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sábado, 24 de maio de 2008

Embrapa Florestas tem novo Chefe-geral

21 de Maio de 2008 Embrapa Florestas tem novo Chefe-geral O pesquisador Helton Damin da Silva será o novo Chefe-geral da Embrapa Florestas (Colombo/PR). Ele assume o cargo a partir de 02/06, quando também devem tomar posse novos chefes adjuntos de Pesquisa & Desenvolvimento, Administração e Comunicação, Negócios e Apoio. O processo de seleção ao cargo de Chefe-geral teve início de dezembro do ano passado e contou com fases de avaliação de currículo, avaliação do plano de trabalho dos candidatos e seu memorial em audiência pública, entrevista e análise do perfil gerencial e entrevista com o Diretor-Presidente e Diretoria Executiva da Embrapa. Helton Damin da Silva é engenheiro florestal formado pela Universidade de Viçosa, mestre em Ciências Florestais pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Esalq/USP, e doutor em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná – UFPR. Trabalha desde 1978 na Embrapa, onde iniciou sua carreira na Embrapa Semi-Árido. Após um período de licença, quando atuou na iniciativa privada (1986), retornou à Embrapa em , na Embrapa Florestas, onde, além da condução de pesquisas relacionadas à silvicultura de eucalipto, exerceu diversos cargos, entre eles o de Chefe de Pesquisa & Desenvolvimento. Desde 2007, o pesquisador coordena o projeto “Florestas energéticas na matriz de agroenergia brasileira”, iniciativa inédita que reúne mais de 70 instituições e 130 pesquisadores em rede com o objetivo de desenvolver, otimizar e viabilizar alternativas ao uso de fontes energéticas tradicionais não renováveis, por meio da biomassa de plantações florestais, contribuindo para a ampliação da matriz energética nacional de forma sustentável. Helton afirma que “um dos motivos que me levaram a concorrer ao cargo de Chefe-Geral da Embrapa Florestas é a imensa vontade de colocar minha experiência à disposição da Embrapa e da Unidade de forma mais incisiva e intensa. Acredito que, como Chefe-Geral, posso contribuir para o desenvolvimento e crescimento da Embrapa Florestas”. Para o atual Chefe-geral da Unidade, Moacir Medrado, fica a certeza de ter realizado um excelente trabalho enquanto esteve à frente da Unidade. “Assim como colaborei com a Embrapa, também aprendi muito. Hoje sei o quanto evolui não só tecnicamente, mas também pessoalmente. Por isso, agradeço a todos e saio da Chefia com a certeza de dever cumprido e a confiança no bom trabalho que, certamente, será desenvolvido pelos colegas que vão compor a nova Chefia”, afirma Medrado.

Transposição do rio São Francisco: ibama multa governo federal

Transposição do rio São Francisco: Ibama multa governo federal em R$ 374 mil Incluido por admin em Maio 23, 2008 - A transposição do rio São Francisco –importante obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)– foi multada em R$ 374 mil por desmatar área às margens do rio e descumprir exigências feitas pelo órgão de licenciamento ambiental do governo. Por Marta Salomon, da Folha de S.Paulo, em Brasília, publicada pela Folha Online, 22/05/2008 - 11h01. O Ministério da Integração Nacional, responsável pelo empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, informou anteontem que analisa se recorrerá da punição aplicada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na sexta-feira. “Achamos que não somos culpados, a proibição de desmatar áreas de proteção permanente prevê exceções em caso de obras de alto interesse público”, alegou João Santana, secretário de infra-estrutura hídrica do ministério e coordenador da obra. A multa decorre da vistoria iniciada no ano passado por equipe do Ibama nos primeiros trechos da transposição, localizados nos municípios de Cabrobó e Floresta, ambos em Pernambuco, com base das condições impostas pelo instituto para autorizar o início da obra.

transposição do rio São Francisco: Ib

transposição do rio São Francisco: Ibama multa governo federal em R$ 374 mil Incluido por admin emMaio 23, 2008A transposição do rio São Francisco –importante obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)– foi multada em R$ 374 mil por desmatar área às margens do rio e descumprir exigências feitas pelo órgão de licenciamento ambiental do governo. Por Marta Salomon, da Folha de S.Paulo, em Brasília, publicada pela Folha Online, 22/05/2008 - 11h01. O Ministério da Integração Nacional, responsável pelo empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, informou anteontem que analisa se recorrerá da punição aplicada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na sexta-feira. “Achamos que não somos culpados, a proibição de desmatar áreas de proteção permanente prevê exceções em caso de obras de alto interesse público”, alegou João Santana, secretário de infra-estrutura hídrica do ministério e coordenador da obra. A multa decorre da vistoria iniciada no ano passado por equipe do Ibama nos primeiros trechos da transposição, localizados nos municípios de Cabrobó e Floresta, ambos em Pernambuco, com base das condições impostas pelo instituto para autorizar o início da obra.

domingo, 18 de maio de 2008

Etanol de celulose

energia 17/05/2008 Etanol de celulose pode ajudar a suprir demanda energética, diz estudo A conversão de biomassa de celulose, que é abundante e renovável, no biocombustível etanol é uma alternativa "promissora" para fazer frente à escassez de recursos energéticos, segundo um artigo publicado nesta sexta-feira (16) pela "Nature Reviews Genetics". Os biocombustíveis podem ser uma solução para evitar a instabilidade política e os problemas ambientais derivados da dependência do petróleo, uma matéria-prima que se esgota. Atualmente, a maioria destes biocombustíveis é gerada a partir de cereais ou açúcar, mas não são suficientes para atender à demanda global de combustível, além de serem acusados de encarecer os preços dos alimentos básicos. Cientistas da Michigan State University, nos Estados Unidos, propõem como alternativa a este tipo de biocombustível o etanol derivado da celulose, proveniente da biomassa (que são as plantas terrestres e os derivados destas), muito abundante. No entanto, os custos da produção deste etanol são altos, duas a três vezes mais caros que a produção de biocombustíveis a partir de grãos, pois são necessárias enzimas que só se conseguem em bioreatores e os tratamentos prévios são complexos. Por isso, os cientistas norte-americanos recomendam a utilização de técnicas de engenharia genética para conseguir que as próprias plantas passem a produzir estas enzimas, o que apenas requereria a luz solar como energia para o processo. A equipe de investigação afirma que o etanol de celulose tem uma baixa toxicidade, é facilmente biodegradável e seu uso produz menos poluição que a combustão do petróleo. Além disso, alegam que um aumento das colheitas para a produção de bioetanol reduz os níveis de concentração de gases do efeito estufa, principalmente pelo uso do dióxido de carbono atmosférico na fotossíntese. Por último, indicam que, embora a produção e consumo do bioetanol libere gases que poluem e aquecem a atmosfera, como resultado global se conseguiria uma grande redução da concentração de gases do efeito estufa. (Fonte: Estadão Online)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fujitsu apresenta notebook de madeira
(15/4/2008 07:51:56)



Notebook de Madeira

A Fujitsu apresenta esta semana um notebook com um case feito em madeira, substituindo o tradicional plástico.

O modelo ecológico, que ainda é um protótipo, usa madeira de cedro no case e, em algumas áreas, plástico especial produzido com fontes renováveis como óleo vegetal no lugar do petróleo.

O notebook é uma criação da Fujitsu e da Monacca, um grupo de designers japoneses especializado em produtos feitos com madeira. A Monacca oferece uma linha de móveis e sacolas deste material em seu web site e lançou recentemente uma calculadora em um case de madeira.

A Fujitsu já trabalha com o bioplástico em seus equipamentos desde 2002, quando começou a usar milho para produzir o material. O resultado já está nas prateleiras, com o laptop Biblo NX95, cujo case conta com 30% do plástico ecológico.

Os notebooks farão parte da exposição "Japan Design 2008" que integra o evento de design "Milan Salone", na Itália.
Autor: IDG News Service/Japão

Este e outros exemplos dão sinal da nobreza do produto madeira e sua utilização será sempre ampliada.

sábado, 19 de abril de 2008

O eucalipto como artigo de luxo

Notícias Florestais 2008-04-15 - O eucalipto como artigo de luxo Apesar de 83% dos eucaliptos que são cortados na Espanha se destinarem a celulose, sua versatilidade atrai os fabricantes de automóveis de luxo, que utilizam esta madeira na decoração interior dos veículos, sobretudo em volantes e painéis. Marcas como Bentley, Cadillac, Mercedes e Volkswagen o utilizam. Galicia é a primeira potência madeireira espanhola, e durante o ano 2007 mais de 40.000 proprietários galegos venderam madeira, o que se supõe um volume de 7,4 milhões de metros cúbicos - a metade, eucalipto-. O faturamento das empresas de primeira transformação (acabamento, serrado, painéis e pasta de papel) foi de 1.645 milhões de euros, o que supõe um crescimento de 6,2% respectivamente ao ano anterior. Pelos subsetores, o painel e a pasta de papel são as atividades com maior volume de faturamento, com um total de 904 milhões de euros. Em pasta se produziu um incremento de 2% no ano passado, enquanto que o painel o faturamento diminuiu 3%. O segmento de acabamento, com vendas de 375 milhões de euros, e os serrados, com 366 milhões. Fonte: REMADE / Agroinformación/Forestalweb

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Das alternativas a seguir, quais você acha mais viável para a população das regiões secas? Construir cacimbas nas propriedades rurais Fazer captação da água da chuva dos telhados Fazer captação da água da chuva em áreas impermeabilizadas próprias, como modelos já em teste Transposição do Rio São Francisco, atendendo poucas famílias a alto custo Outros

domingo, 13 de abril de 2008

FLORESTA COLONIAL

Número 07/2001 Floresta Colonial B O L E T I M I N F O R M A T I V O _________________________________________________________________ Projeto: Revitalização da pequena propriedade rural na região central do Rio Grande do Sul, pela atividade florestal Editorial Este é um número extra do Boletim Informativo Floresta Colonial, veículo de informação do projeto Floresta Colonial. O Projeto, iniciado em 1998 com o objetivo de incrementar a atividade florestal nos municípios da Quarta Colônia de Imigração Italiana no Rio Grande do Sul, é a materialização de um convênio entre a Universidade Federal de Santa Maria e a Universität für Bodenkultur de Viena, Áustria. Enquanto as edições anteriores foram dirigidas aos agricultores e tinham como objetivo principal a demonstração da conveniência da produção florestal nas propriedades rurais, este número é voltado, especificamente, àqueles que, de alguma forma, já estão ligados à atividade florestal, e objetiva incentivar a reflexão sobre a necessidade de mudança de paradigmas no trato das questões florestais. Você tem à sua disposição o depoimento de um ilustre engenheiro florestal, cuja experiência e amor pela causa florestal, especialmente gaúcha, são amplamente conhecidos e reco-nhecidos. Leia-o, reflita, tome atitude. Carta aberta aos interessados nas questões florestais do Rio Grande do Sul. Franz Andrae Tomo a liberdade de opinar, já que acompanho – muitas vezes só de longe – a sorte do ambiente florestal gaúcho. Pude participar, durante quase dez anos, da formação do curso de Engenharia Florestal de Santa Maria, experiência que influiu muito sobre meu pensamento e meu horizonte. Embora desligado de uma colaboração direta há mais de 20 anos, jamais diminuiu o meu interesse pelas questões florestais gaúchas. Ao contrário, a partir de 1996, começamos a planejar e, finalmente, em 1998, a implantar o projeto Floresta Colonial, concretizando uma antiga idéia. As linhas seguintes são uma reação ao ambiente que esta idéia enfrentou; é um texto crítico, certamente, porém de intuito positivo, resultado de um pensa-mento subjetivo, mas sem interesse pessoal, uma tentativa de aplicar experiências e conhecimentos adquiridos em “duas pátrias”. Perdoem-me a ousadia de, como austría¬co, opinar interpretando o setor florestal de vosso hospitaleiro Estado. Não se trata de um pensamento de superioridade que me motiva, e sim de gratidão e simpatia pelo Rio Grande e o seu povo, aliado a minha convicção que este chão possui enormes potencialidades, proporcionadas por suas características naturais, estruturais e humanas. Do projeto – ponto de partida Com parcos recursos e pequena equipe, mas cheios de expectativas co-meçamos a divulgar a idéia da Floresta Colonial. Ela tem por fundamento a convicção de que a floresta é mais do que um conjunto de árvores destinado ao fornecimento de benefícios imateriais. Acreditamos que a sobrevivência da humanidade depende da produção primária, baseada na energia solar, sendo, assim, o uso do solo uma necessidade natural. Por isto, o aproveitamento das florestas merece ser considerado não somente como fator sócio-econômico mas, sobretudo, como um recurso natural renovável. Floresta Colonial quer tornar realidade este conceito amplo, em benefício da sociedade e principalmente do interior colonial, através da produção conjunta de bens florestais materiais e imateriais. É no meio colonial de alguns municípios situados a nordeste de Santa Maria que se iniciou o trabalho. Justifica-se a zona de atuação pela grande coincidência do ambiente das colônias tradicionais com as regiões da cobertura florestal original do Rio Grande, onde a topografia apenas parcialmente se apresenta apta à realização de cultivos anuais e ao emprego de tecnologias agrícolas mecanizadas. Trata-se de uma zona representativa para grandes extensões do território gaúcho, habitadas por uma fração apreciável da população rural do Estado. Neste meio colonial, o cultivo florestal significa uma alternativa para culturas pouco rentáveis, sendo indicado, principalmente, para áreas subutilizadas, nas quais as práticas tradicionais aproveitam o solo esporadicamente, alternando curtos períodos de cultivo com longos períodos de descanso, sem nenhum rendimento econômico. O projeto atua, entretanto, num meio cuja tradição, até há pouco tempo, era a substituição da floresta por outros usos do solo – processo destruidor, feito a machado e fogo. Verdade é que se trata de um processo de ocupação de solo como o praticado em todas as partes do mundo, adaptando métodos e cultivos até encontrar estabilidade ecológica nos seus usos. O processo representa o primeiro estágio para a formação das chamadas “paisagens culturais”, de usos estáveis e bem diversificados, altamente atrativas e de elevado potencial turístico. Considerando que, apenas há três ou quatro gerações, os primeiros colonos começavam a enfrentar a vegetação exuberante da mata subtropical, podemos imaginar o predomínio de uma mentalidade agrícola voltada à defesa de áreas desbravadas contra a vegetação lenhosa invasora. Para tal pensamento, o cultivo florestal, necessariamente, significa uma verdadeira reviravolta: a floresta, há pouco uma inimiga, tornando-se, de repente, objeto de fomento e meio de produção? Não tínhamos ilusão quanto ao sucesso imediato e amplo da Floresta Colonial. Mas hoje já existem alguns agricultores pioneiros: temos exemplos modelares em algumas propriedades da região do projeto, com povoamentos que datam de uma iniciativa realizada nos anos 70. Eles servem de demonstração, pontos de partida, provas da alta economicidade da floresta para a colônia e objetos de pesquisas científicas. Também temos novas parcelas experimentais e povoamentos implantados em propriedades familiares, por iniciativa do projeto. Nos contatos com os agricultores, percorrendo com eles lavouras e capoeiras, em reuniões, palestras e excursões, mas também nos encontros com técnicos da extensão agrícola, sente-se que a idéia é bem entendida e aceita. Há, porém, ainda grandes obstáculos para passar da aceitação mental para a ação! Por vezes tímida, por vezes abertamente, encontramos a dúvida, a passividade, a insegurança, o medo – sentimentos que parecem dominar o meio colonial. discutindo os assuntos relacionados à floresta, notamos que a ignorância ou o simples espírito conservador muito raramente são os fatores que inibem os agricultores a adotar a nova idéia, que em outras partes do mundo são tradição e realidade benéfica. Onde, então, se encontra o problema? Chegamos à conclusão de que, em grande parte, é o paradigma florestal vigente no Estado que cria um “clima” desfavorável à assimilação do conceito de cultivo e manejo (sustentado) de florestas nas pequenas propriedades. Do Rio Grande – produtor e consumidor de madeira A atual resistência à aceitação da madeira como cultura alternativa na antiga zona florestal gaúcha chama a atenção. Mesmo sem conhecer os resultados do inventário florestal em andamento, é mais do que óbvio que, nas últimas duas décadas, aumentou a cobertura florestal do Estado (de diferentes estágios). Este fato, porém, não levou a um aumento da oferta madeireira (desconsiderando Pinus e Eucalyptus). Ao contrário, enquanto à época da criação do curso de Engenharia Florestal em Santa Maria, o Rio Grande era exportador de madeira de qualidade, hoje passou à condição de importador de enormes quantidades de matéria-prima oriunda do norte do país. A carência de madeira também é visível quando se observa a qualidade produzida, comercializada e beneficiada: o Rio Grande atual se satisfaz com uma produção de madeira bruta de qualidade comparativamente baixa e níveis modestos de aproveitamento na sua transformação. E mais: o Rio Grande, mesmo que originalmente coberto na sua maior parte de campos, é vizinho de vastas regiões desprovidas de florestas naturais. Somando-se os fatos, constatamos que a dimensão do mercado local e internacional de madeira, bem como a vocação natural de boa parte das áreas antes cobertas por ricas florestas, deveriam servir de motivação para gerar um amplo movimento estadual em favor da utilização destas chances ecológicas e da potencialidade produtiva existente. Estranhamos a resistência dos agricultores e da classe florestal quanto ao aproveitamento destas oportunidades, já que o gaúcho, se pensarmos no seu papel de vanguarda em relação ao cultivo da soja no Brasil, sabe ser flexível e aberto às novas idéias. Do paradigma florestal no Rio Grande A idéia sobre florestas atualmente dominante parece considerar o Estado como um lugar desabitado e sem estruturas fundiárias. Sem dúvida, não houve um planejamento de uso integrado do solo quando, nos séculos XIX e XX, todas as florestas ainda virgens foram colonizadas, isto é, entregues exclusivamente à agricultura. Faltou a visão de reservar áreas para no futuro atender ao interesse público em florestas, pois é o poder estatal que mais facilmente poderia aventurar-se em empreendimentos de longas rotações ou de conservação. Hoje, no Rio Grande, as áreas pertencentes às Florestas Nacionais são insignificantes e não existem florestas estaduais para produção, cabendo à iniciativa particular o atendimento das demandas de produtos florestais, materiais e imateriais. Quando, nos anos 60, o uso exaustivo das florestas aos poucos acabou com as reservas, optou-se por um modelo de incentivo à produção de madeira, que somente considerou e beneficiou grandes empresas florestais. Surgiram plantações homogêneas de curta rotação, sistemas florestais que lembram os moldes da produção agrícola, sobretudo por se enraizarem, principalmente, em zonas de campos e em áreas facilmente mecanizáveis. Estas florestas não nasceram da convicção de sua singular vantagem para o uso múltiplo do solo. Não! O desenvolvimento florestal foi muito mais uma reação aos incentivos financeiros específicos, que não deixaram opção para a produção de madeira nos milhões de hectares do Rio Grande, sob cobertura florestal nativa, em posse de centenas de milhares de pequenos proprietários. Com os anos tornaram-se visíveis, na paisagem, as florestas econômicas, manejadas com técnicas adequadas, contrastantes com as outras florestas, de áreas muitas vezes mais extensas e sem finalidade econômica, nem manejo. E esta diferenciação onipresente, espacial e funcional, virou ideologia. Aos poucos surgiu um novo paradigma: a dissociação efetiva das áreas florestais por suas funções. De um lado, as florestas de produção e, de outro, as quase intocáveis. Parece que não se levou em consideração o conceito moderno de uso múltiplo, isto é, a obtenção simultânea de matéria-prima, proteção, equilíbrio ambiental e benefícios recreativos. Neste conceito, qualquer tipo de floresta, seja plantada, seja nativa, deveria ser avaliada, usando-se os mesmos critérios ecológicos e sócio-econômicos. No Rio Grande optou-se por um conceito de separação de funções das florestas; opção até aceitável, quando se trata de um planejamento para regiões despovoadas, mas fatídico para regiões com estruturas já definidas. Este conceito era menos estranho nos anos 60 e 70, quando existia otimismo na agricultura, pelas perspectivas aparentes da soja. A realidade hoje é outra: é a da falta de alternativas agrícolas para as regiões coloniais com topografia de vocação florestal. O êxodo rural, em conseqüência, tornou-se um fenômeno comum. A inexistência de produção sustentada de madeira nas zonas antigamente florestadas não se deve somente à ausência de incentivos financeiros, mas muito mais ao não reconhecimento do potencial econômico inerente a estas áreas. A colocação da existência destas florestas como sinônimo de proteção ambiental é de tal modo divulgada, que se tornou pecado pensar em sua utilização. Verifica-se até uma tendência de impor esta separação espacial/funcional, não com diálogo e recompensa, mas através de forte militância, com atitudes semelhantes ao combate ao terrorismo ou ao narcotráfico, proporcionando aos eco-guerreiros uma aura de heroísmo (basta analisar as reportagens em jornal, rádio, TV). O efeito sobre a percepção dos proprietários e habitantes do interior, por falta de diálogo, esclarecimento e suporte, e pelo excesso de regulamentações, não é o desejado. Gera apenas sentimentos de desinteresse, incerteza, medo e a conseqüente falta de perspectivas e de conhecimento. Toda vez que, em nossos contatos com os agricultores, o assunto se referiu à floresta e sua utilização sustentada, foram ouvidas alegações carregadas dos sentimentos citados que, por fim, superam os argumentos mais lógicos à favor da Floresta Colonial. Verificamos, assim, que a realidade florestal se caracteriza, por um lado, pela extrema liberalidade do uso de florestas exóticas e, por outro, pela imposição severa das funções exclusivamente sociais às áreas nativas das pequenas propriedades. Enquanto das florestas industriais não se exige qualquer geração de benefícios imateriais (embora o façam), impede-se a possibilidade de usufruir os benefícios econômicos das florestas nativas. Chama-nos a atenção o fato de que a própria Engenharia Florestal, certamente na melhor das intenções, coopera para a manutenção deste paradigma intransigente. Mundo afora, prevalece a convicção de que os melhores resultados nas tentativas de proteção dos recursos naturais são obtidos pela integração, pela participação e pelo despertar dos interesses da população diretamente atingida. Será que o clima de tensão que se criou em torno da teoria e prática reflete um antagonismo entre cidade e campo? Será que as regras do jogo foram elaboradas assim, por ignorar-se a complexidade dos sistemas florestais e se desconhecer a realidade ecológica, sócio-econômica e cultural do interior? Sendo o uso múltiplo uma faceta da sustentabilidade, não podemos deixar de constatar uma realidade um tanto hipócrita: fala-se e exige-se a sustentabilidade, porém sem fomentá-la. Ao contrário, impede-se a sua implantação integral. Dos regulamentos – excessos e carências O desenvolvimento agrícola nas regiões coloniais foi acompanhado pela eliminação – por vezes necessária, é certo – das florestas. Neste período elas serviam somente como reserva territorial e ninguém, salvo José Zell, no seu famoso memorial de 1929, as qualificou como fonte permanente de benefícios para os agricultores. As conseqüências do desmatamento foram reservas esgotadas e danos ambientais. A legislação florestal da época era inapta para disciplinar o processo. Assim, pode-se entender o espírito dos regulamentos atuais também como reação, até necessária, à dinâmica de degradação ambiental e aos desperdícios de ricos recursos naturais. Ninguém duvida do direito da sociedade de intervir no tratamento de florestas, mesmo particulares, já que se trata de um bem cujos efeitos são de interesse comum. Na formulação e execução das normas há determinações rígidas, acompanhadas de punições muito severas, prova de desconfiança das intenções dos proprietários de florestas (nativas). A estrutura do setor florestal público, porém, é complicada. Parece-nos estranho que as florestas não sejam consideradas como parte dos assuntos de uso do solo, pertencendo integralmente a um só órgão, que engloba temas de agricultura, pecuária e florestas. Uma secretaria de produção rural, por exemplo. Na realidade, há uma sobreposição de agendas de entidades ambientais e da agricultura, além da atomização de competências e da constante migração de responsabilidades. A prática, então, às vezes, leva à atuação simultânea de várias instituições num mesmo pedaço de terra, além de confrontar o cidadão, continuamente, com situações administrativas diferentes e regulamentos novos em relação à floresta. Poder-se-ia interpretar esta alta freqüência de modificações também como uma conseqüência da reduzida praticabilidade das leis, portarias, decretos etc., substituindo-os por outros provisórios, igualmente de curta duração. Isto criou uma situação que, até para os casos mais triviais, se exigem planos e projetos, fazendo dos interessados, dependentes de “peritos”, desestimulando a formação de um espírito florestal positivo no meio rural. Na ânsia de acabar com o tratamento abusivo das florestas, é exercido um controle sistemático, o que necessariamente acaba em restrições, formalizações e punições exuberantes. O efeito óbvio é contra-produtivo, por não fazer jus às multiplicidades de ambientes florestais. A “formularização” da atividade florestal, baseada em manuais, guias, fórmulas – enfim, receitas –, leva a uma terrível e desnecessária inflexibilidade quando se trata de usar espécies ou florestas nativas. Qualquer procedimento se torna objeto de intervenção “técnica”, ocupando autoridades qualificadas com trivialidades, como no caso do corte de árvores singulares ou até mesmo de árvores mortas. A rigidez de normatizar qualquer intervenção dificulta manejos adequados às situações locais específicas, para as quais jamais podem existir manuais apropriados. Para um europeu, certas disposições legais não deixam de ter algo de grotesco ou cômico: o não reconhecimento de renovação natural como reposição obrigatória; o plantio de um determinado número de árvores por unidade volumétrica cortada; o rigor das vistorias e planos para espécies nativas do Brasil, mesmo quando estas são plantadas fora do seu habitat natural; as restrições extraordinárias para as espécies nativas e a liberalidade frente às monoculturas exóticas. A preocupação da legislação florestal, bem como de certas entidades ambientalistas, torna-se um tanto contraditória no que tange à origem das árvores. Simplificando, talvez a verdade seja que no Rio Grande de hoje haja uma única forma de produzir madeira sem “incomodar-se”: a de optar pelo uso de espécies exóticas. Chama-nos a atenção o seu trato preferencial pelos regulamentos. Compartilhamos as dúvidas de muitos ecólogos quanto ao uso de espécies introduzidas em maciços, considerando a riqueza do Estado em madeiras nobres autóctones. Entre alguns ambientalistas, estas dúvidas por vezes levam à fobia desnecessária contra as espécies florestais exóticas. Estranhamente, o Brasil, em outras áreas, soube fazer, do introduzido, símbolos nacionais ou regionais, como no caso do churrasco (gado), do cafezinho, da caipirinha (cana) ou da soja – e nada disso é autóctone! Somente regulamentações que facilitem a produção e o uso das essências nativas poderão gerar mais interesse; o que se vê na prática, porém, é o contrário. Os procedimentos para permitir a realização de atividades com espécies ou florestas nativas são de tal modo minados de complicações, que geram a impressão de que tudo existe, não em função da preocupação com os ecossistemas, mas para arrecadação de taxas, honorários ou multas. Esta impressão se alimenta dos comunicados orgulhosos, dados à imprensa, relativos aos valores de multas aplicadas. Se, por um lado, encontramos um exagero de regulamentações normatizantes, por outro, sentimos também a falta de certas considerações na lei – e queremos mostrar apenas alguns exemplos, entre tantos que mereceriam ser mencionados. Regula-se até nos detalhes o procedimento para obter uma permissão de corte e transporte de até duas árvores, mas nem existe uma definição sobre “o que é floresta”. Exigem-se vistorias, mas falta a definição de um prazo máximo para a sua execução. Mencionam-se as várias vantagens das florestas, mas evita-se uma consideração do seu efeito em conjunto, o do seu uso múltiplo. Os regulamentos sobram em detalhes, mas são insuficientes no geral: sabemos que os benefícios decorrem da cobertura florestal, sendo, conseqüentemente, mais importante considerar a eficiência da área e não de árvores singulares. Regulamenta-se o descapoeiramento, como se dependesse do tamanho da propriedade e não de sua própria dimensão. Exige-se um sem número de informações para planos de manejo, mas faltam os instrumentos para aproveitá-las no próprio planejamento. Obriga-se o consumidor de madeira a preocupar-se com o abastecimento sustentado, no lugar de harmonizar a produção florestal com o mercado e com o interesse público. Determinam-se diâmetros mínimos para exploração de espécies, como se não soubéssemos da existência de enormes diferenças nas qualidades de sítio. Decreta-se a cobertura florestal mínima nas propriedades rurais, sem considerar as diferenças fisionômicas da vegetação natural, etc, etc... Se o entusiasmo e o esforço para o controle ou a coerção das atividades na floresta nativa fossem investidos em programas positivos de produção, através de esclarecimento e fomento, criar-se-ia um clima favorável à floresta, sim, mas contribuindo, ao mesmo tempo, para a integração da população na marcha de um desenvolvimento sustentável, isto é, ecológico e socialmente justo. Da ecologia das florestas do Rio Grande A consciência ecológica da sociedade, sem dúvida progrediu muito, ultimamente. Nem sempre, porém, com toda a conseqüência. É uma opinião bastante difundida, a que equipara a ecologia com a proteção e a proteção florestal com a sustentabilidade. Não é um fenômeno exclusivamente gaúcho – também nos países industrializados há quem pense que a função da ecologia não é a de ser guia para o manejo consciente da natureza mas, sim, ser a própria proteção ambiental. Queremos, com poucos exemplos, mostrar que, às vezes, o efeito não é ecologicamente correto. Hoje se comemora uma vitória ecológica, quando florestas são declaradas intocáveis, mas se desconsidera, por completo, que o mercado gaúcho de madeiras se abastece em grande parte de outras regiões. O custo ambiental de 4.000 km de transporte em estradas, partindo da Amazônia até o Rio Grande, é enorme: seria muito mais ecológico produzir (e cortar) a madeira perto do local de consumo. Assim, o Rio Grande está participando diretamente do desgaste de reservas naturais. E mais: ninguém também pergunta pela eficiência ambiental dos controles exigidos pela lei florestal, até para fiscalizar cortes de volumes insignificantes. Também não encontramos ninguém que se preocupe com a propagação do uso do gás (proveniente de energia fóssil) no meio colonial, enquanto árvores mortas, potencialmente lenha e recurso renovável, devem apodrecer no mato. Não seria muito mais ecológico incentivar justamente o manejo das florestas nativas nas pequenas propriedades rurais, criando um mosaico ecológico de diversidade extraordinária na paisagem colonial? Não seria justamente esta a situação que também os movimentos ambientalistas desejam? Não nos convém qualificar as grandes plantações econômicas, homogeneizadas até geneticamente, porém elas são aceitas e incentivadas para obter matéria-prima lenhosa padronizada. Por que, então, se torna problema aceitar com naturalidade o potencial produtivo existente nas florestas nativas? E nem vamos lembrar aqui o lado eco-sociológico desta comparação, a mão-de-obra ocupada, os empregos gerados pelo trabalho nas florestas coloniais e, posteriormente, pelo aproveitamento da matéria-prima produzida. Da Engenharia Florestal As dificuldades encontradas para o uso das florestas coloniais provavelmente também se devam a um certo déficit de conhecimentos técnicos em relação ao trabalho com estas formações complexas. O Rio Grande esteve entre os primeiros estados brasileiros a dispor de um curso superior de Engenharia Florestal, tendo formado centenas de engenheiros. Qual é o papel da Engenharia Florestal na prática? Qual é a sua função na sociedade, a sua contribuição para um desenvolvimento ecologicamente sustentável e socialmente justo? Seria mero acaso que, durante a existência do curso de Engenharia Florestal em Santa Maria, o Estado tenha passado da condição de exportador de madeira para a de grande importador? Sem dúvida é injusto correlacionar os dois fatos, pois as exportações resultaram da pilhagem dos pinhais nativos; mas a verdade é que o aumento da produção de madeira durante estes 30 anos não acompanhou a demanda crescente. Qual a explicação para isso? Será que não houve penetração suficiente das opiniões dos técnicos na determinação dos objetivos do desenvolvimento florestal? Qual é então a tarefa da Engenharia Florestal? E pergunto até: existe um perfil definido, que torna a profissão singular? Creio que a resposta é negativa, fazendo com que não se perceba bem o caráter singular do engenheiro florestal entre as profissões ligadas ao meio ambiente. Talvez isto seja um indicativo para a falta de emancipação. Sabemos que não foi fácil para a profissão enraizar-se dentro das ciências rurais e ambientais, mas, aos poucos, esperava-se que a Engenharia Florestal se ocupasse dos assuntos de relevância florestal, de modo a transportar os seus pontos de vista para a sociedade. Quer me parecer que, em parte, aconteceu até o contrário: uma diluição do espírito florestal nos paradigmas vigentes. Uma prova disso é a interpretação da evolução da cobertura arbórea do Estado: nota-se que o aumento visível das áreas florestais vem sendo louvado como mérito da legislação. Na verdade, é conseqüência da crise da agricultura colonial, seguida do abandono de terras. Certamente não é motivo para se orgulhar. Não que não desejássemos um aumento da percentagem de terra florestada, mas é contraprodutivo e ingênuo desconsiderar os efeitos colaterais: quem se orgulha da volta das florestas, deste modo, corre o risco de ser responsabilizado pela continuidade do déficit de madeira, pelo despovoamento do interior, pelo êxodo rural, pela paisagem asselvajada e pelo aparecimento de favelas até nas pacatas cidadezinhas da colônia gaúcha. Desta transformação estrutural da paisagem colonial, a Engenharia Florestal poderia ter tirado motivos para se projetar, insistindo na integração das funções florestais como modelo de solução. A Engenharia Florestal, em vez de ser como qualquer um dos grupos que trabalham no campo ambiental, deveria dedicar-se mais à produção, num sentido amplo, através da pesquisa, do ensino, da extensão, da conservação dos recursos hídricos, de incentivos, da publicidade. Com este perfil específico, a profissão geraria uma competência insubstituível e inconfundível. Considero um beco sem saída, um caminho sem sustentabilidade, dedicar-se demais às tarefas de fiscalização mesquinha, fornecimento de certidões e elaboração de projetos de pouco desafio técnico. As florestas não deveriam ser vistas desta forma para geração de recursos para a classe. Ao contrário, esta deveria promover o desenvolvimento florestal, visando a geração de recursos para a sociedade. Ainda não é tarde para começar um processo de reorientação da missão dos engenheiros florestais. Emitindo sinais de incentivo à produção, serão abertas perspectivas para atividades satisfatórias e importantes em seus efeitos sobre as condições sociais e econômicas do Estado. Da ilusão de um Rio Grande florestal Querendo, todos nós aprendemos, a cada dia que Deus nos dá. Aprendemos analisando a realidade, analisando o nosso meio ambiente em constantes modificações. Condicionemos os nossos objetivos aos achados destas análises. Hoje as condições socioeconômicas são bem diferentes das de 20 ou mais anos atrás. As mudanças no interior do Rio Grande criaram uma série de problemas, inclusive sociais, que a nossa profissão poderia atenuar. Revertamos as atitudes burocráticas, de administrar formulários, de recorrer à ameaça, punição e repressão e suas conseqüências. Transformemos tudo isso em um sistema de diálogo, de esclarecimento, de incentivo, para criar um clima positivo e humano. Tomemos a situação estrutural e fundiária do Estado por realidade. A possibilidade de se fazer reservas de vastas áreas intocadas no Rio Grande foi perdida há mais de um século. Dediquemos as áreas de cobertura lenhosa ao uso múltiplo, dando uma oportunidade ao seu potencial produtivo, claro que sempre dentro das normas necessárias de proteção e conservação, mas sem excessos burocráticos. Simples proibições não são soluções inteligentes quando não se oferecem, simultaneamente, alternativas aceitáveis. E a Engenharia Florestal seria um guia para alcançar o uso sustentado da natureza. Despertar o interesse dos agricultores pela causa florestal vai trazer mais satisfação profissional do que incriminá-los. E que ninguém diga que o agricultor não aceitaria cultivos arbóreos e não aprenderia a planejar um regime sustentado de produção. Não precisamos citar os exemplos dos minifundiários centro-europeus, pois no próprio Rio Grande existem várias provas. Basta ver os milhares de agricultores que optaram pela acacicultura como parte de seu sustento. Para eles, aparentemente, bastou a perspectiva econômica e a desburocratização legal, para convencê-los e fazê-los agir. Por que não estimular toda a colônia gaúcha para ativar as terras ociosas que, possivelmente, cobrem 10 ou 20 vezes mais área do que as plantações industriais? Já existem secretários de agricultura municipais dispostos a propagar a floresta para as colônias. Imaginemos se existisse todo um sistema de extensão florestal, condicionando o seu serviço às características e necessidades regionais: quanto emprego para os engenheiros, que campo enorme de pesquisas, que volume de trabalho neste deserto florestal e, também, que novo potencial econômico para o interior! O que o proprietário colonial precisa é de uma perspectiva, principalmente em tempos em que o setor fumageiro, até hoje um suporte da agricultura na zona montanhosa, também discute alternativas de produção. Qual será o futuro se um dia o fumo fracassar em termos econômicos? O que os movimentos conservacionistas e ambientalistas ambicionam é um ambiente ecologicamente sadio. Por que, então, não unirmos os interesses? Para produzir (cortar) madeira, precisamos ter e manter florestas. Quem quer ver florestas, dentro de um país no qual existem segurança, justiça social e perspectivas para o agricultor, que fomente a produção e o consumo florestal, isto é, que concorde também com a posterior utilização da madeira! Afinal, em tempos em que todos falam de sustentabilidade, não há alternativa mais ecológica. Franz Andrae é engenheiro florestal, doutor e professor na Universidade Rural de Viena, Áustria. Ex-professor da Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul. ________________________ Expediente Floresta Colonial Convênio Universidade Federal de Santa Maria (Brasil) Universität für Bodenkultur, Viena (Áustria) Coordenação Prof. Franz Andrae (Austria) e Prof. Miguel Durlo (Brasil) Editores Professores: Delmar Bressan, Franz Andrae, José Newton Marchiori, Miguel Durlo Endereço Departamento de Ciências Florestais CCR/UFSM 97105-900 – Santa Maria (RS) Fones: (055) 220.8444 e (055) 220.8915 Ramal 29 E-mail: mdurlo@ccr.ufsm.br

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

11/12/2007 - 15h07 - Atualizado em 11/12/2007 - 15h31 Engenheiro florestal protege, conserva e recupera florestas Profissional trabalha para suprir a demanda de madeira sem afetar as florestas. Curso mescla disciplinas de ciências exatas com biológicas. Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo entre em contato ALTERA OTAMANHO DA LETRA A- A+ Estúdio Valério Engenheiro florestal trabalha na preservação e manutenção de florestas. (Foto: Estúdio Valério) Saiba mais » Brasil possui cerca de 13 mil engenheiros florestais » Para engenheiro, carreira exige disposição e adaptabilidade » Veja outras carreiras Um profissional responsável pela conservação, preservação e proteção das áreas florestais do país. É desta maneira que o professor Fábio Poggiani, diretor do curso de engenharia florestal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), define a função do engenheiro florestal. E esta profissão é o tema do Guia de Carreiras do G1 desta terça-feira (11). "É o engenheiro florestal que vai atuar diretamente na produção de madeira e outros bens das florestas para gerar produtos para a sociedade de uma maneira geral. Ele vai trabalhar para suprir a demanda de madeira no mercado, por exemplo, sem afetar as florestas, pois ele também vai atuar na sua preservação e recuperação", explicou Poggiani. Segundo o professor Elias Taylor Severo, coordenador do curso de engenharia florestal da Universidade Estadual Paulista (Unesp), as áreas de atuação são muito extensas, mas podem ser divididas da seguinte maneira: Área de produção Estúdio Valério Vista da produção de papel na International Paper do Brasil (Foto: Estúdio Valério) Produção de mudas = O engenheiro trabalha da forma mais antiga (que é o plantio com sementes) até com técnicas de clonagem para melhorar as plantas. Quando as mudas estão prontas, elas vão para o campo. Manejo = a partir daí começa uma nova fase da engenharia, que é o manejo florestal. É fazer com que aquela muda cresça e se desenvolva com as características que o engenheiro planejou. Avaliação da área = depois da floresta feita, um engenheiro avalia a área para saber quanto aquela madeira vai render. É o chamado inventário florestal. Corte, colheita e transporte= depois que a árvore atinge a maturidade em florestas produtivas e não-nativas, entra em ação o pessoal do corte/colheita e transporte. Os equipamentos são automatizados e a madeira é encaminhada para a indústria. Área de conservação Além da produção de madeira, o engenheiro florestal também trabalha com recuperação de áreas degradadas e conservação ambiental. É esse profissional que recupera a mata à beira de um rio, florestas originais, cria parques e manter o meio ambiente em equilíbrio. O processo de trabalho é o mesmo (mudas, manejo), mas o objetivo é outro. "O engenheiro florestal é o profissional capacitado para identificar qual a melhor espécie de árvore que deve ser plantada em determinado local", afirmou Severo. Segundo Poggiani, o Brasil precisa reflorestar suas áreas continuamente. "Já chegamos a importar celulose porque o país não tinha capacidade de produzir o próprio papel. Temos que replantar continuamente porque se dependêssemos das árvores nativas, não teríamos um palito em pé", afirmou o professor. glbFO({src:"/FlashShow/0,,15771,00.swf",width:"600",height:"400",flashvars:"",wmode:"transparent"}) Engenharia florestal x engenharia ambiental Eliana Assumpção/Unesp Alunos do curso de engenharia florestal durante aula prática (Foto: Eliana Assumpção/Unesp) Segundo os profissionais ouvidos pelo G1, as pessoas tendem a confundir as profissões de engenheiro ambiental e florestal. As duas carreiras, no entanto, são completamente diferentes. "O engenheiro ambiental atua principalmente na área de saneamento, água, esgoto, resíduos. Ele trabalha com atividades que afetam diretamente o meio ambiente. O engenheiro florestal tem atuação direta no cuidado, manutenção, preservação e recuperação das florestas. São coisas totalmente diferentes", disse Poggiani. Exatas x biológicas O curso de engenharia florestal mescla matérias de exatas com disciplinas de biológicas, embora seja mais voltado para a biologia. "O aluno tem que saber matemática, física, estatística, porque ele vai usar essas técnicas para os cálculos que terá de desenvolver", disse o professor Severo, da Unesp. Poggiani reforça a afirmação: "É engenharia porque o profissional atua em projetos para produção de mudas, plantio, manejo, etc. E também é da área biológica porque tem todo um trabalho voltado para a biologia, botânica, fisiologia das plantas, recuperação de florestas, etc". Disciplinas Algumas das disciplinas básicas do curso de engenharia florestal são: ecologia geral, desenho técnico, matemática, biologia celular, morfologia, zoologia, química geral, informática, sociologia, estatística, física, genética, química analítica. Já as profissionalizantes incluem topografia, fotointerpretação, propriedades da madeira, materiais de construção e sistemas, inventário florestal, manejo de áreas silvestres, parasitologia florestal, planejamento ambiental, política e legislação florestal, industrialização de produtos florestais e utilização da madeira. initZoom('mudaFonte'); var d = document; var imgTpl = "/Portal/G1V2/img/"; var cliente = 1; var grupo = 5604; var tipo = 2664; var instancia = 211949; function CommentsConfig(cliente, grupo, tipo, instancia, dominio) { var t = ''; this.cliente = cliente; this.grupo = grupo; this.tipo = tipo; this.instancia = instancia; this.paginacaoQtd = "25"; this.dominio = 'comments.globo.com'; } function montaUltimos(){ comments.obterUltimosComentarios(); comments.$display('editorSize', 'block', 'corpoMateria', 'block', 'impressaoBottom', 'block', 'boxesMateria', 'block', 'boxBuscaPor', 'block'); if (comments.$('boxHistorico')) { comments.$display('boxHistorico', 'block'); } } function montaPaginado(){ comments.obterComentariosPaginados(1); comments.$display('editorSize', 'none', 'corpoMateria', 'none', 'impressaoBottom', 'none', 'boxesMateria', 'none', 'boxBuscaPor', 'none'); if (comments.$('boxHistorico')) { comments.$display('boxHistorico', 'none'); } window.location.hash = "#"; } var headLoc = d.getElementsByTagName("head").item(0); var script = d.createElement('script'); script.setAttribute('type','text/javascript'); script.setAttribute('language','javascript'); script.setAttribute('src','http://comments.globo.com/comments2.js'); headLoc.appendChild(script); » escreva o seu comentário» leia todos os comentários (5) Thcaapi - Engenheiro Florestal - Acre12/12/200721h19 A matéria está muito boa, mas não passa a visão integral do Engenheiro Florestal. O trabalho com nativas, com manejo florestal comunitário, com licenciamento ambiental, com fiscalização, entre tantos outros também são atribuições do eng.flor. O campo de trabalho é muito maior do que o apresentado! JÉSSICA12/12/200701h39 um profissional qualificado e consciênte com desenvolvimento sustentável atrelado a conservação e sociedade, esse é o foco da engenharia florestal UFSCAR sorocaba Jéssica _Engenharia Florestal UFSCAR12/12/200701h34 Hoje em dia a preocupação com as florestas aumentou exponecialmente,caracterizando não só a obtenção de lucros com floresta exóticas ou nativas mas principalmente a preservação do meio ambiente de uma maneira ger al. Nestas cincunstâncias se encaixa o perfil do engenheiro florestal do século XXI.. » leia todos os comentários (5)

G1 > Vestibular e Educação - NOTÍCIAS - Engenheiro florestal protege, conserva e recupera florestas

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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

D. Cappio recebe a notícia de suspensão das obras

11/12/2007 - 12h12D. Cappio recebe a notícia de suspensão das obras ad='180x150'; pos='5'; sum='0'; DEconn=0; var DEt=new Date(); DEt=DEt.getTime(); DErand=Math.floor(DEt*1000*Math.random()); var scw=0,sch=0; if(screen.height){scw=screen.width;sch=screen.height;} document.write(''); on error resume next ShockMode = (IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash.7"))) Salvador - O bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, recebeu com alegria a notícia de que o Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília (DF) concedeu liminar suspendendo as obras de transposição do Rio São Francisco. A greve de fome de d. Cappio entra hoje no 15.º. "A liminar aponta para um final feliz", acredita o religioso, que está hospedado na Capela de São Francisco, em Sobradinho (BA), 554 quilômetros a noroeste de Salvador. Apesar disso, o bispo garante que o jejum continua até que as tropas do Exército que tocam as obras, nos municípios de Cabrobó e Alta Floresta, em Pernambuco, sejam definitivamente retiradas dos canteiros. Tiago Décimo

Suspensa a transposição

11/12/2007 - 12h34Liminar suspende obras de transposição do Rio São Francisco Da Redação* ad='180x150'; pos='5'; sum='0'; DEconn=0; var DEt=new Date(); DEt=DEt.getTime(); DErand=Math.floor(DEt*1000*Math.random()); var scw=0,sch=0; if(screen.height){scw=screen.width;sch=screen.height;} document.write(''); on error resume next ShockMode = (IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash.7"))) A Justiça Federal da Bahia acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e suspendeu temporariamente, por meio de uma liminar, as obras de transposição das águas do rio São Francisco. A decisão foi tomada para que ocorra uma reavaliação das terras indígenas ao longo da Bacia de São Francisco.Segundo o MPF, o projeto não poderia ter sido aprovado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) por três razões: o aporte hídrico pleiteado para a transposição é alvo de um procedimento administrativo no Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, que ainda não foi analisado; o projeto viola o Plano de Recursos Hídricos, pois visa ao aproveitamento para usos econômicos da água; e o projeto viola também os princípios da gestão descentralizada da água e da participação popular. CONTRA A TRANSPOSIÇÃO O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio (centro) está em jejum há 14 dias, em protesto contra as obras de transposição do rio São Francisco. Na foto do último dia 9, ele é conduzido por cortejo indígena em Sobradinho (BA) Representantes de movimentos sociais protestaram ontem com pichações na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília, contra o leilão de usina no rio Maderia e a transposição do São Francisco CPT: PESQUISA PARA AJUDAR BISPO LETÍCIA SABATELLA VISITA RELIGIOSO INFOGRÁFICO: A TRANSPOSIÇÃO VEJA IMAGENS DO DIAO bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, que está em greve de fome há 15 dias em protesto contra o projeto de transposição, recebeu com alegria a notícia. "A liminar aponta para um final feliz", acredita o religioso, que está hospedado na Capela de São Francisco, em Sobradinho (BA), 554 quilômetros a noroeste de Salvador.Apesar disso, o bispo garante que o jejum continua até que as tropas do Exército que tocam as obras, nos municípios de Cabrobó e Alta Floresta, em Pernambuco, sejam definitivamente retiradas dos canteiros.O presidente Lula deve receber hoje, em Brasília, representantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para discutir a greve de fome de d. Luiz Flávio. O bispo disse ontem que ainda acredita em uma solução para a greve de fome: "O Brasil tem muita gente inteligente, não vão deixar para negociar sobre o cadáver de um bispo".Ele disse ainda que o governo "fez calar as forças sociais" ao "trair a causa que defendia, tornando-se refém dos grandes", e apoiou as manifestações do MST e da Via Campesina. Segundo ele, tais mobilizações "são importantes para a redescoberta de identidades pelos próprios movimentos sociais".*Com agências UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

CNBB

10/12/2007 - 20h32CNBB pede "gesto" do Governo brasileiro ao bispo em greve de fome ad='180x150'; pos='5'; sum='0'; DEconn=0; var DEt=new Date(); DEt=DEt.getTime(); DErand=Math.floor(DEt*1000*Math.random()); var scw=0,sch=0; if(screen.height){scw=screen.width;sch=screen.height;} document.write(''); on error resume next ShockMode = (IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash.7"))) Rio de Janeiro, 10 dez (EFE).- A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu hoje ao Governo brasileiro "um gesto de boa vontade" para que negocie com o bispo Luiz Flavio Cappio que está em greve de fome em protesto por causa do projeto de transposição do Rio São Francisco.O episcopado mostrou sua "preocupação" pelo estado de saúde do bispo, que mantém uma greve de fome há 13 dias, em comunicado que foi divulgado hoje no site do órgão.A CNBB assegurou que solicitou uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "para discutir uma solução", mas que ainda não recebeu resposta.Fontes próximas ao religioso explicaram à Agência Efe que Cappio "se sente bem" e que está tomando um soro há quatro dias "por motivos políticos"."A estratégia do Governo é neutralizar a imprensa e a igreja para chegar depois e se apresentar como quem salvou a vida dele", disse um porta-voz do bispo.No dia 27 de novembro o bispo de 61 anos deu início ao protesto, assegurando que o manterá até o Governo deter as obras e "arquivar definitivamente" o projeto da transposição.Este é o segundo jejum feito por Cappio contra a obra.Em 2005, o bispo fez 11 dias de greve, que só interrompeu quando recebeu a visita de Lula, que lhe prometeu que suspenderia a idéia da transposição.No entanto, o projeto se transformou em um dos mais destacados do ambicioso plano de desenvolvimento de infra-estruturas que o Governo Lula transformou no eixo de seu segundo mandato e que pretende impulsionar o crescimento do país.As obras finalmente começaram em junho passado com a oposição de movimentos sociais, ecologistas, associações de agricultores e indígenas, que ocuparam as pedreiras das obras durante uma semana, até que foram desalojados pelo Exército.Com um orçamento de quase US$ 3,5 bilhões, o projeto prevê a construção de dois canais que somam 720 quilômetros e que pretende levar água para a região Nordeste.Os inimigos da idéia de transposição afirmam que as obras vão prejudicar o entorno natural do rio, que é o terceiro mais caudaloso do Brasil, e que só beneficiarão os grandes exportadores agrícolas da região. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

cappiochico

10/12/2007 - 08h16 Preocupado com greve de fome, governo procura CNBB para conversar com bispo Publicidade on error resume next ShockMode = (IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash.6"))) if ( ShockMode KENNEDY ALENCARda Folha de S.Paulo, em Brasília A nova greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, entrou no radar de preocupações do Palácio do Planalto. Segundo apurou a Folha, auxiliares do presidente procuraram a direção da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e pediram ajuda para convencer Cappio a interromper o jejum (hoje em seu 14º dia). O bispo de Barra é contra o projeto do governo de transposição de parte das águas do rio São Francisco. Já há sugestão para que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva faça um contato direto com Cappio logo após a votação da emenda constitucional em tramitação no Senado que prorroga a CPMF até 2011. Para um integrante da cúpula do governo, se Lula não agir rápido, o caso tende a ganhar maior repercussão negativa. Auxiliares do presidente estavam preocupados com a repercussão da romaria de ontem a Sobradinho (BA), na qual entidades da sociedade civil dariam apoio ao bispo. Um emissário do presidente falará com a atriz Letícia Sabatella, que visitou Cappio e lhe deu suporte. O governo pretende dizer à atriz que está fazendo obras para revitalização do rio e que a transposição não afetaria de forma significativa o São Francisco. Sabatella, que já se declarou publicamente eleitora de Lula, tem boa relação com o presidente e com auxiliares diretos do petista. O Planalto espera que a atriz ajude o governo a convencer Cappio a acabar com a greve de fome. Em 2005, na sua primeira greve de fome contra a transposição, Cappio fechou acordo com o governo para interromper o jejum. Na época, Lula enviou o então ministro das Relações Institucionais e hoje governador da Bahia, Jaques Wagner, para conversar com o bispo. Segundo a versão de Cappio, o governo teria prometido suspender a transposição. Já o governo nunca admitiu ter feito tal proposta. Com o início de obras na região, Cappio voltou a entrar em greve de fome. Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br