentos para a análise liminar da ação. O habeas corpus apresentado ao STF não inclui o pedido para que Arruda retomasse o cargo de governador.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello (STF) deve analisar hoje o habeas corpus de Arruda, que passou a noite preso na carceragem da Polícia Federal em Brasília. De acordo com reportagem da Folha, Mello decidiu não julgar na quinta-feira o habeas corpus por falta de documentos para a análise liminar da ação. O habeas corpus apresentado ao STF não inclui o pedido para que Arruda retomasse o cargo de governador.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil"
"A liberdade é o direito de fazer tudo que as leis permitem."
Montesquieu
O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".
Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos). Só para dar um gostinho:
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objeti vo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas..
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010.
* * *
Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.
Montesquieu
O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".
Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos). Só para dar um gostinho:
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objeti vo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas..
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010.
* * *
Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
NOTA À IMPRENSA - Dilma Rousseff mente.
NOTA À IMPRENSA
Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.
Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas.
Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal. Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.
Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.
Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra. Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas - a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC - 7.715 projetos- ainda não saíram do papel.
Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades. A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.
Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado. Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.
Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas as barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.
Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.
Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 20 janeiro de 2010
Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.
Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas.
Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal. Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.
Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.
Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra. Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas - a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC - 7.715 projetos- ainda não saíram do papel.
Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades. A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.
Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado. Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.
Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas as barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.
Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.
Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 20 janeiro de 2010
Acre: Economia de base florestal aumenta renda familiar e conserva florestasPor Bruno Taitson, do WWFValciclei da Silva, 20 anos, habitante do Seringal Equador, exibe com orgulho sua mais nova aquisição: uma motocicleta zero quilômetro, comprada em outubro de 2009. O veículo, que antes parecia um sonho distante, tornou-se realidade graças à renda obtida a partir do manejo florestal. Produtos como madeira, borracha e castanha-do-Brasil, que contribuem para conservar a biodiversidade, têm proporcionado, depois de muitos anos, bons preços aos produtores que moram na floresta. Com a venda da madeira, da seringa e da castanha, a vida de toda a comunidade já melhorou muito. O pessoal está comprando motos, eletrônicos, roupas e melhorando a casa ,......
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Reserva legal - Deputado Federal Antonio Carlos Mendes Thame
Dez 2009-Fev 2010
Reserva legal
Antonio Carlos Mendes Thame
Deputado Federal
018-02
A avançada legislação ambiental brasileira tem caráter preservacionista, com objetivo de manter em pé nossas florestas. Aliás, o Brasil detém a segunda maior reserva florestal do mundo, perdendo apenas para a Rússia. Por outro lado, o país desenvolveu as melhores tecnologias agrícolas do planeta para cultivo em clima tropical, com extraordinários ganhos de produtividade. Por tudo isso, impõe-se conciliar objetivos, rompendo o impasse que paralisa o diálogo entre produtores rurais e ambientalistas. Nosso Código Florestal de 1965 definiu dois conceitos básicos para a defesa ambiental no campo: a Área de Preservação Permanente e a Reserva Legal. Obrigou propriedades rurais a manter uma reserva de 20% de sua área, onde se impede o corte da vegetação nativa, permitindo seu uso não predatório. Na Amazônia, a reserva era de 50%.
Também beiras de córregos e rios, nascentes d’água, terras muito inclinadas e topos de morros foram definidos como Áreas de Preservação Permanente onde não se pode cultivar. A lei estabelece que as margens de córregos e rios sejam totalmente preservadas, no mínimo até 30 metros dos cursos d’água, e 50 metros na circunferência das nascentes. Essa mata ciliar mantém um corredor ecológico que favorece a biodiversidade e protege os recursos hídricos. Mais tarde, ampliou-se, na região dos cerrados, a Reserva Legal para 35% das propriedades.
Em 1999, o governo, por medida provisória, elevou a Reserva Legal na Amazônia de 50% para 80% da propriedade. Também impôs ao produtor, retroativamente, a obrigação de recompor a vegetação nativa em 20% da área de cada propriedade agrícola, na maioria do território nacional, 35% nos cerrados da Amazônia Legal e 80% na floresta amazônica.
A área da Reserva Legal se sobrepõe à de Preservação Permanente. Quer dizer, além de manter intacta a APP, os agricultores ainda devem manter 20% da sua fazenda coberta de floresta nativa. Supondo que as matas ciliares de uma propriedade rural atinjam 10% de sua área, como a RL monta 20%, deverão ser excluídos da produção 30% da fazenda.
O governo também obrigou a averbação da Reserva Legal em cartório de registro de imóveis. Nos estados com longa história de ocupação de seu território (Sul, Sudeste e Nordeste), praticamente não existem remanescentes de vegetação nativa que atendam aos 20% de Reserva Legal. Por isso, os produtores ficam obrigados a suprimir parte de suas áreas cultivadas e ali recompor a vegetação nativa dentro de cada propriedade.
Por outro lado, boa parte da vitivinicultura gaúcha e da produção de maçã de Santa Catarina estabeleceram-se nas escarpas, não sendo razoável que sejam totalmente eliminadas. O impacto socioeconômico dessa radical erradicação de cultivos é um preço muito alto.
O decreto 6.514/08 passava a impor, a partir do dia 11 de dezembro de 2009, multas diárias da ordem de R$ 500 por hectare/dia pela falta da averbação da Reserva Legal. Essa data foi prorrogada para 11 de dezembro de 2011, através do decreto 7.029 de 10 de dezembro de 2009.
Em todos esses casos, antes de acirrar contradições, as discussões devem aproximar ambientalistas e produtores rurais, com concessões recíprocas, para facilitar o pleno cumprimento das disposições previstas no Código Florestal. Por outro lado, é absolutamente improvável que leis de comando e controle, sozinhas, consigam, mesmo que seja contratado um exército de fiscais, reverter o desmatamento ilegal. O princípio da realidade deve ser aceito e reconhecido, no entanto, não há porque continuar condescendendo com a ilegalidade. Só conseguiremos chegar ao “desmatamento zero” — que defendemos —, se implantarmos uma “economia da floresta”, que fará as árvores em pé valerem mais que árvores derrubadas. O pagamento pelos serviços florestais e a aprovação do REDD (Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação) vão ajudar a propiciar recursos para pagar os “créditos de carbono” gerados pelo desmatamento evitado. A correta utilização combinada de instrumentos de política fiscal pode oferecer os meios para alcançarmos os dois objetivos: estimular a produção agrícola e preservar nossas florestas.
Reserva legal
Antonio Carlos Mendes Thame
Deputado Federal
018-02
A avançada legislação ambiental brasileira tem caráter preservacionista, com objetivo de manter em pé nossas florestas. Aliás, o Brasil detém a segunda maior reserva florestal do mundo, perdendo apenas para a Rússia. Por outro lado, o país desenvolveu as melhores tecnologias agrícolas do planeta para cultivo em clima tropical, com extraordinários ganhos de produtividade. Por tudo isso, impõe-se conciliar objetivos, rompendo o impasse que paralisa o diálogo entre produtores rurais e ambientalistas. Nosso Código Florestal de 1965 definiu dois conceitos básicos para a defesa ambiental no campo: a Área de Preservação Permanente e a Reserva Legal. Obrigou propriedades rurais a manter uma reserva de 20% de sua área, onde se impede o corte da vegetação nativa, permitindo seu uso não predatório. Na Amazônia, a reserva era de 50%.
Também beiras de córregos e rios, nascentes d’água, terras muito inclinadas e topos de morros foram definidos como Áreas de Preservação Permanente onde não se pode cultivar. A lei estabelece que as margens de córregos e rios sejam totalmente preservadas, no mínimo até 30 metros dos cursos d’água, e 50 metros na circunferência das nascentes. Essa mata ciliar mantém um corredor ecológico que favorece a biodiversidade e protege os recursos hídricos. Mais tarde, ampliou-se, na região dos cerrados, a Reserva Legal para 35% das propriedades.
Em 1999, o governo, por medida provisória, elevou a Reserva Legal na Amazônia de 50% para 80% da propriedade. Também impôs ao produtor, retroativamente, a obrigação de recompor a vegetação nativa em 20% da área de cada propriedade agrícola, na maioria do território nacional, 35% nos cerrados da Amazônia Legal e 80% na floresta amazônica.
A área da Reserva Legal se sobrepõe à de Preservação Permanente. Quer dizer, além de manter intacta a APP, os agricultores ainda devem manter 20% da sua fazenda coberta de floresta nativa. Supondo que as matas ciliares de uma propriedade rural atinjam 10% de sua área, como a RL monta 20%, deverão ser excluídos da produção 30% da fazenda.
O governo também obrigou a averbação da Reserva Legal em cartório de registro de imóveis. Nos estados com longa história de ocupação de seu território (Sul, Sudeste e Nordeste), praticamente não existem remanescentes de vegetação nativa que atendam aos 20% de Reserva Legal. Por isso, os produtores ficam obrigados a suprimir parte de suas áreas cultivadas e ali recompor a vegetação nativa dentro de cada propriedade.
Por outro lado, boa parte da vitivinicultura gaúcha e da produção de maçã de Santa Catarina estabeleceram-se nas escarpas, não sendo razoável que sejam totalmente eliminadas. O impacto socioeconômico dessa radical erradicação de cultivos é um preço muito alto.
O decreto 6.514/08 passava a impor, a partir do dia 11 de dezembro de 2009, multas diárias da ordem de R$ 500 por hectare/dia pela falta da averbação da Reserva Legal. Essa data foi prorrogada para 11 de dezembro de 2011, através do decreto 7.029 de 10 de dezembro de 2009.
Em todos esses casos, antes de acirrar contradições, as discussões devem aproximar ambientalistas e produtores rurais, com concessões recíprocas, para facilitar o pleno cumprimento das disposições previstas no Código Florestal. Por outro lado, é absolutamente improvável que leis de comando e controle, sozinhas, consigam, mesmo que seja contratado um exército de fiscais, reverter o desmatamento ilegal. O princípio da realidade deve ser aceito e reconhecido, no entanto, não há porque continuar condescendendo com a ilegalidade. Só conseguiremos chegar ao “desmatamento zero” — que defendemos —, se implantarmos uma “economia da floresta”, que fará as árvores em pé valerem mais que árvores derrubadas. O pagamento pelos serviços florestais e a aprovação do REDD (Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação) vão ajudar a propiciar recursos para pagar os “créditos de carbono” gerados pelo desmatamento evitado. A correta utilização combinada de instrumentos de política fiscal pode oferecer os meios para alcançarmos os dois objetivos: estimular a produção agrícola e preservar nossas florestas.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Móveis acreanos em rede nacional
Móveis acreanos em rede nacional
Cuide da natureza sem descuidar da decoração da sua casa. Com esse slogan, a rede nacional C&C Casa e Construção lança para os clientes do Brasil a linha de móveis desenvolvidas no Pólo Moveleiro do Acre, com Certificação Florestal FSC. As peças são vendidas em São Paulo e Rio de Janeiro. Os clientes podem se informar sobre a origem das peças e conhecer os produtos disponíveis na rede através do site www.cec.com.br. São duas linhas de peças: Linha Cozinha e a outra é Jardim e Piscina.
Segundo o secretário de Ciência, Desenvolvimento e Tecnologia, César Dotto, a venda dos móveis faz parte do projeto “Promoção do Móvel do Acre na Região Sudeste”. A rede Casa & Construção, que tem 22 lojas em vários estados, comprou algumas peças da coleção desenvolvida pelo Pólo Moveleiro. “A primeira compra foi um pouco tímida, para fazermos uma experiência da aceitação dos móveis pelo público. Mas acredito que terão excelente saída, já que os móveis certificados do Acre têm uma qualidade muito superior ao que costuma surgir no mercado”, comentou Miriam Gemignani, da Casa & Construção.
Os consumidores estão cada dia mais conscientes e exigentes com a origem dos produtos florestais. Isso tem mudado o comportamento do mercado e aberto espaço para produtos com certificação, mesmo sendo mais caros. As peças acreanas são de qualidade e produzidos com responsabilidade ambiental.
O Pólo Moveleiro do Acre, que faz parte da política de incentivo industrial do governo do Estado, foi inaugurado em 2004 e tem o papel de incentivar o uso sustentável dos recursos florestais, oferecendo às empresas locais toda a infraestrutura necessária para o completo desenvolvimento dos produtos. Estão à disposição das empresas um núcleo de design, marcenaria para prototipagem, equipamentos para acabamento, estufas de secagem de madeiras e uma sala de treinamento. (AN do Acre)
Cuide da natureza sem descuidar da decoração da sua casa. Com esse slogan, a rede nacional C&C Casa e Construção lança para os clientes do Brasil a linha de móveis desenvolvidas no Pólo Moveleiro do Acre, com Certificação Florestal FSC. As peças são vendidas em São Paulo e Rio de Janeiro. Os clientes podem se informar sobre a origem das peças e conhecer os produtos disponíveis na rede através do site www.cec.com.br. São duas linhas de peças: Linha Cozinha e a outra é Jardim e Piscina.
Segundo o secretário de Ciência, Desenvolvimento e Tecnologia, César Dotto, a venda dos móveis faz parte do projeto “Promoção do Móvel do Acre na Região Sudeste”. A rede Casa & Construção, que tem 22 lojas em vários estados, comprou algumas peças da coleção desenvolvida pelo Pólo Moveleiro. “A primeira compra foi um pouco tímida, para fazermos uma experiência da aceitação dos móveis pelo público. Mas acredito que terão excelente saída, já que os móveis certificados do Acre têm uma qualidade muito superior ao que costuma surgir no mercado”, comentou Miriam Gemignani, da Casa & Construção.
Os consumidores estão cada dia mais conscientes e exigentes com a origem dos produtos florestais. Isso tem mudado o comportamento do mercado e aberto espaço para produtos com certificação, mesmo sendo mais caros. As peças acreanas são de qualidade e produzidos com responsabilidade ambiental.
O Pólo Moveleiro do Acre, que faz parte da política de incentivo industrial do governo do Estado, foi inaugurado em 2004 e tem o papel de incentivar o uso sustentável dos recursos florestais, oferecendo às empresas locais toda a infraestrutura necessária para o completo desenvolvimento dos produtos. Estão à disposição das empresas um núcleo de design, marcenaria para prototipagem, equipamentos para acabamento, estufas de secagem de madeiras e uma sala de treinamento. (AN do Acre)
sábado, 2 de janeiro de 2010
Engenharia Florestal a beira dos 50 anos
Engenharia Florestal a beira dos 50 anos
Celulose Online: Em quais áreas a ciência florestal mais tem demonstrado avanços e bons resultados no Brasil?
Glauber Pinheiro: As vésperas de completarmos 50 anos de Engenharia Florestal no Brasil, o consenso entre os nossos profissionais é o orgulho e a satisfação pelo desenvolvimento tecnológico da Ciência Florestal nacional, que nos faz ocupar posição de destaque no cenário mundial. Podemos citar os índices de incremento atingidos por nossa silvicultura, os maquinários e implementos desenvolvidos para a atividade, o aproveitamento de resíduos, as técnicas de extração de polpa de celulose, de geração de energia, o manejo de impacto reduzido, os sistemas de informação, tratamento e acompanhamento da atividade, os processos de secagem e beneficiamento da madeira, o melhoramento florestal, entre outros tantos.
Mas ainda carecemos de maiores investimentos e incentivos, de apoio à pesquisas, principalmente com espécies nativas, da criação de centros de pesquisas, e de políticas públicas voltadas para estes fins.
celulose Online: Que avaliação você faz sobre a formação do engenheiro florestal no Brasil. O profissional recém formado está preparado para os desafios tecnológicos da área?
Glauber Pinheiro: Sim, os egressos têm demonstrado uma excelente desenvoltura. Isto se deve à combinação de dois fatores: o aprimoramento das atividades acadêmicas e o engajamento nas temáticas da categoria profissional.
As florestas são sistemas bastante complexos, envolvendo a co-relação entre uma imensa gama de elementos. Toda a biodiversidade de vegetais, animais, microorganismos, além de água, solo, relevo, clima. Por isso a formação do Engenheiro Florestal precisa ser bem ampla, contemplando detalhadamente todos estes elementos, a dinâmica do funcionamento de cada um deles, seus aspectos do ponto de vista físico, químico, biológico, e as possibilidades de interação entre eles. Desta forma o profissional está apto para entender o sistema como um todo, e para a tomada de decisão, determinando a necessidade de preservação ou possibilidade de manejo, minimizando os impactos deste manejo, potencializando o aproveitamento dos recursos naturais, ou ainda recuperando áreas já degradadas.
A base desta formação é constituída por muita matemática, química, estatística, genética, botânica, zoologia, fisiologia, anatomia, ecologia, desenho, entre outras, e enriquecido por disciplinas complementares, como motores e tratores, construções, hidrologia...
Durante a formação, o profissional também recebe ensinamentos sobre a utilização dos recursos naturais, a transformação da matéria-prima, sistemas produtivos, tecnologia de produtos, industrialização, agregação de valores ao produto, comércio, economia, transporte, regras de segurança, etc.
Além destes conhecimentos específicos, o engenheiro florestal precisa ter uma visão macro-territorial, e para tanto recebe ensinamentos sobre georeferenciamento, aerofotogrametria e fotointerpretação, topografia, meteorologia, política e legislação, etc, lhe permitindo a atuação no manejo das bacias hidrográficas, na gestão de Unidades de Conservação, na elaboração de políticas públicas, entre outros.
Este sempre o perfil de formação do Engenheiro Florestal, que vem se aprimorando nestes 50 anos, graças a uma melhor estruturação de laboratórios e atividades de campo, ampliação de pesquisas, e comprovação dos resultados, tendo em vista que a pesquisa florestal demanda tempo para a obtenção de respostas. Mas também creditamos este desenvolvimento acadêmico à participação dos Mestres, na promoção de atividades de capacitação e atualização, bem como as extracurriculares e a interação com os problemas da sociedade.
E por fim, o engajamento dos estudantes, como por exemplo a participação deles na RedeFlorest@l, onde convivem com a realidade dos profissionais e do mercado de trabalho.
Celulose Online: Com a preocupação crescente com o desmatamento, como a questão ambiental faz parte da atuação do engenheiro florestal de hoje?
Glauber Pinheiro: A floresta é o nosso “escritório”. Além de todo o impacto ambiental, que nos atinge assim como à todos os cidadãos do planeta, o desmatamento reduz o nosso local de trabalho. E nos entristece muito vermos um enorme desperdício de recursos da nossa Nação, que deveriam gerar benefícios para o nosso povo.
Os recursos florestais são de extrema necessidade para toda a população. Todos os cidadãos consomem estes recursos em cada dia de suas vidas, embora muitas vezes nem se dêem conta disso. Mas eles estão na lenha que abastece o forno na padaria da esquina, nos móveis e na construção de nossa casa, na castanha, no açaí, na industria química e farmacêutica, na siderurgia, na geração de energia, no caderno dos nossos filhos, nos diversos tipos de papel que utilizamos todos os dias de nossas vidas, no carvão daquele churrasquinho do final de semana... Por tanto, a exploração florestal é necessária, mas isto não justifica o desmatamento. Primeiramente precisamos entender que a maior parcela do desmatamento não é feita para a extração destas matérias-primas. Embora a sociedade relacione desmatamento à atividade madeireira, não é bem isto que ocorre. Os noticiários apresentam dados do desmatamento com imagens de carregamentos de madeira ao fundo. Mas esta é uma parcela que não chega à 20% do total das áreas desmatadas. Infelizmente, ainda hoje, a grande parcela do desmatamento tem um único objetivo de suprimir a floresta para dar lugar à outra atividade. E por isso mesmo utilizam o fogo, as queimadas, incendiando todos os recursos florestais, causando enorme impacto na fauna, flora, no solo, no abastecimento de água, e no clima. Desta forma, extinguem um valorosos patrimônio, do ponto de vista ambiental, e também do financeiro, para dar lugar à atividades que geralmente são menos rentáveis e mais trabalhosas, inclusive. Usualmente são para assentamentos humanos, mas principalmente para a agricultura e a pecuária.
Esta postura é fruto de pura ignorância, pois ninguém queima dinheiro ou coloca para assar a “galinha dos ovos de ouro”, se souber o que está fazendo. E é lamentável que isto ainda aconteça em pleno século XXI, como todo o avanço da ciência, e com as comprovações dos reflexos desta atitude na nossa vida e das futuras gerações.
O propósito da Engenharia Florestal é justamente o de garantir o abastecimento humano com estas matérias-primas extremamente necessárias como já demonstramos, conciliando este fornecimento à manutenção das características ambientais e conservações dos ecossistemas, em longo prazo. A este conceito chamamos de sustentabilidade, daí a origem deste termo, utilizado indiscriminadamente nos dias atuais. E a origem do surgimento de nossa profissão é justamente este, de tornar sustentável a utilização humana de materiais insubstituíveis, que demoram muito tempo para serem produzidos, e que têm função ambiental imprescindível.
Ou seja, a questão ambiental é intrínseca à nossa profissão, e através de florestas plantadas e do manejo sustentável de florestas nativas, a Engenharia Florestal é perfeitamente capaz de suprir as demandas da sociedade por estes produtos, garantindo a qualidade de vida, a conservação da qualidade ambiental e dos recursos naturais, além da recuperação de áreas já degradadas.
Celulose Online: Em termos de políticas públicas, o Brasil, na sua avaliação, está preparado para utilizar bem o potencial das florestas nativas e das florestas plantadas?
Glauber Pinheiro: Infelizmente não. Ainda faltam investimentos, redução de burocracia, e políticas de incentivo em diversas áreas. Já falei sobre esta deficiência no setor de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Nestes setores, apesar desta carência, a criatividade brasileira e a perseverança destes profissionais têm contornado as dificuldades e alcançando excelentes resultados. Já em outras áreas esta carência tem maiores impactos, como por exemplo, a falta de programas de extensão rural florestal que levem conhecimentos e alternativas aos pequenos proprietários. O resultado disto é o desmatamento e este enorme desperdício de recursos (já abordados na pergunta anterior), e consequentemente leva ao empobrecimento destes proprietários, ao êxodo rural, à concentração populacional nos grandes centros, e ao agravamento de todos os problemas das grandes metrópoles, como o crescimento desordenado, a favelização, a sobrecarga nos serviços públicos de saúde, esgotamento sanitário, etc., chegando no aumento da violência e criminalidade.
Faltam incentivos no setor produtivo, principalmente aos pequenos negócios florestais. Ao contrário, muitas vezes a burocracia até inviabiliza esta atividade. Não há como seguir todas as regras exigidas, aguardar todo o tempo dos trâmites burocráticos, e ainda competir com os produtos ilegais, oriundos da atividade clandestina, que são oferecidos indiscriminadamente no mercado.
A atividade florestal demanda tempo. As árvores não crescem em 2 ou 3 anos. Desta forma, a maioria dos empresários têm muito receio em submeter-se à grande instabilidade de regras governamentais para este setor, apesar das taxas de retorno ao investimento sejam bastante atrativas. Assim, optam pela conversão de áreas, transformando florestas em agricultura, pecuária, loteamentos, etc.
Precisamos de políticas que garantam que florestas permaneçam florestas, e ao meu ver, isto não vai acontecer exclusivamente através da repressão. É preciso mais incentivo. Através do pagamento por serviços ambientais, de alternativas econômicas que possibilitem e o manejo sustentável destas áreas. Além do plantio de florestas de produção para a recuperação de áreas já convertidas. Atualmente há muita dificuldade para a aprovação de um plano de manjo no órgão ambiental, onde leva muito tempo e muitas vezes é analisado por profissional completamente estranho à atividade. Estas dificuldades persistem até mesmo para a silvicultura em áreas já degradadas. Alguns estados e municípios apresentam sérias restrições legais para esta atividade.
Celulose Online: Qual é o seu balanço sobre as conquistas e desafios para a profissão de engenheiro florestal no Brasil?
Glauber Pinheiro: Embora tenhamos nos consolidado como Ciência Florestal, a profissão do Engenheiro Florestal ainda enfrenta muitos desafios. A importância do papel destes profissionais precisa ser mais conhecida pela sociedade, para que desta forma sejam extintos vários mitos que envolvem a atividade florestal, bem como para que haja maior cobrança aos empresários e gestores públicos no sentido da contratação de Engenheiros Florestais para a avaliação, acompanhamento e responsabilidade técnica em todas as atividades que envolvam os ecossistemas ou as matérias-primas de origem florestais. É desta forma que se garante para a sociedade quem é o responsável por cada empreendimento, que inclusive responderá legalmente por eventuais danos ou impactos, e principalmente garante-se que a intervenção está respaldada pelo conhecimento técnico-científico e pelo comportamento ético exigido de nossos profissionais, objetivando assim a qualidade dos serviços prestados à sociedade e ao meio ambiente.
Cabe à sociedade esta consciência e cobrança, mas principalmente ao poder público. Os processos de licenciamento devem exigir esta responsabilidade técnica por profissional habilitado. No entanto, ainda é corriqueiro vermos obras públicas ou concursos para o provimento de cargos públicos, que não respeitam as atribuições profissionais.
E é impressionante como os CREAs (Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) permitem passivamente que isto aconteça. É deles a função de fiscalizar o exercício profissional, e arrecadam muito para este fim. Mas se perdem em ações diversas, consumindo tempo e recursos neste evidente desvio de função, e não cumprem o seu papel de forma satisfatória. A fiscalização é deficiente, o quantitativo de fiscais é inexpressivo, os processos são morosos, e muitas vezes esta finalidade fica em segundo plano dando lugar a um forte o corporativismo interno e a disputa de espaços políticos. Um exemplo disto, claro e atual, é o processo para a criação da nossa Coordenadoria Nacional de Câmaras Especializadas de Engenharia Florestal, que se arrasta por longo tempo no Conselho Federal, no que nos parece claro a falta de vontade política. Em um país tipicamente florestal como é o nosso, apenas 4 Estados têm sua Câmara Especializada de Engenharia Florestal. Em 23 unidades federativas não existem estes colegiados, responsáveis pela criação de normas de fiscalização e pelo julgamento dos processos inerentes.
Reverter este quadro tem sido o maior desafio da SBEF e de nossas 35 Associações Regionais de Engenheiros Florestais filiadas. Esta mudança de paradigma é fundamental para as próximas gerações.
Por Candida Lemos
Entrevistado: Glauber Pinheiro
Descrição: Glauber Pinnheiro é presidente da SBEF – Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais.
Celulose Online: Em quais áreas a ciência florestal mais tem demonstrado avanços e bons resultados no Brasil?
Glauber Pinheiro: As vésperas de completarmos 50 anos de Engenharia Florestal no Brasil, o consenso entre os nossos profissionais é o orgulho e a satisfação pelo desenvolvimento tecnológico da Ciência Florestal nacional, que nos faz ocupar posição de destaque no cenário mundial. Podemos citar os índices de incremento atingidos por nossa silvicultura, os maquinários e implementos desenvolvidos para a atividade, o aproveitamento de resíduos, as técnicas de extração de polpa de celulose, de geração de energia, o manejo de impacto reduzido, os sistemas de informação, tratamento e acompanhamento da atividade, os processos de secagem e beneficiamento da madeira, o melhoramento florestal, entre outros tantos.
Mas ainda carecemos de maiores investimentos e incentivos, de apoio à pesquisas, principalmente com espécies nativas, da criação de centros de pesquisas, e de políticas públicas voltadas para estes fins.
celulose Online: Que avaliação você faz sobre a formação do engenheiro florestal no Brasil. O profissional recém formado está preparado para os desafios tecnológicos da área?
Glauber Pinheiro: Sim, os egressos têm demonstrado uma excelente desenvoltura. Isto se deve à combinação de dois fatores: o aprimoramento das atividades acadêmicas e o engajamento nas temáticas da categoria profissional.
As florestas são sistemas bastante complexos, envolvendo a co-relação entre uma imensa gama de elementos. Toda a biodiversidade de vegetais, animais, microorganismos, além de água, solo, relevo, clima. Por isso a formação do Engenheiro Florestal precisa ser bem ampla, contemplando detalhadamente todos estes elementos, a dinâmica do funcionamento de cada um deles, seus aspectos do ponto de vista físico, químico, biológico, e as possibilidades de interação entre eles. Desta forma o profissional está apto para entender o sistema como um todo, e para a tomada de decisão, determinando a necessidade de preservação ou possibilidade de manejo, minimizando os impactos deste manejo, potencializando o aproveitamento dos recursos naturais, ou ainda recuperando áreas já degradadas.
A base desta formação é constituída por muita matemática, química, estatística, genética, botânica, zoologia, fisiologia, anatomia, ecologia, desenho, entre outras, e enriquecido por disciplinas complementares, como motores e tratores, construções, hidrologia...
Durante a formação, o profissional também recebe ensinamentos sobre a utilização dos recursos naturais, a transformação da matéria-prima, sistemas produtivos, tecnologia de produtos, industrialização, agregação de valores ao produto, comércio, economia, transporte, regras de segurança, etc.
Além destes conhecimentos específicos, o engenheiro florestal precisa ter uma visão macro-territorial, e para tanto recebe ensinamentos sobre georeferenciamento, aerofotogrametria e fotointerpretação, topografia, meteorologia, política e legislação, etc, lhe permitindo a atuação no manejo das bacias hidrográficas, na gestão de Unidades de Conservação, na elaboração de políticas públicas, entre outros.
Este sempre o perfil de formação do Engenheiro Florestal, que vem se aprimorando nestes 50 anos, graças a uma melhor estruturação de laboratórios e atividades de campo, ampliação de pesquisas, e comprovação dos resultados, tendo em vista que a pesquisa florestal demanda tempo para a obtenção de respostas. Mas também creditamos este desenvolvimento acadêmico à participação dos Mestres, na promoção de atividades de capacitação e atualização, bem como as extracurriculares e a interação com os problemas da sociedade.
E por fim, o engajamento dos estudantes, como por exemplo a participação deles na RedeFlorest@l, onde convivem com a realidade dos profissionais e do mercado de trabalho.
Celulose Online: Com a preocupação crescente com o desmatamento, como a questão ambiental faz parte da atuação do engenheiro florestal de hoje?
Glauber Pinheiro: A floresta é o nosso “escritório”. Além de todo o impacto ambiental, que nos atinge assim como à todos os cidadãos do planeta, o desmatamento reduz o nosso local de trabalho. E nos entristece muito vermos um enorme desperdício de recursos da nossa Nação, que deveriam gerar benefícios para o nosso povo.
Os recursos florestais são de extrema necessidade para toda a população. Todos os cidadãos consomem estes recursos em cada dia de suas vidas, embora muitas vezes nem se dêem conta disso. Mas eles estão na lenha que abastece o forno na padaria da esquina, nos móveis e na construção de nossa casa, na castanha, no açaí, na industria química e farmacêutica, na siderurgia, na geração de energia, no caderno dos nossos filhos, nos diversos tipos de papel que utilizamos todos os dias de nossas vidas, no carvão daquele churrasquinho do final de semana... Por tanto, a exploração florestal é necessária, mas isto não justifica o desmatamento. Primeiramente precisamos entender que a maior parcela do desmatamento não é feita para a extração destas matérias-primas. Embora a sociedade relacione desmatamento à atividade madeireira, não é bem isto que ocorre. Os noticiários apresentam dados do desmatamento com imagens de carregamentos de madeira ao fundo. Mas esta é uma parcela que não chega à 20% do total das áreas desmatadas. Infelizmente, ainda hoje, a grande parcela do desmatamento tem um único objetivo de suprimir a floresta para dar lugar à outra atividade. E por isso mesmo utilizam o fogo, as queimadas, incendiando todos os recursos florestais, causando enorme impacto na fauna, flora, no solo, no abastecimento de água, e no clima. Desta forma, extinguem um valorosos patrimônio, do ponto de vista ambiental, e também do financeiro, para dar lugar à atividades que geralmente são menos rentáveis e mais trabalhosas, inclusive. Usualmente são para assentamentos humanos, mas principalmente para a agricultura e a pecuária.
Esta postura é fruto de pura ignorância, pois ninguém queima dinheiro ou coloca para assar a “galinha dos ovos de ouro”, se souber o que está fazendo. E é lamentável que isto ainda aconteça em pleno século XXI, como todo o avanço da ciência, e com as comprovações dos reflexos desta atitude na nossa vida e das futuras gerações.
O propósito da Engenharia Florestal é justamente o de garantir o abastecimento humano com estas matérias-primas extremamente necessárias como já demonstramos, conciliando este fornecimento à manutenção das características ambientais e conservações dos ecossistemas, em longo prazo. A este conceito chamamos de sustentabilidade, daí a origem deste termo, utilizado indiscriminadamente nos dias atuais. E a origem do surgimento de nossa profissão é justamente este, de tornar sustentável a utilização humana de materiais insubstituíveis, que demoram muito tempo para serem produzidos, e que têm função ambiental imprescindível.
Ou seja, a questão ambiental é intrínseca à nossa profissão, e através de florestas plantadas e do manejo sustentável de florestas nativas, a Engenharia Florestal é perfeitamente capaz de suprir as demandas da sociedade por estes produtos, garantindo a qualidade de vida, a conservação da qualidade ambiental e dos recursos naturais, além da recuperação de áreas já degradadas.
Celulose Online: Em termos de políticas públicas, o Brasil, na sua avaliação, está preparado para utilizar bem o potencial das florestas nativas e das florestas plantadas?
Glauber Pinheiro: Infelizmente não. Ainda faltam investimentos, redução de burocracia, e políticas de incentivo em diversas áreas. Já falei sobre esta deficiência no setor de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Nestes setores, apesar desta carência, a criatividade brasileira e a perseverança destes profissionais têm contornado as dificuldades e alcançando excelentes resultados. Já em outras áreas esta carência tem maiores impactos, como por exemplo, a falta de programas de extensão rural florestal que levem conhecimentos e alternativas aos pequenos proprietários. O resultado disto é o desmatamento e este enorme desperdício de recursos (já abordados na pergunta anterior), e consequentemente leva ao empobrecimento destes proprietários, ao êxodo rural, à concentração populacional nos grandes centros, e ao agravamento de todos os problemas das grandes metrópoles, como o crescimento desordenado, a favelização, a sobrecarga nos serviços públicos de saúde, esgotamento sanitário, etc., chegando no aumento da violência e criminalidade.
Faltam incentivos no setor produtivo, principalmente aos pequenos negócios florestais. Ao contrário, muitas vezes a burocracia até inviabiliza esta atividade. Não há como seguir todas as regras exigidas, aguardar todo o tempo dos trâmites burocráticos, e ainda competir com os produtos ilegais, oriundos da atividade clandestina, que são oferecidos indiscriminadamente no mercado.
A atividade florestal demanda tempo. As árvores não crescem em 2 ou 3 anos. Desta forma, a maioria dos empresários têm muito receio em submeter-se à grande instabilidade de regras governamentais para este setor, apesar das taxas de retorno ao investimento sejam bastante atrativas. Assim, optam pela conversão de áreas, transformando florestas em agricultura, pecuária, loteamentos, etc.
Precisamos de políticas que garantam que florestas permaneçam florestas, e ao meu ver, isto não vai acontecer exclusivamente através da repressão. É preciso mais incentivo. Através do pagamento por serviços ambientais, de alternativas econômicas que possibilitem e o manejo sustentável destas áreas. Além do plantio de florestas de produção para a recuperação de áreas já convertidas. Atualmente há muita dificuldade para a aprovação de um plano de manjo no órgão ambiental, onde leva muito tempo e muitas vezes é analisado por profissional completamente estranho à atividade. Estas dificuldades persistem até mesmo para a silvicultura em áreas já degradadas. Alguns estados e municípios apresentam sérias restrições legais para esta atividade.
Celulose Online: Qual é o seu balanço sobre as conquistas e desafios para a profissão de engenheiro florestal no Brasil?
Glauber Pinheiro: Embora tenhamos nos consolidado como Ciência Florestal, a profissão do Engenheiro Florestal ainda enfrenta muitos desafios. A importância do papel destes profissionais precisa ser mais conhecida pela sociedade, para que desta forma sejam extintos vários mitos que envolvem a atividade florestal, bem como para que haja maior cobrança aos empresários e gestores públicos no sentido da contratação de Engenheiros Florestais para a avaliação, acompanhamento e responsabilidade técnica em todas as atividades que envolvam os ecossistemas ou as matérias-primas de origem florestais. É desta forma que se garante para a sociedade quem é o responsável por cada empreendimento, que inclusive responderá legalmente por eventuais danos ou impactos, e principalmente garante-se que a intervenção está respaldada pelo conhecimento técnico-científico e pelo comportamento ético exigido de nossos profissionais, objetivando assim a qualidade dos serviços prestados à sociedade e ao meio ambiente.
Cabe à sociedade esta consciência e cobrança, mas principalmente ao poder público. Os processos de licenciamento devem exigir esta responsabilidade técnica por profissional habilitado. No entanto, ainda é corriqueiro vermos obras públicas ou concursos para o provimento de cargos públicos, que não respeitam as atribuições profissionais.
E é impressionante como os CREAs (Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) permitem passivamente que isto aconteça. É deles a função de fiscalizar o exercício profissional, e arrecadam muito para este fim. Mas se perdem em ações diversas, consumindo tempo e recursos neste evidente desvio de função, e não cumprem o seu papel de forma satisfatória. A fiscalização é deficiente, o quantitativo de fiscais é inexpressivo, os processos são morosos, e muitas vezes esta finalidade fica em segundo plano dando lugar a um forte o corporativismo interno e a disputa de espaços políticos. Um exemplo disto, claro e atual, é o processo para a criação da nossa Coordenadoria Nacional de Câmaras Especializadas de Engenharia Florestal, que se arrasta por longo tempo no Conselho Federal, no que nos parece claro a falta de vontade política. Em um país tipicamente florestal como é o nosso, apenas 4 Estados têm sua Câmara Especializada de Engenharia Florestal. Em 23 unidades federativas não existem estes colegiados, responsáveis pela criação de normas de fiscalização e pelo julgamento dos processos inerentes.
Reverter este quadro tem sido o maior desafio da SBEF e de nossas 35 Associações Regionais de Engenheiros Florestais filiadas. Esta mudança de paradigma é fundamental para as próximas gerações.
Por Candida Lemos
Entrevistado: Glauber Pinheiro
Descrição: Glauber Pinnheiro é presidente da SBEF – Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Livro - Cultivo do eucalipto
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Eucalipto/CultivodoEucalipto/Expediente.htm
PENSAMENTO ...
PENSAMENTO ...
"É impossível levar o pobre à prosperidade através
de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa
deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que
não precisa trabalhar, pois a outra metade da população
irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende
que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira
metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Adrian Rogers, 1931
"É impossível levar o pobre à prosperidade através
de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa
deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que
não precisa trabalhar, pois a outra metade da população
irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende
que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira
metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Adrian Rogers, 1931
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
carbono
"Veja quanto monóxido de carbono você deixará de emitir se não dirigir por um dia". Essa é a mensagem que aparece na gigantesca nuvem preta presa ao cano de escape de um carro depois de passar o dia sendo inflada pela fumaça expelida pelo automóvel.
HERANÇA DO DEPUTADO CLODOVIL HERNANDES
HERANÇA DO DEPUTADO CLODOVIL HERNANDES
Desconheço a autoria.
Clodovil foi uma figura inegavelmente polêmica. Mas tinha idéias e coragem, além das suas contradições, tão humanas.
Inteligente, com um senso crítico aguçado, ele dizia o que os outros apenas pensavam...
Em Julho de 2008 o deputado Clodovil Hernandes apresentou à Mesa da Câmara proposta de emenda à Constituição (PEC) para reduzir o número de deputados de 513 para 250. O projeto teve o apoio de 279 parlamentares (eram necessários 172 votos para que fosse apresentado). Não passou, por interesses óbvios. De novo é o gato tomando conta do peixe.
Pelo projeto, nenhuma Unidade da Federação poderá ter menos de 4 deputados nem mais de 35. Hoje, a menor representação tem 8 e a maior, 70. Se a PEC passar, haverá corte de 263 deputados e redução de gastos, só em despesas com os parlamentares, de R$ 26,3 milhões por mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Vamos divulgar e apoiar? A idéia é ótima!!!!
Fui pesquisar o custo de cada parlamentar brasileiro, e de acordo com a ONG Transparência Brasil o custo de cada deputado é de R$ 6,6 milhões por ano! E o custo de cada senador é de R$ 33,1 milhões por ano. (ver anexo)
Se a emenda Clodovil passasse, reduzindo pela metade o número de parlamantares, e supondo que isso pudesse ser feito tanto na Câmara quanto no Senado, teriamos uma economia de aproximadamente R$ 3,1 BILHÃO DE REAIS!!!
Isso dá mais ou menos R$ 17,00 por habitante.
Já que o gasto público com saude é de R$ 0,64 por habitante, veja o que a economia com os parlamentares pode proporcionar!!! (No Brasil, segundo o sindicato dos hospitais de Pernambuco (Sindhospe), "para um gasto total de U$ 600 per capita/ano (em saúde), apenas US$ 300 vêm do setor público. Destes, apenas U$ 150 são investimento federal, ou seja, U$ 0,40 por cidadão brasileiro".)
Daria para multiplicar a verba hospitalar atual por habitante por mais de 26 vezes!!!!
Além disso, teremos menos chance de corrupção, menos poliíticos para controlar.
Divulguem, se concordarem.
Quem sabe a maior obra do Clodovil não será póstuma ?
Desconheço a autoria.
Clodovil foi uma figura inegavelmente polêmica. Mas tinha idéias e coragem, além das suas contradições, tão humanas.
Inteligente, com um senso crítico aguçado, ele dizia o que os outros apenas pensavam...
Em Julho de 2008 o deputado Clodovil Hernandes apresentou à Mesa da Câmara proposta de emenda à Constituição (PEC) para reduzir o número de deputados de 513 para 250. O projeto teve o apoio de 279 parlamentares (eram necessários 172 votos para que fosse apresentado). Não passou, por interesses óbvios. De novo é o gato tomando conta do peixe.
Pelo projeto, nenhuma Unidade da Federação poderá ter menos de 4 deputados nem mais de 35. Hoje, a menor representação tem 8 e a maior, 70. Se a PEC passar, haverá corte de 263 deputados e redução de gastos, só em despesas com os parlamentares, de R$ 26,3 milhões por mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Vamos divulgar e apoiar? A idéia é ótima!!!!
Fui pesquisar o custo de cada parlamentar brasileiro, e de acordo com a ONG Transparência Brasil o custo de cada deputado é de R$ 6,6 milhões por ano! E o custo de cada senador é de R$ 33,1 milhões por ano. (ver anexo)
Se a emenda Clodovil passasse, reduzindo pela metade o número de parlamantares, e supondo que isso pudesse ser feito tanto na Câmara quanto no Senado, teriamos uma economia de aproximadamente R$ 3,1 BILHÃO DE REAIS!!!
Isso dá mais ou menos R$ 17,00 por habitante.
Já que o gasto público com saude é de R$ 0,64 por habitante, veja o que a economia com os parlamentares pode proporcionar!!! (No Brasil, segundo o sindicato dos hospitais de Pernambuco (Sindhospe), "para um gasto total de U$ 600 per capita/ano (em saúde), apenas US$ 300 vêm do setor público. Destes, apenas U$ 150 são investimento federal, ou seja, U$ 0,40 por cidadão brasileiro".)
Daria para multiplicar a verba hospitalar atual por habitante por mais de 26 vezes!!!!
Além disso, teremos menos chance de corrupção, menos poliíticos para controlar.
Divulguem, se concordarem.
Quem sabe a maior obra do Clodovil não será póstuma ?
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A fábula do lobão e da vovó do PAC
12/11/2009 - 14:38 - Atualizado em 13/11/2009 - 20:13
A fábula do lobão e da vovó do PAC
RUTH DE AQUINO
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.brA fábula da semana – o apagão – colocou em evidência um personagem que andava sumido, o Lobão. Num primeiro momento, ninguém sabia onde andava a avó (do PAC). Temeu-se por Dilma porque o Lobão é emburrado e de poucas palavras. Ele deu o conto por “encerrado”. Depois se soube que a ex-ministra de Minas e Energia estava cuidando da floresta. Nós – os Chapeuzinhos Vermelhos – somos tão ingênuos que acreditamos que raios deixaram 18 Estados do Brasil às escuras por até quatro horas.
Nós também acreditamos que a floresta será salva, especialmente porque o grande caçador de votos depende do verde para não deixar a “fada-marina” enfeitiçar eleitores e atrapalhar a sucessão em 2010.
Quando a avó do PAC ressurgiu com todo o vigor, todos respiraram aliviados. O ministro Edison Lobão, ex-governador do Maranhão, em sua hesitação de meias palavras, consegue menos empatia com o público do que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Já estava ficando embaraçoso ver e escutar as desculpas de Lobão. E Dilma caiu na armadilha da oposição, que a provocou. “Quem escondeu a ministra?” A pré-candidata (conhecida no Nordeste como “a mulher do Lula”) hoje sobe em todos os bons palanques – do pré-sal, do pós-sal, do pré-pós-PAC. Não falta a uma festa ou inauguração. Quando o palanque é frágil, ela some na floresta para preparar o discurso ambientalista que apresentará em Copenhague em dezembro.
Como o país inteiro sabe, e o Chapeuzinho Vermelho também, Dilma é contra o desmatamento desde criancinha. Tanto que nem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, consegue mais aparecer. Depois de reunião ministerial em São Paulo sobre metas para reduzir emissão de gases, mandaram Minc sair de fininho para Dilma falar com a imprensa. Seja pelo “efeito cabocla” – de Marina Silva como candidata pelo PV –, seja por um súbito despertar para a questão ambiental, Dilma aos poucos tenta vestir o colete de campeã da causa verde. A ministra comemorou na quinta-feira o menor desmatamento anual da Amazônia desde 1988 – e apagou da foto oficial a senadora do Acre, que saiu do governo derrotada pelo desenvolvimentismo de Dilma.
O apagão pôs em evidência o ministro Lobão. Enquanto ele
falava, a avó Dilma cuidava da floresta
Os efeitos do blecaute sobre o governo são modestos, se comparados aos efeitos de Dilma sobre si mesma. Será que Lula escondeu sua candidata durante 40 horas e jogou o Lobão às feras com o objetivo de desvinculá-la de um evento tão impopular? Falta de luz e água, muito mais que um desconforto político, é uma tragédia social, com prejuízos inestimáveis para pessoas comuns. Ou será que submeteram Dilma a um curso relâmpago de marketing para ela reaparecer positivamente, com luz e água restauradas no país e argumentos na ponta da língua?
Se ela tiver recebido treinamento intensivo, melhor trocar enquanto é tempo os magos de imagem. Lula pode também providenciar uma transposição de personalidade. Dilma não passa em nenhum Enem de simpatia ou serenidade, mesmo se receber antes a prova. É só colocar um microfone diante dela, é só uma repórter fazer uma observação simples e pertinente. “Ministra, a senhora garantiu há duas semanas que não havia mais risco de apagão porque agora o país tem planejamento”. A ministra encrespa as mãos, engrossa a voz: “Minha filha, você está confundindo duas coisas. O que houve foi um apagão, não um blecaute. Blecaute é barbeiragem”. Era uma referência ao racionamento de 2001.
Indagada se o país poderia sofrer outro apagão, já que o sistema de Itaipu seria vulnerável a intempéries, Dilma rebateu: “Minha querida, nós, humanos, temos um problema imenso. Nós não controlamos chuva, vento e raio. Sempre quisemos, mas não conseguimos ainda. Talvez algum dia, né?”.
Talvez algum dia, ministra, a senhora encare as perguntas como elas são. Perguntas são feitas em busca de respostas. Talvez a senhora mude o tom. Seria bom entender que a água rola, a Terra gira, e que não adianta Lula tentar blindar a avó do PAC se ela se mostrar mais arrogante que o Lobo Mau. Não somos o Chapeuzinho e o PT deixou de ser vermelho.
A fábula do lobão e da vovó do PAC
RUTH DE AQUINO
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.brA fábula da semana – o apagão – colocou em evidência um personagem que andava sumido, o Lobão. Num primeiro momento, ninguém sabia onde andava a avó (do PAC). Temeu-se por Dilma porque o Lobão é emburrado e de poucas palavras. Ele deu o conto por “encerrado”. Depois se soube que a ex-ministra de Minas e Energia estava cuidando da floresta. Nós – os Chapeuzinhos Vermelhos – somos tão ingênuos que acreditamos que raios deixaram 18 Estados do Brasil às escuras por até quatro horas.
Nós também acreditamos que a floresta será salva, especialmente porque o grande caçador de votos depende do verde para não deixar a “fada-marina” enfeitiçar eleitores e atrapalhar a sucessão em 2010.
Quando a avó do PAC ressurgiu com todo o vigor, todos respiraram aliviados. O ministro Edison Lobão, ex-governador do Maranhão, em sua hesitação de meias palavras, consegue menos empatia com o público do que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Já estava ficando embaraçoso ver e escutar as desculpas de Lobão. E Dilma caiu na armadilha da oposição, que a provocou. “Quem escondeu a ministra?” A pré-candidata (conhecida no Nordeste como “a mulher do Lula”) hoje sobe em todos os bons palanques – do pré-sal, do pós-sal, do pré-pós-PAC. Não falta a uma festa ou inauguração. Quando o palanque é frágil, ela some na floresta para preparar o discurso ambientalista que apresentará em Copenhague em dezembro.
Como o país inteiro sabe, e o Chapeuzinho Vermelho também, Dilma é contra o desmatamento desde criancinha. Tanto que nem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, consegue mais aparecer. Depois de reunião ministerial em São Paulo sobre metas para reduzir emissão de gases, mandaram Minc sair de fininho para Dilma falar com a imprensa. Seja pelo “efeito cabocla” – de Marina Silva como candidata pelo PV –, seja por um súbito despertar para a questão ambiental, Dilma aos poucos tenta vestir o colete de campeã da causa verde. A ministra comemorou na quinta-feira o menor desmatamento anual da Amazônia desde 1988 – e apagou da foto oficial a senadora do Acre, que saiu do governo derrotada pelo desenvolvimentismo de Dilma.
O apagão pôs em evidência o ministro Lobão. Enquanto ele
falava, a avó Dilma cuidava da floresta
Os efeitos do blecaute sobre o governo são modestos, se comparados aos efeitos de Dilma sobre si mesma. Será que Lula escondeu sua candidata durante 40 horas e jogou o Lobão às feras com o objetivo de desvinculá-la de um evento tão impopular? Falta de luz e água, muito mais que um desconforto político, é uma tragédia social, com prejuízos inestimáveis para pessoas comuns. Ou será que submeteram Dilma a um curso relâmpago de marketing para ela reaparecer positivamente, com luz e água restauradas no país e argumentos na ponta da língua?
Se ela tiver recebido treinamento intensivo, melhor trocar enquanto é tempo os magos de imagem. Lula pode também providenciar uma transposição de personalidade. Dilma não passa em nenhum Enem de simpatia ou serenidade, mesmo se receber antes a prova. É só colocar um microfone diante dela, é só uma repórter fazer uma observação simples e pertinente. “Ministra, a senhora garantiu há duas semanas que não havia mais risco de apagão porque agora o país tem planejamento”. A ministra encrespa as mãos, engrossa a voz: “Minha filha, você está confundindo duas coisas. O que houve foi um apagão, não um blecaute. Blecaute é barbeiragem”. Era uma referência ao racionamento de 2001.
Indagada se o país poderia sofrer outro apagão, já que o sistema de Itaipu seria vulnerável a intempéries, Dilma rebateu: “Minha querida, nós, humanos, temos um problema imenso. Nós não controlamos chuva, vento e raio. Sempre quisemos, mas não conseguimos ainda. Talvez algum dia, né?”.
Talvez algum dia, ministra, a senhora encare as perguntas como elas são. Perguntas são feitas em busca de respostas. Talvez a senhora mude o tom. Seria bom entender que a água rola, a Terra gira, e que não adianta Lula tentar blindar a avó do PAC se ela se mostrar mais arrogante que o Lobo Mau. Não somos o Chapeuzinho e o PT deixou de ser vermelho.
A fábula do lobão e da vovó do PAC
12/11/2009 - 14:38 - Atualizado em 13/11/2009 - 20:13
A fábula do lobão e da vovó do PAC
RUTH DE AQUINO
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.brA fábula da semana – o apagão – colocou em evidência um personagem que andava sumido, o Lobão. Num primeiro momento, ninguém sabia onde andava a avó (do PAC). Temeu-se por Dilma porque o Lobão é emburrado e de poucas palavras. Ele deu o conto por “encerrado”. Depois se soube que a ex-ministra de Minas e Energia estava cuidando da floresta. Nós – os Chapeuzinhos Vermelhos – somos tão ingênuos que acreditamos que raios deixaram 18 Estados do Brasil às escuras por até quatro horas.
Nós também acreditamos que a floresta será salva, especialmente porque o grande caçador de votos depende do verde para não deixar a “fada-marina” enfeitiçar eleitores e atrapalhar a sucessão em 2010.
Quando a avó do PAC ressurgiu com todo o vigor, todos respiraram aliviados. O ministro Edison Lobão, ex-governador do Maranhão, em sua hesitação de meias palavras, consegue menos empatia com o público do que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Já estava ficando embaraçoso ver e escutar as desculpas de Lobão. E Dilma caiu na armadilha da oposição, que a provocou. “Quem escondeu a ministra?” A pré-candidata (conhecida no Nordeste como “a mulher do Lula”) hoje sobe em todos os bons palanques – do pré-sal, do pós-sal, do pré-pós-PAC. Não falta a uma festa ou inauguração. Quando o palanque é frágil, ela some na floresta para preparar o discurso ambientalista que apresentará em Copenhague em dezembro.
Como o país inteiro sabe, e o Chapeuzinho Vermelho também, Dilma é contra o desmatamento desde criancinha. Tanto que nem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, consegue mais aparecer. Depois de reunião ministerial em São Paulo sobre metas para reduzir emissão de gases, mandaram Minc sair de fininho para Dilma falar com a imprensa. Seja pelo “efeito cabocla” – de Marina Silva como candidata pelo PV –, seja por um súbito despertar para a questão ambiental, Dilma aos poucos tenta vestir o colete de campeã da causa verde. A ministra comemorou na quinta-feira o menor desmatamento anual da Amazônia desde 1988 – e apagou da foto oficial a senadora do Acre, que saiu do governo derrotada pelo desenvolvimentismo de Dilma.
O apagão pôs em evidência o ministro Lobão. Enquanto ele
falava, a avó Dilma cuidava da floresta
Os efeitos do blecaute sobre o governo são modestos, se comparados aos efeitos de Dilma sobre si mesma. Será que Lula escondeu sua candidata durante 40 horas e jogou o Lobão às feras com o objetivo de desvinculá-la de um evento tão impopular? Falta de luz e água, muito mais que um desconforto político, é uma tragédia social, com prejuízos inestimáveis para pessoas comuns. Ou será que submeteram Dilma a um curso relâmpago de marketing para ela reaparecer positivamente, com luz e água restauradas no país e argumentos na ponta da língua?
Se ela tiver recebido treinamento intensivo, melhor trocar enquanto é tempo os magos de imagem. Lula pode também providenciar uma transposição de personalidade. Dilma não passa em nenhum Enem de simpatia ou serenidade, mesmo se receber antes a prova. É só colocar um microfone diante dela, é só uma repórter fazer uma observação simples e pertinente. “Ministra, a senhora garantiu há duas semanas que não havia mais risco de apagão porque agora o país tem planejamento”. A ministra encrespa as mãos, engrossa a voz: “Minha filha, você está confundindo duas coisas. O que houve foi um apagão, não um blecaute. Blecaute é barbeiragem”. Era uma referência ao racionamento de 2001.
Indagada se o país poderia sofrer outro apagão, já que o sistema de Itaipu seria vulnerável a intempéries, Dilma rebateu: “Minha querida, nós, humanos, temos um problema imenso. Nós não controlamos chuva, vento e raio. Sempre quisemos, mas não conseguimos ainda. Talvez algum dia, né?”.
Talvez algum dia, ministra, a senhora encare as perguntas como elas são. Perguntas são feitas em busca de respostas. Talvez a senhora mude o tom. Seria bom entender que a água rola, a Terra gira, e que não adianta Lula tentar blindar a avó do PAC se ela se mostrar mais arrogante que o Lobo Mau. Não somos o Chapeuzinho e o PT deixou de ser vermelho.
A fábula do lobão e da vovó do PAC
RUTH DE AQUINO
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.brA fábula da semana – o apagão – colocou em evidência um personagem que andava sumido, o Lobão. Num primeiro momento, ninguém sabia onde andava a avó (do PAC). Temeu-se por Dilma porque o Lobão é emburrado e de poucas palavras. Ele deu o conto por “encerrado”. Depois se soube que a ex-ministra de Minas e Energia estava cuidando da floresta. Nós – os Chapeuzinhos Vermelhos – somos tão ingênuos que acreditamos que raios deixaram 18 Estados do Brasil às escuras por até quatro horas.
Nós também acreditamos que a floresta será salva, especialmente porque o grande caçador de votos depende do verde para não deixar a “fada-marina” enfeitiçar eleitores e atrapalhar a sucessão em 2010.
Quando a avó do PAC ressurgiu com todo o vigor, todos respiraram aliviados. O ministro Edison Lobão, ex-governador do Maranhão, em sua hesitação de meias palavras, consegue menos empatia com o público do que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Já estava ficando embaraçoso ver e escutar as desculpas de Lobão. E Dilma caiu na armadilha da oposição, que a provocou. “Quem escondeu a ministra?” A pré-candidata (conhecida no Nordeste como “a mulher do Lula”) hoje sobe em todos os bons palanques – do pré-sal, do pós-sal, do pré-pós-PAC. Não falta a uma festa ou inauguração. Quando o palanque é frágil, ela some na floresta para preparar o discurso ambientalista que apresentará em Copenhague em dezembro.
Como o país inteiro sabe, e o Chapeuzinho Vermelho também, Dilma é contra o desmatamento desde criancinha. Tanto que nem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, consegue mais aparecer. Depois de reunião ministerial em São Paulo sobre metas para reduzir emissão de gases, mandaram Minc sair de fininho para Dilma falar com a imprensa. Seja pelo “efeito cabocla” – de Marina Silva como candidata pelo PV –, seja por um súbito despertar para a questão ambiental, Dilma aos poucos tenta vestir o colete de campeã da causa verde. A ministra comemorou na quinta-feira o menor desmatamento anual da Amazônia desde 1988 – e apagou da foto oficial a senadora do Acre, que saiu do governo derrotada pelo desenvolvimentismo de Dilma.
O apagão pôs em evidência o ministro Lobão. Enquanto ele
falava, a avó Dilma cuidava da floresta
Os efeitos do blecaute sobre o governo são modestos, se comparados aos efeitos de Dilma sobre si mesma. Será que Lula escondeu sua candidata durante 40 horas e jogou o Lobão às feras com o objetivo de desvinculá-la de um evento tão impopular? Falta de luz e água, muito mais que um desconforto político, é uma tragédia social, com prejuízos inestimáveis para pessoas comuns. Ou será que submeteram Dilma a um curso relâmpago de marketing para ela reaparecer positivamente, com luz e água restauradas no país e argumentos na ponta da língua?
Se ela tiver recebido treinamento intensivo, melhor trocar enquanto é tempo os magos de imagem. Lula pode também providenciar uma transposição de personalidade. Dilma não passa em nenhum Enem de simpatia ou serenidade, mesmo se receber antes a prova. É só colocar um microfone diante dela, é só uma repórter fazer uma observação simples e pertinente. “Ministra, a senhora garantiu há duas semanas que não havia mais risco de apagão porque agora o país tem planejamento”. A ministra encrespa as mãos, engrossa a voz: “Minha filha, você está confundindo duas coisas. O que houve foi um apagão, não um blecaute. Blecaute é barbeiragem”. Era uma referência ao racionamento de 2001.
Indagada se o país poderia sofrer outro apagão, já que o sistema de Itaipu seria vulnerável a intempéries, Dilma rebateu: “Minha querida, nós, humanos, temos um problema imenso. Nós não controlamos chuva, vento e raio. Sempre quisemos, mas não conseguimos ainda. Talvez algum dia, né?”.
Talvez algum dia, ministra, a senhora encare as perguntas como elas são. Perguntas são feitas em busca de respostas. Talvez a senhora mude o tom. Seria bom entender que a água rola, a Terra gira, e que não adianta Lula tentar blindar a avó do PAC se ela se mostrar mais arrogante que o Lobo Mau. Não somos o Chapeuzinho e o PT deixou de ser vermelho.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão.
Veja a carta que um juiz colocou no jornal de hoje: Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) .
Mensagem ao presidente!
Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Márcio, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para 'meter a mão na decisão do juiz', mas para abrir a 'caixa-preta' do Poder... Vi também V. Exa. falar sobre 'duas Justiças' e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.
Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só.
Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Márcio tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.
Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.
Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,
em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .
E a Benedita, sr. presidente?
Disse ela que ficou sabendo dos fatos apenas no dia da reportagem. Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Márcio sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco).
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos.
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Márcio, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão 'caixa-preta' não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma 'escova'. Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.
P.S.: Dê lembranças a 'Michelle'.
(Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo
Mensagem ao presidente!
Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Márcio, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para 'meter a mão na decisão do juiz', mas para abrir a 'caixa-preta' do Poder... Vi também V. Exa. falar sobre 'duas Justiças' e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.
Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só.
Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Márcio tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.
Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.
Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,
em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .
E a Benedita, sr. presidente?
Disse ela que ficou sabendo dos fatos apenas no dia da reportagem. Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Márcio sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco).
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos.
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Márcio, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão 'caixa-preta' não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma 'escova'. Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.
P.S.: Dê lembranças a 'Michelle'.
(Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Supremo deve derrubar posse imediata de novos vereadores - Último Segundo / Brasil - IG
O LEGISLATIVO Brasileiro se comporta como ditadores.
domingo, 1 de novembro de 2009
Elis Regina fala de ecologia em 1980
Elis Regina, com Maria Rita, sendo entrevista por Marília Gabriela no programa TV Mulher, em 1980. Ela fala de sua preocupação com a ecologia e defende a idéia de cada um fazer alguma coisa no seu próprio pedaço.
10 para a educação Petition
10 para a educação Petition: "View Current Signatures - Sign the Petition"
To: Congresso Nacional e Presidência da República
Por mais investimento em educação. O Brasil investe apenas 4,5% do PIB na educação. Queremos que os investimentos em educação atinjam pelo menos 10% do PIB e destes 10% deve-se reservar boa parte para a educação no interior dos estados. Só assim poderemos reduzir o número de 14 milhões de analfabetos e de 30 milhões de pessoas que mal sabem ler e escrever o próprio nome. 10% para educação é uma aposta no futuro do Brasil.
To: Congresso Nacional e Presidência da República
Por mais investimento em educação. O Brasil investe apenas 4,5% do PIB na educação. Queremos que os investimentos em educação atinjam pelo menos 10% do PIB e destes 10% deve-se reservar boa parte para a educação no interior dos estados. Só assim poderemos reduzir o número de 14 milhões de analfabetos e de 30 milhões de pessoas que mal sabem ler e escrever o próprio nome. 10% para educação é uma aposta no futuro do Brasil.
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